7ª Coluna Esportiva - Dois Guerreiros, duas paixões e principalmente, DOIS CAMPEÕES.

Dois Guerreiros, duas paixões e principalmente, DOIS CAMPEÕES.

Qual o tempo máximo que você aguenta praticando seu esporte? Você suporta a dor e prossegue pela paixão ou no primeiro sentimento de cansaço entende que foi além do que imaginara?

Seja atleta de alto rendimento ou apenas um “atleta” de final de semana, o amor pelo esporte deve ser maior do que tudo. É sentir a adrenalina correndo em suas veias, é ter a exata noção do quão prazeroso é estar ali fazendo o esporte que gosta até chegar ao seu limite. 

Hoje (29/01/2012) acordei por volta das 6 da manhã para assistir (na tv) um dos esportes que eu amo: tênis! Em jogo estava o título do Australia Open. Dentro de quadra Djokovic duelava contra Rafael Nadal. Infelizmente meu ídolo, Federer, não chegou aonde eu esperava. Mas como admirador do esporte eu não deixaria de assistir ao jogo mesmo com o Federer fora da final.

Antes do início da partida eu coloquei em minha mente que seria um jogo duro, corrido e longo. Nadal e Djokovic são jogadores de pura raça, intensidade e não desistem tão facilmente de um ponto. Só não imaginei que isso iria acabar por se tornar em uma batalha épica.

Após a vitória do Nadal no 1º set eu pensei comigo mesmo: vou tomar meu café. Isso está cheirando a cinco sets. Sou pai de santo? Não! Apenas uma certa noção do que viria pela frente. Com pontos longos, vibrantes e mitológicos eu já não estava na mesma posição do começo do jogo (deitado). Iniciei meu ritual de senta e levanta. Isso só ocorre quando algo me chama muito a atenção.

Quanto mais o Nadal batia, Djokovic respondia na mesma moeda. Trocas intermináveis de bola, longos ralis e uma força supernatural partindo dos dois. Djokovic virou o jogo e fez 2 sets a 1. Nessa hora eu já estava totalmente pilhado. Não era nervosismo, mas sim “êxtase” por estar presenciando dois atletas jogando de forma franca, limpa, direta e com amor ao esporte.

Quando parecia que o Djokovic levaria o 4º set, Nadal tirou forças de onde ninguém possa imaginar e levou o jogo para o 5º e decisivo set (como antes eu previ). Nesse momento eu já estava em estado de agitação elevada. Poxa, acordei às 6 da manhã acreditando que não sentiria nenhuma empolgação e às 11 da manhã eu estava agitado e espantado com os que esses dois extraterrestres estavam protagonizando. 

O 5º set seria o último, com certeza. Mas até onde iriam esses dois atletas? O relógio apontava para mais de 5 horas de jogo e parecia que eles tinham acabado de aquecer. A expressão de dor e cansaço não era nítida, porém, foi aparecendo aos poucos. Mas quem disse que isso abala dois guerreiros que jogam pelo amor ao esporte?

Eu, sinceramente, sempre secava e odiava ambos. Mas sabia do potencial e da categoria dos dois. Não sou “clubista” ao ponto de não admitir. Mas DEUS, 5 horas e 30 minutos e os dois soltavam pancadas de um lado para o outro sem medo de ser feliz (ou infeliz). Eles lá em sua batalha física e mental e eu aqui em minha batalha existencial. Sim! Eu já não sabia mais se torcia por mais tempo de jogo ou se poderia acabar o jogo ali mesmo.

As expressões eram visivelmente de cansaço além do normal. Iria chegar o ponto em que algum deles teria de “desistir”. Mas isso não aconteceu. O jogo agora chegava às 5 horas e 50 minutos. Foi então que Djokovic tirou forças do “além” e quebrou o saque de Rafael Nadal. Djoker, como é carinhosamente chamado, agora iria sacar para vencer a GUERRA, o campeonato, a batalha épica de dois jogadores que passaram por cima da busca pelo dinheiro e correram atrás do título. Eis que Djokovic vence o jogo após 5 horas e 53 minutos. Eu também estava cansado.

Muitos podem dizer que eles fizeram isso pelo dinheiro ou pelo Status de ser o melhor do mundo. Não acredito! Quem assiste ao esporte e acompanhou o jogo assim como eu, sabe que quando o “cara” ama o que faz, ele passa a se doar por inteiro e corre atrás desse amor. Fizeram isso pelo público, por eles... pelo ESPORTE. Pra mim não existe um campeão. Existem sim, dois guerreiros que deram exemplo para muitos atletas que fazem corpo mole por aí. Deram exemplo de como não se deve desistir de algo que você sonha e batalha para conseguir, independente da sua profissão.


Hoje eu ainda sou torcedor do Federer. Mas aprendi a respeitar e admirar (ainda mais) essas duas lendas, esses dois guerreiros, esses dois DOIS CAMPEÕES. 

Obrigado, Djokovic!

Parabéns, Nadal!

Fonte da foto: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/esportes/ - Por: Fred Figueroa

Obs: Mesmo que você não seja um admirador ou espectador de tênis, tome a demonstração de amor pelo o que faz para qualquer área que por ventura você trabalhe ou sonha em trabalhar. Faça, acima de tudo, com amor e dedicação. Para os amantes dos esportes, só digo uma coisa: foi mágico!

Por: Raniery Maciel Vítor Medeiros. Em: 30/01/2012. Objetivo: www.ligadosfm.com

Este texto pertence ao blog Ligados FM - Confira: http://www.ligadosfm.com/2012/01/6-coluna-esportiva-onde-esta-o-seu.html#ixzz1kxZaJcNG

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