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29 de out de 2011

8ª Foto da Semana - Pulo ao Por do Sol

Essa eu tirei no dia 03 de julho de 2011 no Sophia's Garden em Cardiff - Páis de Gales. O corridinha para conseguir pular ainda no time da câmera!! Espero que vocês gostem!!


Cardiff - Wales - 03/07/2011 - Um pulo ao por do Sol

24 de out de 2011

11º Material de Redação - Principais Erros Que Encontro Em Redações!

Principais Erros Encontrados Em Redações do Vestibular e Concursos

Fiz esse vídeo para os alunos que iam prestar o ENEM, mas não consegui fazer o upload antes... Ficou meio tosco, mas espero que vocês gostem. até

22 de out de 2011

4ª Mensagem Direta - Uma Batalha Chamada Enem

Mensagem Direta Aos Guerreiros Do ENEM

Após um longo período de aulas, gostaria de dizer algumas palavras a todos os que enfrentarão uma prova chamada ENEM. 

Vocês são guerreiros! Heróis que resistem a uma era onde é fácil se render ao ócio e aos tentáculos das outras centenas de milhares de atividades que os rodeiam. São soldados espartanos, que com suas lanças de tinta cravam as runas do saber em suas próprias mentes, tornando-se pupilos dos grandes filósofos. 

Tenho orgulho de todos os estudantes, que vão à batalha dispostos a vencer com estratégias comuns aos maiores generais romanos e que, durante algumas horas, se dedicarão de corpo e mente à prova, dominando o tempo de cada questão e encontrando uma tranquilidade para enfrentar os desafios por etapas, onde o mais fácil vem antes do mais difícil, e só se dá a devida atenção ao que se pode resolver. 

Pensem na prova como centenas de duelos samurais, onde o desembainhar da Katana só se dá após uma leitura atenta do inimigo e que o corte deve ser certeiro e letal. Mas lembrem-se que no duelo de espadas longas, mesmo o melhor corre riscos, e arriscar é grande parte do trabalho de um bom duelista. 

E não se engane quanto as suas habilidades, mesmo no UFC, onde se reúnem mestres das várias artes marciais, a luta não se define pelos movimentos impressionantes katis do Kung fu, mas em 80% de movimentos básicos e dos atentos olhos de tigre de seus campeões. 

Então soldados, vão tranquilos, armados da confiança de que esta não será a última de suas batalhas e aqui fora todos estaremos conectados e rezando para que vocês tenham tranquilidade, atenção e boa sorte para lidar com as questões que estão por vir! 
Felipo Bellini – Professor de Redação e Inglês 

Últimas dicas: 
Estejam no portão antes dele abrir! 
Levem caneta preta! 
Leiam as questões com muita atenção! 
Não demore nas mesmas, se não conseguiu resolver uma, passe adiante, uma guerra se faz de várias batalhas e não de um único duelo!
Confiem no seu taco, vocês são capazes!

Autor: Felipo Bellini Souza         Criação: 22/10/2011        Objetivo: www.felipobellini.com

21 de out de 2011

7ª Foto da Semana - Uma Flor no Túmulo

A vida está nos lugares menos prováveis. Essa foto, eu e a Anna tiramos em junho de 2007, quando visitávamos o túmulo do seu avô em Martins - RN. Incrível né, ele deve ter sido uma pessoa extremamente doce.

Martins RN - 03/06/2007 - Uma Flor no Túmulo

18 de out de 2011

10º Material de Redação - Aspectos De Uma Redação De Excelência


Embora esse tipo de artigo seja um tanto que popular na internet, não consigo me conter em colocar alguns aspectos que definem, em minha concepção de corretor, uma redação como excelente ou não.

Então a redação deve:

Ser autossuficiente O texto deve ser escrito de maneira que o leitor sinta-se satisfeito com as informações obtidas, sem a necessidade de recorrer a nenhum outro artifício. O autor deve lembrar que quem lê não tem a obrigação de saber a proposta e nem informações básicas sobre o tema a ser tratado, assim como deve saber que o examinador irá esperar exatamente isso da redação.

Ser coerente, afinal é a clareza em uma tese bem apresentada, assim como nos argumentos que proporcionam a defesa deste ponto de vista, que vai definir o quão objetivo é o seu texto. Lembrando que um texto confuso no vestibular e ENEM é CRIME.

Ser objetiva. O crime do escritor está em subestimar a inteligência de seu leitor. Substitua as muitas linhas sem significado por conectivos e um vocabulário mais simples. Vá direto ao ponto, melhor um texto enxuto, com argumentos bem apresentados e lidos do que um repertório de erros de coerência, coesão e ortografia.

Ser Coesa. A forma como você articula as ideias em seu parágrafo está diretamente ligada ao vocabulário escolhido. Os conectivos e proposições vão garantir um fluxo contínuo no seu texto, tornando-o autossuficiente, coerente e objetivo.

Ter Conteúdo. Um texto pode ser lindo e maravilhoso, se ele não acrescenta nada ao leitor ele não é nada mais que um amontoado de palavras.

Autor: Felipo Bellini     Objetivo: felipobellini.com      Criação: 18/10/11

17 de out de 2011

9º Material de Redação - A Estrutura Da Redação Do ENEM



A Estrutura Da Redação Do ENEM!

Muitos alunos perguntam exaustivamente sobre como proceder na prova do ENEM e se preocupam tanto com a forma do texto, que acabam por se perder na construção dos argumentos e elaboração da tese, passando assim um ethos falho aos seus leitores e avaliadores.

No entanto, resolvi fazer esse breve e incompleto artigo para clarear a mente de alguns, prometo, entretanto, produzir uma sequência de posts falando sobre: introdução, argumentação, contra-argumentação e conclusão e formulação de parágrafos.

Sobre o esquema da redação do ENEM, o que geralmente é passado repetidamente em salas de aulas dos cursinhos pré-vestibulares do RN e Brasil, não a mistério. Se trata de uma prosa (não-verso) dissertativo-argumentativa, onde o autor (o estudante é autor das idéias colocadas no texto e escritor das frases, expressões, períodos, parágrafos e outros elementos que constituem o texto escrito) vai discutir a situação problema e propor uma solução para a mesma.

Se formos por uma linha cronológica no artigo a ser escrito, diríamos que o início é a introdução, e que a mesma tem a função de conduzir o leitor ao texto, informando o tema a ser tratado e a posição do autor quanto ao mesmo (tese).

O meio, onde encontraríamos o desenvolvimento, que nada mais é do que o conjunto de parágrafos argumentativos, que vão fundamentar o texto através de argumentos factuais e morais, sendo em si um conjunto de tópico frasal (o argumento em si) e a justificativa do mesmo.

E por fim, teríamos a conclusão, que fecharia o texto com uma síntese do texto, em outras palavras a recolocação parafraseada da tese apresentada na introdução e um argumento moral para que o leitor tenha a sensação compromisso com a mensagem passada pelo locutor. Argumento moral esse que nada mais é, no caso do Enem, que uma proposta de solução para o problema explicitado.

Esquematizando temos:

Inicio = Introdução = TEMA + TESE = Condução do leitor ao que vai ser abordado e defendido no texto.

Meio = Desenvolvimento = Parágrafos Argumentativos (Argumentação e Contra-Argumentação) = A venda do produto, porque o leitor deve concordar com sua afirmação/tese/ponto de vista.

Fim = Conclusão = Finalizar o texto = Recolocação da Tese + Argumento Moral (proposta de solução).

Obs1 – A contra-argumentação nada mais é do que o processo de refutação, onde citamos o argumento da corrente teórica contrária para depois refutá-la, ou o processo de aceitação, onde aceitamos certas idéias da corrente contrária, sem no entanto abrir mão da nossa.

Obs 2 – Essa é a estrutura básica do gênero dissertativo-argumentativo e dependendo do que é pedido na proposta, deve ser rotulada com outras características dos tipos textuais exigidos: Artigo de Opinião e Carta Aberta.

Obs 3 – A proposta de solução pode aparecer no decorrer dos seus parágrafos e ser retomada na conclusão, o que realmente importa é que no seu texto ela seja explicada (como essa intervenção funcionaria) e suas conseqüências positivas.  

Dicas:
Mantenha-se atualizado aos grandes acontecimentos políticos e ambientais.
Leia com máxima atenção a proposta de Redação.
Os textos apresentados na proposta não podem ser ignorados, não tenha medo de citar os mesmo, é para isso que eles estão lá.
Seu texto tem que ser dissertativo argumentativo.
Escrita culta – evite linguagem popular ou gíria
Se posicione diante da solução problema.
Faça antes um rascunho, leia, tire palavras, troque expressões, mude argumentos, releia, faça um trabalho exaustivo afim da perfeição.
Tenha coerência e articule seu texto.
Proponha uma solução.
Letra legível!
Você só vai ser um bom escritor se escrever, escreva, escreva, escreva!
Se optar pelo novo acordo ortográfico, escreva tudo nas normas do novo acordo.
Se optar pelo antigo, escreva tudo pelas normas do antigo acordo ortográfico.
Concentre-se nos temas: Meio Ambiente e Relações Sociais (A grande tradição das redações do Enem diverge nesses dois temas).
Atenção a prova e nada mais!

Autor: Felipo Bellini Souza         Criação: 17/10/2011       Objetivo: http://www.felipobellini.com/

15 de out de 2011

6ª Foto da Semana - Cidade do Porto

Lá de cima eu via o rio, lá de baixo eu via as ruas, mas só da ponte eu vi o horizonte... Em abril de 2011 eu estive em Portugal e teve o prazer de conhecer lugares realmente maravilhosos. Essa foto é a parte Sul da cidade do Porto, um dos lugares mais aconchegantes que tive o prazer de conhecer. nessa foto, dá para ver a maioria dos pontos turísticos. As igrejas, a torre, o teleférico, as casas de vinho e os melhores restaurantes de Europa.

Cidade do Porto - Portugal - 24/04/2011 - Cidade do Porto

11 de out de 2011

3º Conto - Lobos Na Sombra


LOBOS NA SOMBRA

De Praga ao Mar Negro, de Kiev ao Mar Adriático, ao longo dos Cárpatos e do Danúbio, há uma guerra silenciosa que se estende pela noite – sussurros do confronto entre os Lordes Vampiros e os Amaldiçoados Lupinos. Estas são as guerras de gerações, batalhas que perduram por mais tempo do que podem lembrar-se os humanos e os castelos em rochedos íngremes, sendo apenas as densas florestas que toldam o gelo as testemunhas dos lares de antigos Demônios.
No entanto, mesmo dois inimigos naturais, raças de monstros, podem cooperar, ainda que por pouco tempo.
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Mais uma vez, os malditos otomanos haviam atacado. Eram covardes que se esgueiravam pela noite como hordas de ratos. Tudo estava planejado: espiões dentro do castelo abriram os portões e indicaram as passagens encobertas; traidores que se desmascaravam homogêneos ao exército inimigo homens e sombras que guerreavam no frio da nevasca, marcando seus corpos com o peso gélido das armaduras sob a fúria do trovões, o entrechocar dos metais e o fedor que subia dos corpos estripados e jogados no gelo.
Não havia como ser diferente, não naquelas terras esquecidas por Deus, onde o sol ilumina por apenas seis esguias horas, vis criaturas governam na mais absoluta ausência de humanidade e demônios se aniquilam em carnificinas.
Aos poucos os incautos tombavam e da penumbra percebia-se imortais e lobisomens compondo a batalha. Nem mesmo os lordes vampiros haviam se negado ao calor do embate.
Um deles, Radu, senhor de todos os otomanos, conhecido por sua campanha de dominação do submundo, já se via longe de seu cavalo demoníaco. Estava absorvido na matança, ceifando almas e retalhando corpos mortais, caçando, entre muitos o cheiro de outro vampiro, aquele que seria a última cria do Dragão.
 Naquele labirinto de metais e sangue, ambos se caçavam, e ela alimentava a neve com o rubro sangue dos otomanos cujos cadáveres mutilados acabavam em pilhas plenas de rostos que traziam a mesma expressão de terror daqueles que, por um instante, encararam os olhos avermelhados da filha do próprio anticristo.
Então, os dois se encaram. De um lado, o cavaleiro em sua túnica negra, armado com uma longa espada e imponente elmo prateado; do outro, uma dama furiosa de uma palidez mórbida, cabelos desgrenhados pela nevasca e punhos que vibravam um machado de proporções gigantescas contra os poucos que ainda se atreviam a confrontá-la.
Uma piscada de olhos e a vampira investiu com golpes sucessivos contra aqueles que lhe atrapalhavam o curso até que as armas de ambos se tocassem. Era como se o menor sussurro não se erguesse enquanto os dois lutavam.
Clarisse acertou seu adversário primeiro, cortando-lhe o ombro e rompendo qualquer tecido que ficava entre um lado e outro do braço. O lorde, cujas veias  espirravam sangue e que ainda tombava sob o impacto do golpe, fez sua lâmina penetrar ossos e tendões da criatura com rapidez, decepando sua perna e obrigando-a largar o machado.
Em uma batida de coração humano, os dois caíam. Como outrora, Radu definia a batalha à medida que seu braço se regenerava e ele decapitava a condessa, última das filhas do antigo Draculea, e que sumia entre cinzas em uma expressão de dor.
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Usufruindo do novo trono, Radu apreciava o sangue mais quente das damas de companhia da condessa enquanto seus cães exterminavam os poucos que restaram.
Havia extinto todos os que o ameaçavam, a começar por seu irmão, que antes tanto governou e aterrorizou  aquelas terras - terras de Radu.
Ele ria. Eram gargalhadas comuns aos que não têm alma, e elas continuavam a se espalhar pelos corredores mesmo quando seus lacaios temerosos sussurraram que os lobisomens haviam chegado.
Nada naquele momento poderia agradar mais ao vampiro que refrescar sua memória com a imagem de seus cães entrando no salão, todos vestidos em retalhos do que um dia pode ser chamado de roupas.
Eram os mesmos oito lobos que guardavam os segredos das florestas densas, inimigos naturais de sua raça, guardiões que se curvavam a Radu como na primeira vez, onde pediram sua ajuda para aniquilar Draculea e todos os seus inimigos, sendo ele, apenas ele, o senhor de toda a Valáquia e regiões vizinhas.
Aos pés de Radu, contorcido para não tocar nos desnudos corpos que jaziam ressequidos ao trono, Victor, senhor dos lobisomens, se ajoelhou e beijou a mão do vampiro.
Sorriu para o lorde:
– Esses eram os últimos vampiros a se oporem a vós? Radu... meu Lorde.  – A voz do homem era quase humana. Quase.
– Sim. – Radu sorriu levemente. – Agora, meu aliado, governamos estas terras. – O morto sorria, gesticulando lentamente com as mãos.
Victor observava o sanguessuga. Tinha nojo da criatura, e pensava se já havia chegado a hora de romper o pacto.
– Acredito que agora queiras que eu pague teu preço, valoroso Victor. O que apreciarias? Desejo muito fazer um bom agrado. Que tal um quinto das terras, nas margens ao norte? Há matas, terra, escravos... – e exibiu um sorriso cruel; sabia que estava falando das terras do próprio lobo. – O que desejas, meu caro? Mulheres? Garotos? Vinho? Aço? Sangue...?
Mas o vampiro não continuou. Suas palavras foram sumindo à medida que o homem à sua frente crescia em um rugido estrondoso e sua pele se tomava de uma espessa pelagem negra. Os guerreiros se recuaram: sua cabeça agora era a de um lobo e suas mãos expunham garras negras.
De pé, à frente do trono, Radu entendia tudo. A aliança havia sido rompida; agora começava a nova guerra. E ele empunhou a espada, se posicionando para lutar. Não cairia pelas mãos de um simples lobisomem insubordinado.
Os dois oponentes cautelosos começaram a se estudar em círculos, encaravam-se e esperavam o movimento menos prudente do adversário. Enquanto isso, lobos se engalfinhavam com escravos impedindo que a luta fosse perturbada.
De súbito, os dois investiram:
O vampiro visou a garganta do lobo, e este não esquivou, tomando o golpe que fez seu sangue esguichar e um ganido de dor surgir. Aproveitando aquele movimento, Victor cravou suas garras no abdômen da criatura, que resmungou e foi lançada de volta para o trono com a força do golpe.
O lobisomem pulou em cima do vampiro em um frenesi de batalha. Investiu contra seu abdômen novamente e, atingindo o buraco que já sangrava, fez o vampiro sentir suas entranhas queimarem em frio. Tentou reagir, enfiando repetidamente a espada na garganta da besta, mas era inútil. Logo, apenas os restos do imortal permaneciam.
Já longe das terras humanas, os lobos se reuniam à alcatéia. Neles o aroma persistente do castelo que queimava denunciava o fim de cada demônio, lembranças que eram levadas das futuras gerações como a fumaça que subia.
Juntos, lobos e lobisomens uivavam em um rito de fim de guerras, uivavam comemorando o fim dos Lordes vampiros.
Ou assim os lobos pensavam... 

Autor: Felipo Bellini Souza     Criação: 02/03/2009   Objetivo: Antologia Metamorfose

Lobos na Sombra. In: Ademir Pascale. (Org.). Metamorfose - A Furia Dos Lobisomens. 1 ed. São Paulo: All Print Editora, 2009, v. 1, p. 160-164.
Texto também publicado em: www.cavaleirosdasnoitesinsones.com

9 de out de 2011

35º Miniconto - Underground


Underground

     Imerso no meio da multidão era um insignificante espectador da música alta, dos cabelos coloridos e do cheiro de cigarro e álcool subindo pelas narinas.
     Ali todos pregavam o underground e tentavam desesperadamente se desprender das amarras do mundo que os cerca. Mal sabem eles, que no meio das batidas de metal e de tantos cigarros, baseados, drogas, garrafas de wisky, vodca, cachaça e cerveja o verdadeiro subversivo é aquele que bebe água e usa camisa de botão.

Autor: Felipo Bellini Souza   Criação: 09/10/2011    Objetivo: www.felipobellini.com

Confira o áudio na voz de Uitamar Jr. - Radialista, Produtor e Apresentador  - Twitter: @UitamarJunior
Ouça:
Baixe:

5ª Foto da Semana - State of Liberty

Tirei essa foto em 23/05/2011, no centro de Cardiff, capital do País de Gales. Para quem não conhece, essa é a estatua de John Batchelor, que carrega a alcunha do "Amigo da Liberdade". Bom, se esse é o estado do amigo, imagine o da liberdade...

I took this picture in the center of Cardiff - Wales - UK. It is the statue of John Batchelor, recognized as the friend of the liberty. About this, just one question: If the friend of liberty is like this, how about Freedom?

Cardiff - UK - 23/05/2011 - State of Liberty

8 de out de 2011

34º Miniconto - Tinta Invisível


Tinta Invisível

São buzinas e faróis altos, pessoas que caminham inertes em seus mundos frenéticos de roupas enfeitadas, metais reluzentes e sapatos coloridos. E daqui de baixo eu me esquivo da sinfonia daqueles que tem pressa, cavalgando em seus Carmen Stéfens, Molecas, Nikes, Havaianas e Timberlands e sou esquivado daqueles que namoram calmos e passeiam apreciando a paisagem do horizonte, um quadro lindo, de uma cidade linda, de um mundo lindo no qual, mesmo que seus olhos não percebam, eu me encontro desenhado...
O Mendigo.
Autor: Felipo Bellini Souza    Criação: 07/10/2011   Objetivo: www.felipobellini.com

Confira o áudio na voz de Anderson Ricardo - Dublador e Diretor de Cinema - Twitter: @aluadoblog e o blog: www.aluadoblog.blogspot.com
Ouça:
Baixe:

7 de out de 2011

Publicidade - Caricatura

Olá gente, eu queria mostrar para vocês a minha caricatura/avatar, feita pelos meus amigos Miguel Rude e Rodrigo, ambos da Soluções Criativas e Natal CaricaTuristas. Ela é a imagem que vai acompanhar a minha apostila de inglês e redação do cursinho da UFRN. Espero que vocês gostem:


Essa é a logo da empresa deles:

Eles fazem caricaturas no papel, na camisa, em quadro e afins... Confiram! Comentem!

5 de out de 2011

3ª Crônica - Equívocos

EQUÍVOCOS
Júlia estava em um momento muito bom da vida, saia todo o dia, sempre tinha um jantar com amigos, um cinema pra tirar o stress, e a tradicional festa no final de semana que muitas vezes começava na saída do trabalho e terminava no boteco na esquina do mesmo tentando recompor-se do estrago para não se encrencar.
Naturalmente, depois de tantas saídas e paqueras ela arranja um bom companheiro, daqueles que o “start” inicial é reclamar do barman que troca às bebidas e no final funciona melhor que qualquer bombril. Sempre esta acessível, topa todas as festas, tem ótimo gosto para filmes, sempre conhece as pessoas e tem convites para todas as matines que Júlia já ouviu falar.
         Como todo o bom relacionamento, as primeiras semanas foram ótimas, logo vieram os meses, e então passou o ano. Loucuras e festas a parte, já fazia um ano que Júlia saia com o paquera, e eles nunca, nunquinha haviam se beijado ou se quer encostado de uma forma mais quente se é que vocês me entendem. Então Júlia passou a desconfiar, 1º, como toda a mulher preocupada pensou: “O que há de errado comigo?” Depois afirmou: “Nada! Eu sou linda, jovem, cheia de amor para dar e muito satisfeita financeiramente.” E ainda depois, enlouquecida do juízo, decide: “Ele é gay!” Afinal ele não apenas tinha ficado sem ela como também não havia pego ninguém. Ops! Mas se fosse por isso, ela também não havia ficado com ninguém. Será que ela realmente tinha problemas?
         Para responder sua pergunta, Júlia lança a seguinte enquête para suas “ex-amigas” de farra, aquelas que depois do Leo perderam um pouco a importância. “Amigas, amigas, estou aqui porque ouvi boatos, então quem ai já viu o Leo, aquele, lembram, de olhos azuis, que esta sempre em todas as festas e dirige BMW ultimo tipo ficando com alguém? Se já quem? Quando? Se não, vocês pensam que ele é?”
         Todas as suas amigas, tinham algo a falar, uma sabia de uma lenda que ele sustentava uma senhora na zona sul, outra que ele tinha esposa doente e saia para as farras como terapia, outras mais alegres diziam que era sim gay, daquele tipo mais discreto e eram contrariadas por terceiras que o achavam apenas educado e muito gente boa para ficar de galinhagem, diziam que era homem para casar e ter filhos enquanto as eufóricas o chamavam do discreto ao pervertido.
         Numa dessas quando o debate se espalhou e chegou aos ouvidos da gerente da repartição, Júlia se meteu em uma tremenda enrascada, a gerente que além de ser um tipo fogo na língua, era radical defensora de todos os tipos que possam ser inclusos nos tipos glst... pbkstf... Tipos e tipos, enrascadas em enrascadas ela sem sucesso tentou convencer que era uma enquête inocente, sobre um amigo e não uma conversa preconceituosa e discriminatória do tipo que se faz quando estão querendo discriminar e maltratar pessoas que não sejam héteros sexuais (motivo que também não se encaixa a essa crônica que tem apenas o sentido humorístico da coisa).
         Sem muito sucesso com sua enquête, e dando adeus às chances de supor um aumento no final do mês, Júlia decide que não da mais para ficar com naquele impasse.  Precisa descobrir o que diabos acontece com o homem e para isso ela usa de todos os artifícios e malicias que a brasileira tem.
         Convida o Leo para a famosa caminhada na praia, acompanhada de umas boas doses e tequilas e uma gostosa musica latina, tática infalível para pegar qualquer homem e ainda descobrir família, senha da conta bancaria e até o nome de solteiro da mãe da vitima.
         Seguindo seu plano infalível, ela se prepara vestindo aquele vestido com aquele decote, que marca o corpo inteiro e quando se dança sempre parece que vai rasgar no corpo de tão colado.
         Marca com ele as nove, o faz esperar ate as nove e vinte mesmo que já estivesse pronta as oito, chegam as dez e vinte e apenas para dar a ele aquela sensação de suspense fala eu hoje será um dia de grande surpresas.
         Após as tais doses de tequila e as danças, os dois exalando hormônios saem a rolar na areia, jogar água um no outro e finalmente se esfregar. Quando estão quase lá, nariz com nariz, um sentindo o hálito do outro, Júlia aproveitando de todo o movimento, ele para.
         Suspense no ar, eles continuam ofegantes e Júlia já não aquentando mais ela pergunta:
-- Você vem ou não vem?
-- É pra eu ir?
-- Claro porque não?
-- Então você não é?
-- É o que?
-- Ah você sabe...
-- Sei não.
-- Ah, achei que você fosse do tipo, sabe...
-- Não, mas você é?
-- Não, nunca, só estava gostando de você, tava curtindo a sensação.
-- Serio? Então você achava que eu era?
-- Pensava... E a marta?
-- Marta... – Do nada Júlia lembrou porque carregava dois drinques na noite do bar – Ah meu deus a Marta!
-- Que tem a Marta?
-- Eu não sei, aliais, eu sei, desculpa, sabe eu mudei de telefone, você ainda tem o telefone dela?
-- Tenho sim
-- Obrigado, se não fosse você eu nunca teria me lembrado da Marta.
         Julia se levanta morta de vergonha, cambaleia até o calçadão, estende o braço e entra num táxi, como ela poderia ter esquecido da Marta... Do cinema... 
Autor: Felipo Bellini Souza      Criação: 18/04/2009    Objetivo: Antologia Esperança

4 de out de 2011

1º Material de Inglês - Dinâmicas de Leitura e Tradução


Como Proceder na Prova de Inglês do Vestibular
Dinâmicas de Leitura, Tradução e interpretação

Fazer uma prova, não importa o conteúdo, é um processo de leitura de códigos, escritos ounão, interpretação, relação dos conteúdos abordados e responder questões. Sendo assim, a primeira e grande dica para a prova de língua estrangeira, seja inglês, espanhol ou francês é fazer uma leitura atenta.

Neste processo de leitura devemos ficar atento á referência do texto. Qual a origem deste texto? Eu conheço esta revista? Este autor?

Após o estudo da referência vamos para o que está em destaque no texto: as imagens, os gráficos, o título, a chamadapalavras em negrito ou grifadas e outras partes em destaque no corpo de texto principal.

Uma vez que realizamos estes procedimentos, criamos expectativas e uma interpretação prévia á respeito do texto, o que gera objetividade e segurança quando partirmos para a leitura do texto.

O processo de tradução ocorre em comunhão com a leitura das partes em destaque e do  texto em si. Embora manifestemos nossas inteligências cognitivas de maneiras próprias, o que nos permite desenvolver diferentes métodos e dinâmicas para traduzir, eu sugiro a seguinte dinâmica de tradução:

1º Palavra por Palavra – Vamos traduzir todas as palavras que conhecemos. Essa leitura prática ocorre rapidamente.

2ª Palavras Chave – Agora vamos reler o parágrafo. Atentamente, vamos tentar identificar as palavras que na primeira etapa não reconhecemos. – Confie em seus instintos, quase 35% das palavras em inglês são verdadeiras cognatas, Mas é claro, nunca menospreze o estudo das listas de falsos cognatos.

3ª Polimento ou Interpretação e Resumo – Vamos interpretar o texto traduzido e resumir em uma ou duas orações o que foi tratado nas diferentes partes do texto (parágrafos, título, chamada, afins...).

Obs 1: Lembre-se que o texto deve ter sentido. Cada parágrafo coloca uma informação e conclui a mesma, então não espere palavras sem nexo. Sempre desconfie se o texto traduzido não fizer sentido.

Obs 2: As técnicas e dinâmicas próprias do inglês instrumental são afirmadas na prática, antes da prova, leia, traduza e interprete muitos textos, para assim afirmar suas habilidades e agilizar o processo.

Por fim:

Esteja informado e você terá vantagem sobre os outros candidatos. A prova de língua  estrangeira é embasada em textos e acontecimentos do cotidiano.

Leia as questões e saiba o que procurar no texto.

As respostas sempre vão estar no texto

O processo de tradução não tem que ser exaustivo.

Em caso de questões objetivas, lembre-se, a resposta sempre está no texto.

No caso das questões discursivas, nunca tente enrolar o examinador, fale apenas o que está notexto.

Cuidado com a palavras citar e enumerar, neste caso, apenas devem ser mencionados os  elementos, separados por vírgulas.

Autor: Felipo Bellini Souza            Criação 27/09/2011     Objetivo: Blog Vestibulando - Diário de Natal:  http://www.dzai.com.br/diariodenatal/blog/vestibulando#.ToMC6mUPHvA.twitter