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26 de set de 2011

1ª Estória Sem Noção - Aventureiros Na Taverna e a Espadada No Azeite


Aos Aventureiros Na Taverna

O ambiente da taverna é mágico, são diversos aventureiros oriundos das terras mais distantes e sombrias que se reúnem dispostos a contar e surpreender espectadores com suas ações heróicas contra as mais adversas situações do mundo fantástico. No entanto, esteja sempre atento ao que escutar e aprenda a distinguir o rato mentiroso daquele que revela seus reais atos... 

Espadada no Azeite

Era um dia quente e montado em meu alazão prosseguia sozinho a caminho do oeste. Naquela manhã eu procurava uma casa para pedir um pouco de água quando, passando pelos montes pedregosos onde se planta oliveiras, percebi um medonho altar na sacada de uma casa abandonada.

Intrigado, e como o herói que sou, larguei meu cavalo e fui averiguar do que se tratava. Era um altar em prata, com ossos de animais ao redor e rodeado por jarras gigantes. Foi olhando mais de perto que percebi uma pedra preta, parecida com ametista, contornada por runas antigas. Foi ai que percebi que se tratava mesmo era de um ritual para invocar alguma criatura sinistra.

Foi só eu me colocar dentro de uma das jarras que uma fumaça preta e forte começou a tomar o ambiente e gemidos fortes começaram a ecoar do altar. Levantando um pouco a tampa da jarra eu que já estava todo molhado do azeite que ali continha, me deparei com um espírito banido, destes que os bruxos e feiticeiros invocam para se comunicar com os demônios.

Era uma criatura sinistra, sem corpo aparente, sendo apenas um crânio de cachorro no topo do corpo que lhe dava a forma. Infelizmente minha curiosidade me condenou, e quando eu menos esperava, a criatura se largou em cima da jarra em busca de me levar com ele.

Mas naquele dia meus amigos, os deuses estavam ao meu lado, e armado com minha cruz e espada, eu saltei do jarro e cortei a criatura com minha espada toda banhada de óleo. Foi ai que eu percebi, melhor que água benta para assombração é uma boa espadada no azeite. O único problema é a reação luminosa permanente que os ectoplasmas com oliva me causaram, mas ai já é papo para uma próxima aventura...
 Mais um hidromel taverneiro!!!

Obs: Eu espero que vocês estejam gostando. Esse é um texto de alguns que virão, com essa forma. São  baseados na teoria de um autor/animador que eu gosto muito chamado Eulipo.

Autor: Felipo Bellini Souza       Criação: 26/09/2011        Objetivo: felipobellini.blogspot.com

20 de set de 2011

8º Material de Redação - Vídeos da Internet Sobre Violência - Exercício 6

Vídeos Sobre O Tema Violência

Tentei retratar aqui alguns tipos de violência, quero que vocês acompanhem os vídeos e os identifiquem.

Acompanhe a poesia recitada em espanhol:

De que tipo de violência este vídeo está tratando?
Qual o plot da história?
Qual lei protege as mulheres contra agressão física?

Agora veja o clipe da banda Seminovos:

De que tipo de violência este vídeo está retratando?
Você já passou por alguma experiência semelhante?
Sugira uma medida para que possamos diminuir com a violência urbana.

Agora um vídeo feito por estudantes de Portugal?

Qual o tipo de violência trabalhada exposta pelo vídeo?
Quais as características desse tipo de violência?
O que é considerado bom em um relacionamento, pelo vídeo?


Agora confira algumas situações que foje do cotidiano:

Quais os tipos de violência retratados no vídeo?
Onde elas ocorrem?
Além da violência escrachada, como a colocada no vídeo, no ambiente de trabalho ela pode ocorrer de outras maneiras. Quais são elas?


Agora veja a reportagem do programa da Rede Globo: Fantástico:

Qual o tipo de violência, já retratada pelo blog anteriormente, é discutida na reportagem?
Com quem, além de nordestinos, esse tipo de violência pode ocorrer?
Como combater o Racismo e a Descriminação?


Agora veja o curta humorístico do Stand UP e Jornalista Rafinha bastos:


De que tipo de violência está falando?
Qual a ironia presente no vídeo?


Obrigado!


Autor: Felipo Bellini Souza       Criação: 20/09/2011      Objetivo: felipobellini.blogspot.com

7º Material de Redação - Lista de Palavras Sobre Violência - Exercício 5

Em vídeos, textos e artigos referente a diversos tipos de violência foram recorrentes as seguintes expressões:

BULLYING
DISCRIMINAÇÃO
VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA
VIOLÊNCIA NO NAMORO
VIOLÊNCIA NO TRABALHO
EXPLORAÇÃO
DESEMPREGO
AGRESSÃO
PALAVRÃO
ABUSO INFANTIL
VIOLÊNCIA ESCOLAR
SARCASMO
VIOLÊNCIA VERBAL
SARCASMO
VIOLÊNCIA SEXUAL
VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO
ABUSO DE AUTORIDADE
MISÉRIA
PEDOFILIA
MACHISMO
CHANTAGEM
ASSASSINATO
SUICÍDIO
ABORTO
ASSALTO
VIOLÊNCIA URBANA
GUERRILHA
BRIGA
MORTE
ROUBO
GUERRA
RACISMO
DOR
HUMILHAÇÃO
ANALFABETISMO
PRISÃO
ESCRAVIDÃO
FALTA DE SAÚDE
ESCRAVIDÃO
VERGONHA
DOENÇA
INDIFERENÇA
POBREZA
DESIGUALDADE
EXTORSÃO
SEQUESTRO

Como você relaciona as palavras seguidas com o tema violência?

18 de set de 2011

33º Miniconto - Pluto


Pluto

Apesar de tudo ele se mantinha fiel!

Ei acorde, já está na hora, é tempo de se arrumar e sair. É tempo e se não acordar agora você vai reclamar do chefe estressado, do ônibus lotado e de mais uma manhã sem café. Ei que bom que você chegou, me conte como foi seu dia? Mais um dia de trabalho exaustivo? Ei vamos passear, brincar, correr... Ei, apesar de tudo eu te entendo, nessa tela ai está sua vida, já não tem mais tempo para algazarra nem brincadeiras infantis. Ei, estou com sede, me dê água, por favor... Estou com fome... Você esqueceu-se do meu jornal? Ei, não me bata, não havia mais jornal, não havia mais quintal... Ei, eu não falo, mas eu penso e te amo mesmo assim.

Ei, não me deixe aqui sozinho, tenho medo do escuro, do desconhecido e se lembre... Eu sou seu melhor amigo!

Autor: Felipo Bellini Souza    Criação: 18/09/2011     Objetivo: felipobellini.blogspot.com

12 de set de 2011

32º Miniconto - Paixão Iraque

Paixão Iraque

Primeiro a despedida, o choro escondido por traz da voz daquele que pode não voltar mais, depois um novo mundo, uma cultura de areia que esconde as riquezas e exibe tristezas, um tesouro que se esconde por trás do véu, paixão avassaladora capaz de unir seres tão diferentes... Não perguntou nada, entrou, amou, beijou... Mas o destino é cruel, atração fatal, onde mesma carregada de desejo pode não ser suficiente para conter a dor de um povo ofendido... E no fim, o beijo rubro da vingança consumida...

Autor: Felipo Bellini Souza       Criação: 12/09/2011         Objetivo: felipobellini.blogspot.com

11 de set de 2011

3ª Foto da Semana - Alimentando Gaivotas

Essa foto foi tirada em 01/05/2011 em Roath Park em Cardiff, País de Gales. Era engraçado ver um menino tão pequeno arrastando um saco inteiro de pão, tentando alimentar gaivotas e cisnes ao mesmo tempo em que era furtado pelos mesmos.

Alimentando Gaivotas - 01/05/2011 - Cardiff -Wales

6º Material de Redação - Vídeos da Internet Sobre Preconceito - Exercício 4


Vídeos da Internet Sobre Preconceito

O preconceito está presente em nosso cotidiano. A todo momento nos deparamos com o preconceito estampado pela descriminação, pela falta de confiança e vontade de conhecer o outro e em saber que são nas diferenças onde todos somos iguais!

Então, dessa vez, para cada vídeo temos uma atividade em especial, para que desta forma possamos construir um universo argumentativo, de onde retirará as mais diversas correntes de argumentação para as mais diversas propostas de redação, relevantes ao tema preconceito.

Não Faz Sentido! - Preconceito
Atenção, este vídeo contem palavras de baixo calão!
Qual a tese, exposta nos primeiros segundos do vídeo, defendida pelo autor?
Quais tipos de preconceito são mencionados pelo vlogger?

Desabafo: Racismo
Qual o ponto de vista da vlogger?
Quais argumentos ela usa para defender o mesmo?
Escreva argumentos que rebatam o dela.

Eu, Ateu - Homossexualidade Não é Natural?
Observe os argumentos usados por esse interessante vlogger. Ele faz uso da ironia, mais especificamente antífrase, para desqualificar argumentos de extremistas que vão contra a homossexualidade.
Qual o real ponto de vista do mesmo?
Escreva, para cada argumento que ele disser, o que ele realmente defende.

Espero que vocês tenham gostado e que enviem respostas e comentários!

10 de set de 2011

5º Material de Redação - Charges Animadas sobre Preconceito

Charges Animadas sobre Preconceito

Devido a recepção do post Charges Animadas sobre a Educação Brasileira, resolvi garimpar no site Charges.uol.com.br e produzir um material dedicado ao preconceito. Dessa forma coloco para vocês o preconceito representado em seus diversos cenários.

Pelo dicionário Michaelis UOL: preconceito (pre.con.cei.to) sm (pre+conceito) 1 Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados. 2 Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão. 3 Superstição que obriga a certos atos ou impede que eles se pratiquem. 4 Socio Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos. P. de classe: atitudes discriminatórias incondicionadas contra pessoas de outra classe social. P. racial: manifestação hostil ou desprezo contra indivíduos ou povos de outras raças. P. religioso: intolerância manifesta contra indivíduos ou grupos que seguem outras religiões. está presente nas mais diversas camadas sociais e situações do cotidiano, se tornando evidente é preocupante a partir do momento que passamos a descriminar pelo preconceito que possuímos

De muita criatividade, a charge acima mostra, de forma critica e radical, como encaramos diversas situações quando se trata de um sujeito com situação financeira mais abastada e outro mais humilde.

Essa é outra charge, onde encontramos o individuo rotulando mulheres segundo a seus trejeito, uma forma humorada de mostrar o preconceito no cotidiano. – Nós rotulamos grupos por afinidades, sejam o punks, políticos, forrozeiros, professores e afins, e isso, seja correto ou não, participa de nosso cotidiano.

Nesta, percebemos o preconceito e a discriminação numa situação crítica e bem humorada, onde o personagem se acha no direito de receberem um tratamento diferente, pelas roupas que vestem e cor de pele.

Exibe outra situação do preconceito, onde em uma TV aberta que exibe de tudo, encontra dificuldades no exibir do beijo gay.

Exibe a hipocrisia de uma situação cotidiana onde pessoas encontram motivos para descriminar e assim se sentem especiais, quando outros também as descriminam, muitas vezes pelos mesmos motivos...

Nosso Estado que protege o rico e ignora o mendigo... Um Estado cego pelo preconceito?

Que ocorre realmente em qualquer lugar...

 E pensando nisso, seria preconceito definir que crianças não podem cursar cursos universitários ou trabalhar?


No fim vivemos em um mundo de aparências...

O http://charges.uol.com.br/ é um site com conteúdo humorístico do jornalista, designer e músico Maurício Ricardo, que o atualiza diariamente com charges sobre o cotidiano, política, e outras centenas de temas em geral.

Autor do texto: Felipo Bellini Souza              Autor das Charges: Maurício Ricardo e Equipe

9 de set de 2011

31º Miniconto - Paixão Platônica



Paixão Platônica

Da noite sombria ele aparece. Vestindo uma camisa azul e um colar prata ele se apresenta. É simples em seu jeito de falar, é engraçado sem exagerar, doce sem se afeminar. Eu o olho com timidez, o desejo do fundo de meu âmago, mas não o toco. Daqui ele é simples, sereno e perfeito, daqui o amo mais que tudo, não me firo e o preservo como em uma fotografia, que não arranha nem sangra....

Autor: Felipo Bellini           Criação: 09/09/2011        Objetivo: felipobellini.blogspot.com

2ª Crônica - Ficção Em Quadrinhos


Ficção Em Quadrinhos...

Não importa suas convicções, o destino sempre vai arranjar um jeito de quebrar o espelho...

         A fome batia forte na barriga do ilustrador. Eram plenas duas da tarde e ele não havia finalizado o livro infantil que prometera para ás 15 horas daquela quarta-feira. Assim, calculando o tempo, onde analisava a possibilidade de fazer a arte final daquele maldito coelho e ainda assistir a aula de web-designer e programação ás 16, ele é interrompido pelo badalar insistente de sua campainha.
         Ao abrir a porta ele já imaginava ser mais um daqueles clientes que lhe ofereceriam trocas fabulosas pela divulgação da arte. Aquilo já não o incomodava mais, logo finalizaria seu curso de web, e estaria fazendo sites super criativos por um preço o qual realmente valia seu trabalho.
         No entanto, o acaso lhe chegava à porta, e embora inicialmente não houvesse a intenção de deixar o homem entrar, suas palavras amaciaram a garganta de Miguel. Ele não queria apenas seus desenhos, e nem tão pouco queria trocar desenhos por arte como seu anfitrião havia pensado. Queria sim falar que era grande fã de Miguel, que sua obra era muito boa e que sabia seu novo interesse pela formulação de web sites.
       - Escute, eu não sei se o senhor sabe, mas eu apenas estou começando o curso. Não tenho experiência para fazer algo profissional. Porque não busca alguém já no mercado?
       - Mas rapaz, tem que ser você, acompanho seu trabalho, leio suas charges, vi as logos que fomentou, as revistas que ilustrou e outras dezenas de conteúdos. Eu pago, quanto você quer para fazer o site da minha ONG?
         Pensando nas boas intenções do senhor, no prestígio que esse dava ao seu trabalho e em como estava disposto a arriscar no mercado e redes o ilustrador estende a mão e diz:
       - Você tem um executor! Mas não quero receber nada, quero oferecer para você o meu melhor a título de experiência.
           E como se para contrariar o sorriso meigo do artista, as feições do homem foram ficando mais rigidas e de forma inesperada a medida que o senhor lhe vira as costas e diz que procurará alguém que seja profissional a ponto de aceitar ser pago tudo vai ficando escuro e os sons metálicos até que Miguel abre os olhos novamente e repara as ilustrações ainda á serem finalizadas e pagas e que tudo não passara de um sonho... utópico...

Autor: Felipo Bellini           Criação: 09/09/2011           Objetivo: felipobellini.blogspot.com

Publicidade Dois - Matéria no Diário de Natal

Eu apareci no Diário de Natal dessa terça-feira, 09 de setembro de 2011, falando sobre a Oficina de Redação que eu montei para o cursinho da UFRN, o PROCEM, onde desenvolvemos atividades com o uso de mídias, videos, vlogs, textos, músicas, imagens e afins.

Clique nas imagens para abrir na resolução original.



Jornalista: Júlio César Rocha Fotografia: Fábio Cortez


FRACERLE, Francisco (Ed.). Quem tem medo de Redação: Cursinho de UFRN faz oficina para ajudar alunos a vencer o bicho papão da redação. Diário de Natal: DN Vestibular, Natal, p. 01-08. 06 set. 2011.

Autor: Felipo Bellini Souza            Criação: 09/09/2011              Objetivo: felipobellini.blogspot.com

8 de set de 2011

4º Material de Redação - Músicas Sobre Preconceito - Exercício 3


Músicas Sobre Preconceito

A arte em si é uma poderosa ferramenta para expor e vender idéias. Seja ela expressa de forma visual, tátil, auditiva ou através de outros sentidos, continua a passar emoções que nos afetam. Assim, seus autores transmitem seus sentimentos e protestam a favor de seus sentimentos.

Pensando nisso, trouxe abaixo algumas músicas que se inserem no tema preconceito, onde vamos escrever em tópicos os tipos de preconceito e discriminação denunciados pelas mesmas responder as questões abaixo de cada vídeo.

Para começarmos, vamos ver o vídeo da música Cidadão:

Composição de Lucio Barbosa  – Ano: 1978

Agora responda, em que momentos da música acima o eu - lírico foi vítima de preconceito?

Nossa segunda música é Naturalmente Perfeita:

Composição de Alexandre Teves e banda Karambah – 1999

Responda, qual é o assunto polêmico que a música aborda?

Nossa terceira música é Quem Planta Preconceito:

Música da banda Natiruts

O que é denunciado pela música?

Nossa quarta música é Lavagem Cerebral:

Composta por Gabriel Pensador - 1993

Você concorda com a afirmação do eu - lírico que para nos livrar do preconceito é necessário uma lavagem cerebral?

Gostou? Espero que sim...

7 de set de 2011

Primeiras Impressões Da Palavra Preconceito

Na oficina de redação, realizada no dia 31/08/2011 foi pedido aos alunos que colocassem no papel frases e períodos que lhe viessem a mente quando se deparavam com a palavra preconceito. Desta forma os alunos se expressaram em uma tentativa pessoal de expressar o significado da palavra em um caráter pessoal.

Esses foram os períodos construídos pelos alunos da turma de redação do CRUTAC ministrada por mim (Felipo Bellini Souza).

Uma barreira para o desenvolvimento igualitário.
Usar sua vanglória para fazer julgamentos precipitados.
O medo é uma causa de pré-julgarmos
O chamado preconceito é a indiferença da humanidade.
Quem tem preconceito, não tem amor ao próximo.
Preconceito é um conceito prévio que nem sempre tem fundamento.
É qualquer forma de excluir um individuo perante toda uma sociedade.
É fazer uma análise precipitada, julgando alguém pela aparência ou outro aspecto qualquer.
Conceituação prévia, de forma precipitada, de algo ou alguém em virtude se suas características.
O preconceito está onde a ignorância e a inaptidão para pensar se encontram.
Poucos são os que realmente não tem algum tipo de preconceito, que pode ser racial, social, sexual, entre outros.
Todos tem!
O preconceito não se restringe a pessoas...
Origina-se de tempos primórdios e ainda hoje persiste.
Infelizmente, só se é denunciado através dos meios de comunicação violência contra homossexuais e negros...
Reflexo do tempo antigo, colonização do Brasil, exploração da mão de obra escrava.
Ato de julgar por uma sociedade que não olha para o horizonte, só enxergando até a ponta de seu nariz.
Só seremos seres completamente desenvolvidos quando aceitarmos as nossas diferenças.
O que devemos fazer é nos reeducar para esquecer todas as formas de discriminação existentes e que nos foram ensinadas.
Existe em todas as camadas da sociedade!
Imagem pré-estabelecida de algo ou alguém.
Ponto de vista parcial de um assunto.

Com quais delas vocês se identificam mais?

3ª Mensagem Direta: Todos Nascemos

Todos Nascemos

Constantemente discutimos as decisões, somos seres livres, conscientes e, portanto, temos o direito de escolha. No entanto, esquecemos que somos todos vítimas do nascimento, o qual não requisitamos, ou se quer fomos consultados. Não nos deram opção quanto aos nossos genitores, nossa cor, nossa nacionalidade, nossa saúde, situação financeira e as oportunidades a que tudo isso implica. Mas, independente disso, amamos viver e não pedimos para morrer. Então eu me pergunto, se a vida é assim, radical e cruel desde o início, o que nos leva a criticarnegro, a desrespeitarhomossexual, a maltratar o velho? Somos todos iguais, se não pela sociedade em que vivemos, pela alma que trazemos e vida que perderemos.

Autor: Felipo Bellini Souza        Criação: 07/09/2011        Objetivo: felipobellini.blogspot.com

4 de set de 2011

1ª Resenha Crítica - Terra de Ninguém

Natal - Terra de Ninguém



Sinopse: Natal – Terra de Ninguém, uma história onde um herói mascarado luta com armas para combater uma corporação que domina a cidade em um futuro próximo e um herói desnudo luta para combater uma ideologia e ignorância através da leitura.

Enredo: Um prelúdio de como natal foi dominada pela corporação, seja em espaço físico ou ideológico pelo ponto de vista de um jovem que usa de reflexão.

Crítica: Esta é, antes de tudo, uma crítica fervorosa aos nossos conceitos e estilo de vidada do dia a dia. Onde os quadrinistas Miguel Rude (@miguelrude) e Wendell Cavalcanti revelam que a arte é antes de tudo uma arma poderosa para protestar, seja contra o domínio americano, a contracultura literária ou o analfabetismo social da população.

O que eu mais gostei: O vocabulário do natalense em foco e o nome do herói mascarado.

O que menos gostei: A falta de cuidado com o editorial da revista e a o artigo de opinião sobre a mesma, que possuem muitos erros de português e texto pouco organizado – o que não dá uma boa impressão para o rico conteúdo que os quadrinhos possuem.

Curiosidade: Tem o mesmo nome da saga de quatro revistas do Batman, onde a cidade é assolada por vários desastres e o governo americano abandona á própria sorte em um cenário de trevas que até hoje fazem os roteiristas a considerarem uma das melhores do homem morcego. Apesar disso, as histórias não batem em outro ponto que não o nome.

Acompanhe as obras desses artistas pelo blog da empresa deles: http://estudiosolucoescriativas.blogspot.com/
E o blog pessoal do Miguel Rude:  

Autor: Felipo Bellini Souza        Criação: 04/09/2011        Objetivo: felipobellini.blogspot.com

30º Miniconto - A Sorte dos Maridos

A sorte dos Maridos

Horácio, favor vestir o terno cinza hoje! Pelo amor de deus homem, não vá esquecer os documentos da reunião! Como assim você acha que um carro novo é uma boa idéia?! Se você quer ser arquiteto faça vestibular! Outro hobby Naldo, vá cuidar do seu futuro! Diz que me ama! Se penteie! Tenha culhões, saia desse computador e vá atrás de um emprego! Você me ama? Preciso do dinheiro para feira... Já mudou sua senha do banco? Pague as contas em dia! Tire da poupança e coloque em um fundo de investimento! Já escreveu o artigo para o jornal? Já são seis da manhã João, vai se atrasar! Olhe que eu jogo água! Como assim não vai para a festa de dia dos pais? Tá gordo! Essas roupas no chão criatura...

Elas nos enlouquecem, nos fazem perder a paciência, não nos dão sossego, mas não adianta, elas nunca terão a mesma sorte, pois nunca terão uma esposa...

Autor: Felipo  Bellini  Criação: 04/09/2011 Objetivo: felipobellini.blogspot.com

29º Miniconto - Adeus

Adeus

Refletir sobre a hora da morte é uma das coisas que mais apavoram, é como pensar no amanhã sem ninguém, no ficar sem alguém ou já não estar mais lá. Sentado aqui imagino um mundo sem ti e pressinto a saudade que vou sentir, mas em meu leito de morte me preocupo ainda mais em preparar a ti para as saudades que vais sentir.
Pois de mim não sobrará mais nada, a terra comerá minha carne e de lá eu olharei você. E o que mais me aterroriza é o que deve te aterrorizar também, pois não é a saudade que vais sentir, porém quando a lembrança já não estiver ali.

Adeus...
Autor: Felipo Bellini Souza     Criação: 04/09/2011     Objetivo: felipobellini.blogspot.com

2ª Mensagem Direta: Texto e o Autor

O texto e o Autor

São comuns em minha caixa de e-mail o contato de pessoas que se preocupam comigo e que acreditam fielmente no quanto sou depressivo, triste, irônico, gótico, EMO e afins. Pessoas que me rotulam pelo que escrevo e esquecem que o texto é quase sempre ficcional.

Ontem eu recebi da Nanny*, leitora muito assídua do blog felipobellini.blogspot.com e da revista Dor Marginal, onde publico, me oferecendo um dia para conversar sobre o meu relacionamento, referente ao conto nº 28, Apenas Amigos:  http://felipobellini.blogspot.com/2011/08/28-miniconto-apenas-amigos.html

O fato é, que o meu relacionamento anda de vento em polpa, mas o que a Nanny não entendeu é que o texto é ficcional, e que o meu narrador não sou eu. Ele é algo que produzo para transmitir a sensação que desejo e que muitas vezes se altera pelas diferentes emoções que o leitor está sendo vitimado antes, durante e pós a leitura do texto.

Então, para não me estender muito nesse post, vou me dedicar a reclamar que, quando forem ler um texto narrativo, como um conto, um miniconto, uma crônica, um romance, uma peça de teatro, o leiam de forma profunda sem levar em consideração a biografia do individuo. Não entendam o sentimento transmitido pelo texto como a emoção do autor, mas sim como a emoção que o autor transmite. Não é porque eu escrevo um texto depressivo que obrigatoriamente eu sou depressivo e ainda visto preto e uso maquiagem e corto os meus pulsos. Não é porque eu escrevo um crônica criticando políticos que eu vou ser anti-política. Não é porque escrevi um texto sobre um velho e uma mulher andrógena que vivenciei algo do tipo. Assim como não tenho um relacionamento vazio apenas por ter escrito o miniconto: “Apenas Amigos”.

O escritor é mutante, passageiro e ator de muitas vidas. São arquétipos em que mergulhamos e naturezas que transformamos para por em papel milhares de vidas que são ricamente chamadas de “personagem” = “pessoa em ação”, “pessoa em imagem”.

Obs: A Nanny é um apelido e a pessoa aceitou que seu comentário fosse citado nesse artigo.

Autor: Felipo Bellini Souza        Criação: 04/09/2011     Objetivo: felipobellini.blogspot.com 

2 de set de 2011

2ª Foto da Semana - Bebê Tartaruga

Essa foto é uma das mais lindas que eu já tirei. Foi tirada na praia da Barreira do Inferno, Natal RN, no dia 20/03/2010. Espero que vocês gostem e comentem!

Natal-RN - 20/03/2011

1 de set de 2011

2º Conto: Andarilhos Noturnos

ANDARILHOS NOTURNOS 

Do lado de fora dos prédios abafados por sistemas anti-som, as luzes ofuscam as estrelas e o som da noite viva atrapalha os sentidos do sentinela. 

Vestindo roupas comuns, ele se mistura à multidão de famintos. Em suas costas, uma mochila surrada carregava documentos de uma vida sem graça e instrumentos para uma caçada. 

Aquele não era seu trabalho, mas havia ocupado seu tempo livre com aquilo. Talvez fosse um hobby, algo com o que se ocupava desde que passou a levar um pouco mais a sério sua impressão de que há algo de errado no mundo, de que nem tudo é o que parece ser. 

Foi uma longa transição fundamentada em interpretações e acontecimentos antes de estar ali, esperando o inevitável, armado não apenas com uma pistola roubada, mas com todos aqueles símbolos sagrados, estacas, gomos de alho e sal. 

Teve de interpretar a porção sinistra que há por trás da humanidade, por trás de toda aquela normalidade forçada na qual os homens teimavam em acreditar. 

Um longo processo de percepção do obscuro, onde os fenômenos mais comuns se mostram sem respostas, onde pessoas desaparecem, reaparecem assassinadas, onde os crimes mais diferentes se mostram relacionados e tudo o que resta são respostas não-naturais. 

Tudo faz parte da paranoia, mas, observando o impossível, tudo parecia se relacionar. 

E ele esperava debruçado sobre o capô de seu PASSAT – 73, observando o movimento dos bares do centro. Passava da meia-noite e o medo de poder se enganar corrompia seu juízo. Não esperava ter uma conversa - não uma conversa amistosa. Queria respostas, explicações. 

Normalmente ele estaria perseguindo corruptos em seus escândalos políticos, ou estaria revelando suas fotos do dia a dia, mas, dessa vez, Nicolas investigava um morto - ou ao menos, uma pessoa que deveria estar. 

Tratava-se de um antigo amigo dado como morto há três meses, quando filmava um confronto entre policiais e traficantes na área baixa da cidade e que, estranhamente, reaparecia na vizinhança. 

Seus pensamentos são interrompidos pela chegada de um homem corpulento, vestia seu típico terno giz e gravata. Era alguém que acompanhara desde a universidade. Haviam entrado juntos no jornal. Mas agora estava muito diferente. 

Não era apenas o fato de ter sumido, mas de todos os outros aspectos sombrios que ele assumira tempos antes de desaparecer. Sua palidez agora escondia seus traços latinos e, sob seus olhos, profundas olheiras marcavam noites em claro. 

Após falar com o atendente, o grande homem sai do bar, seguindo a rua estreita e fétida que contornava o estabelecimento, parando frente a uma porta de metal em um beco sem saída. 

Não demoraria muito para Nicolas descobrir seu segredo. Sorrateiramente, o investigador agacha-se por trás de uma imensa lata de lixo. Seu coração treme; era a hora, ele sabia. 

A porta foi aberta vagarosamente e dois olhos amarelos brilharam de dentro da escuridão, mostrando um homem gordo que cobria seu corpo com largos tecidos escuros. Era careca e tinha a face tão pálida e doentia que suas veias se destacavam. 

O sentinela tentava observar por trás do lixo. Seus fantasmas incomodavam sua mente: era uma mistura de filmes e realidade, ele pedia coragem ao seu Deus para seguir em frente. Suas mãos tremiam e seu peito doía em angústia. 

Escondido, ele observou seu amigo se ajoelhar aos pés da criatura, tentando tocar as mãos do recém chegado, mas esse não permitiu. Então, ofereceu seu pescoço e o gordo homem abriu seus lábios muito roxos, exibindo quatro grandes presas - mordeu o pescoço da vítima. 

Paralisado com o choque, Nicolas percebeu que o que diante dele estava era o monstro que havia causado sua insônia pelo amigo: o Vampiro. Desesperado, buscava a pistola na bagunça de sua bolsa. Quando finalmente conseguiu apontá-la, o monstro já suspendia seu amigo morto. Agora, literalmente. 

O tiro foi encoberto pelo barulho da noite paulista. Os olhos da criatura cruzaram os do sentinela - eram olhos de cobra, amarelos e frios. Pelo seu queixo escorria o sangue ainda quente e, aos poucos, a bala era expelida do pescoço do monstro. 

Repetidos tiros saíram da arma controlada pelo pavor, acertando o peito e a cabeça do sanguessuga. Tudo em vão. A criatura se aproximava. Suas faces bestiais, cobertas por profundas olheiras, refletiam o ódio. Haviam atrapalhado sua refeição; haviam tentado contra a sua vida; mortais estúpidos. Sempre mortais. 

Chutou o homem apavorado, causando um ruído seco - era um magricela sem futuro: antes vasculhava uma bolsa em busca de alguma coisa que pudesse ajudá-lo, e agora se contorcia em dor, apoiando-se na parede. 

Pegou sua mochila; queria saber com que tipo estava lidando, jogando todas as coisas no chão. Viu cair réstias de alho, junto a estacas, crucifixos e muitos papéis. Fosse quem fosse, estava conscientemente perseguindo um vampiro. Pegando uma das folhas, observou vários nomes e telefones. Eles seriam os próximos. 

Nicolas sentia suas costelas quebradas e sua asma em crise. Tentava pensar no que fazer. Estava muito longe de suas coisas e seu corpo não o ajudava. Seu coração estava apertado. Temia pela própria vida, precisava fazer algo. 

O monstro caminhou até ele e chutou-o novamente, quebrando mais de suas costelas. Pegou o caçador pelos cabelos e o puxou para perto da porta. Nicolas gritava, mas sabia que não iria adiantar. De seus olhos humanos saiam lágrimas. Não conseguia raciocinar. Apenas o sentimento de impotência e medo lhe supriam a vida. 

-- Sou imortal – A voz soou baixa, como um veneno de sangue e morte. – Já você... 

O vampiro tocou o rosto do mortal - seu toque era gelado e suas unhas negras cortavam a pele, fazendo filetes de sangue escorrer. O garoto tremia e o morto-vivo adorava aquela sensação de predador. Gostava de caçar seu alimento, mas adorava ainda mais brincar com a comida. 

-- Nicolas Gomes. – Ele pronunciava sílaba por sílaba em sussurros. Queria prolongar o sofrimento. – O que acha de agora servir-me com seu sangue? 

Tremendo sem controle, ele tentava prolongar sua vida. Sentia uma dor extrema na região de seu abdômen, mas amava demais a vida para se deixar debilitar. Percebeu o monstro acocorar-se à sua frente; não tinha pêlo algum no rosto. Olhos amarelos como os de cobras, lábios muito roxos banhados no sangue que lhe caía ao queixo, entreabertos por longos caninos brancos que cintilavam como lâminas. 

E enquanto o vampiro se aproximava de seu pescoço, ele lembrou: pegando a estaca pendurada em sua canela, cravou-a no peito do vampiro, que gemeu de susto e o estapeou com toda a força, fazendo-o bater sobre a parede fria. 

Meio desacordado e sentindo sua mandíbula frouxa, temeu; ainda segurava a estaca em suas mãos. Para seu pavor, percebeu o vampiro se levantar e avançar em passos lentos. Não conseguia virar sua cabeça, mas sentia o chão pelo qual escorria seu sangue - aquela seria sua morte. 

O monstro debruçou-se sobre seu rosto, ficando de joelhos. Lambeu o sangue que escorria de sua boca - antes pelo chão e depois, ao redor. Então se afastou, mostrando novamente seus olhos; aquele era um sinal. O caçador não teve dúvidas: enfiou a estaca com todas as suas forças no olho esquerdo do vampiro, revirando a ponta por dentro daquela cabeça amaldiçoada. O monstro grunhiu de dor, mas antes que pudesse reagir, já estava desacordado, com seu cérebro esmigalhado. 

Nicolas tomou-se de um espírito de vingança e, arrastando o próprio corpo, cerrou os punhos e pés do morto–vivo, amarrando o resto do corpo em sacos de lixo e nas próprias roupas do monstro. 

Ele brincava com o isqueiro e fumava algo de uma marca barata, esperando o despertar do monstro. Seria ainda naquela noite sem luar que ele descobriria se vampiros são ou não imortais, independente do quanto suas costelas gritassem de dor ou sua asma o fatigasse. Independente de quanta gasolina tivesse de gastar. 

E antes que gritos se misturassem à agitação noturna, ele vasculhava suas anotações e enrijecia os próprios nervos para uma verdadeira entrevista com o vampiro.

Autor: Felipo Bellini Souza     Criação: 22/02/2009       Publicação: 22/08/2009       Objetivo: Dráculea: O Livro Secreto dos Vampiros      Organizador: Ademir Pascale

Publicidade - Dicas de Redação Diário de Natal

Dia 31/09/2011 Júlio Rocha (@JC_Rocha), jornalista do jornal Diário de Natal, em conjunto com Fábio Cortez, visitou nossa oficina de redação no prédio do CRUTAC, UFRN (@CursinhodaUFRN), do curso do PROCEM, para arrecadar dicas sobre redação para o vestibular.
Frutos desse encontro é o vídeo abaixo, desposto no seu blog:
 http://www.dzai.com.br/diariodenatal/blog/vestibulando e a matéria que será publicada nessa terça feira, dia 06/09/2011 no jornal. Espero que vocês gostem!!! E espero oferecer mais dicas.



Autor: Felipo Bellini           Repórter: Júlio Rocha     Imagens: Fábio Cortez      Criação: 30/09/2011        Objetivo: Jornal Diário de Natal   

Também publicado no: http://www.dzai.com.br/diariodenatal/video/playvideo?tv_vid_id=139326
E no: http://www.dnonline.com.br/app/outros/videos/2011/08/31/capa_videos,110/professor-da-dicas-para-uma-boa-redacao-no-vestibular.shtml