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13 de mar de 2012

14º Mundo Cão - Reclamar para Quem, se Existem as Variáveis Ocultas?


Ninguém se faz por acaso. Só às vezes, quando as pessoas abrem o bico, com o peito cheio, para dizerem que estão onde estão por mérito próprio... Será? E se eu disser que o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda é filho do escritor e militante Sérgio Buarque de Holanda, que o Cazuza era filho de um dos Diretores da Som Livre e que no salão da casa dos pais do Renato Russo havia um piano de cordas, isto e outros fatos mais fariam diferença no conceito de sucesso o qual habita a sua sã consciência?

Talvez, mas, não estou afirmando que pessoas de sucesso se beneficiam, o tempo inteiro, por vieses políticos ou o velho Quem Indica de guerra. Chico Buarque foi exilado do país ainda na era da Ditadura Militar, lá pelos enferrujados anos de 1970, e ninguém há de discordar que o fora por motivos políticos intrínseco ao seu comportamento público e ao teor de suas composições. O que levaria os ultranacionalistas da república a convidarem para um retiro longe das fronteiras do Brasil um homem branco, de olhos claros, bom partido e de laços sangüíneos de fazer inveja?

O berço poético deste rapaz tinha mais recheio de ideias políticas, de militância e consciência acerca dos fenômenos sociais do que de influência do meio, do simples fato de ser filho do autor do livro Raizes do Brasil ou coisas do gênero.

Diga-se de passagem, o que está escrio nesta obra pode ter exercido maiores influências na coleção de mais de 30 discos do Chico do que o produto de sucesso do seu pai, que se estampa nas prateleiras das livrarias até os dias de hoje. Assim como o piano na sala do Renato Russo ou o costumo frenético do pai do Cazuza em ouvir Cartola, Noel Rosa e Novos Baianos...

Existe uma infinidade de variáveis ocultas que nos ajudam o tempo inteiro (para alguns, por uma infelicidade do “destino”, atrapalham...), contudo, o conjunto desta obra é que se serve de vetor para indicar e expedir o porquê de estarmos onde estamos ou de irmos aonde vamos. De que adianta enganar-se de graça com aquele discurso de que ninguém depende de nada ou de ninguém e vice-versa? Também, temos que fazer a nossa parte, tal qual conjulga o verbo no tempo Presente, com esforços para além do normal, trabalho, sacrifício (no sentido social da palavra), afinco e muito suor rasgado e regado a poucas noites bem dormidas de sono...

A explicação está bem do nosso lado, com exemplos simples e pequenos, bem menores do que estes os quais habitam a constelação estrelar do mainstream... Hoje, sou formado em Adminstração, egresso no ano de 2006 e concluinte no ano de 2008. Atrasei a coisa de dois anos com relação ao tempo necessário para a conclusão de um curso superior, porém, isto se deveu à uma mudança de planos de vida e de escolha.

Com 18 anos, passei no vestibular para Economia e, até os meus 21, conclui 5 períodos de uma grade curricular recheada com disciplinas de História Econômica e Ciência Política, bem diferente do que a crença popular sai pregando por aí, quanto à formação de economista. “Sem abrir um livro”, sequer, consegui aprovação em um exame de vestibular (para o curso de Administração) que versava concorrência acima de 10 para 1 e argumento mínimo maior que 580 pontos. Isto, porque durante mais de 2 anos, a quantidade de livros e autores de história e política que tive que engolir, não por acaso, nas poucas horas bem dormidas de sono...

Não sou uma pessoa de sucesso, meu nome não estampa as páginas dos jornais, revistas ou programas de televisão. Mas, eu queria passar naquele exame e o sucesso era a aprovação! Bem parecido com os casos de nossos amigos que passam em concursos públicos (porque a maioria das questões da prova tratavam de assunto o qual estava em seu pleno domínio), seleções de emprego e até jogos de loteria. A sorte parece mais produto do destino que desenhamos do ue ocasião do acaso...

Provavelmente, se tivesse eu decidido tomar a decisão que tomei naquele momento 1 ou 2 anos antes, o resultado poderia ter sido o inverso do que se viu até então e a aprovação teria sido amargada por um desestímulo percorrente nos anos seguintes. A vida é um recheio de oportunidades e é necessário preparo para que se possa ter a força exata a fim de agarrá-las e fazer delas unicamente suas! Porém, as mesmas não aparecem assim, do nada ou por acaso. ACORDE!!!

As variáveis ocultas levaram-nas até as escolas as quais frequentamos durante a infância para nos assistir, às nossas rodas de amizade na adolescência para dar conselhos ou aos nossos cadastros nas redes sociais e nos sites de emprego e estagio da Internet ou dos bancos das universidades para dar aquele empurrão de misericórdia.

Do contrário, cai-se naquele discurso vicioso que fala da superioridade do vizinho, do amigo ou do ídolo estampado nos encartes dos CDs e das páginas da Internet.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 13/03/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 13º Mundo Cão - Quanto Vale o Acesso à Cultura?
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