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30 de mar de 2012

3ª Criticando Cinema: O amor é filme e Lisbela e o Prisioneiro também.

Olá pessoal, antes de começar a coluna de hoje eu gostaria de esclarecer uns fatos ocorridos na ultima coluna. O primeiro foi o alerta de uma leitora do blog referente ao texto da coluna ser ligeiramente parecido com um texto encontrado em outro Blog, bem referente a isso eu olhei o texto e de fato constatei a semelhança entre os textos, mas também contatei que o texto era uma copia de um texto publicado no então instinto blog “Cinema & eu” (nome que eu queria ter usado para essa coluna) que eu tinha em parceria com o Miqueas (amigo de infância) em meados de 2004 até outubro de 2006, o fato é que eu possuo os textos originais incluindo anotações feitas por mim e o meu amigo e munido dessas provas entrei com uma denuncia no Blogger para retirar do blog o referido texto, pois tal copia ofende a mim e a memoria de meu amigo. Referente a isso peço desculpas a vocês pelo transtorno, outra coisa que aconteceu foi um descuido meu, pois deixei a minha conta do blogguer aberta no local onde eu faço o meu curso de web no qual fui alvo de uma brincadeira de mau gosto, que resultou em uns textos apagados em meu blog em outro blog na qual eu escrevo chamado “Blog do Consumidor” e aqui (Ultima coluna Criticando cinema) e a proposito gostaria de agradecer a Mônica do Blog “Mulher de Fases” que me ajudou a recuperar a senha da minha conta, então mais uma vez eu peço desculpas a vocês e espero resolver o problema com o texto o mais breve possível.

 Mas, vamos ao que interessa que é a coluna, bem hoje eu vou falar do primeiro longa-metragem feito direto para o cinema do diretor Guel Arraes seus filmes anteriores, O Auto da Compadecida e Caramuru - A Invenção do Brasil, eram adaptações de minisséries exibidas na tv. Então o filme de hoje é Lisbela e o Prisioneiro um filme que pra mim foi importante pois em novembro de 2003 ele foi exibido lá em Fernando de Noronha. Então vamos a coluna. 

Sinopse: Lisbela é uma jovem sonhadora que ama cinema. Leléu é um galanteador de primeira que cruza com nossa jovem protagonista em uma de suas aventuras e acaba se apaixonando por ela. Porém, há dois problemas que os impedem de ficar juntos: Lisbela está noiva e há um assassino profissional atrás de Leléu, depois que este se envolveu com sua esposa. 

Enredo: O filme é uma comédia romântica que conta a história divertida do malandro, aventureiro e conquistador Leléu, e da mocinha sonhadora Lisbela que adora ver filmes americanos e sonha com os heróis do cinema. Lisbela está noiva e de casamento marcado, quando Leléu chega à cidade. O casal se encanta e passa a viver uma história cheia de personagens tirados do cenário nordestino. Lisbela e Leléu vão sofrer pressões da família, do meio social e também com as suas próprias dúvidas e hesitações. Mas, em uma reviravolta final, cheia de bravura e humor, eles seguem seus destinos. Como a própria Lisbela diz, a graça não é saber o que acontece. É saber como acontece e quando. E aí... Só vendo o filme. 

Resenha: No ano de 2003 acontecia em Noronha o projeto “Arte na Ilha” onde teve oficinas de teatro, música e artesanato, e foi junto com esse projeto que “Lisbela e o Prisioneiro” entrou em minha vida por que a oficina de teatro foi feita com parte do elenco do filme Tadeu Melo e Virginia Cavendish, mas em fim foi “Lisbela” que trouxe o mundo do Cinema para Noronha e coincidentemente o filme se trata de cinema, pois a personagem principal vive esse mundo de sonhos que ele nos proporciona e o legal é que a história se passa aqui no Nordeste mas, os dramas, aflições e sonhos da personagem principal são universais. Até por que, quem nunca quis viver um amor que aparece nos filmes? E quem nunca quis ter um beijo imenso para se afogar de paixão? "Lisbela" é isso, é o nosso desejo de viver um filme, e o desejo em ser o personagem principal de nossas histórias. 

Naquela noite em que o filme foi exibido eu pude ver o brilho nos olhos de quem assistia, era como se o mundo estivesse parado enquanto “Lisbela” passava no telão, e a trilha sonora? A trilha do filme é perfeita com nomes que vão desde Zé Ramalho, Los Hermanos e Caetano Veloso. Mas o maior mérito da pelicula foram os seus personagens tão bem construídos e com um humor tão sutil e simples aos olhos de quem assiste e as atuações primorosas de Selton Melo e Debora Falabela, e outro grande mérito que reside aqui é a capacidade incrível que ele tem de contar histórias, de divertir e ensinar a partir da observação do cotidiano que é apresentado no filme. 

Então se você carrega a essência de sonho que o cinema nos proporciona “Lisbela e o Prisioneiro” é o filme no qual você vai se identificar se divertir e dar boas gargalhadas e com certeza esse foi um gol de placa no cinema Brasileiro. E pra terminar eu gostaria de deixar um texto que é dito pela Lisbela em um certo momento no filme. 

"O amor me chamou pra outro lado e eu fui atrás dele. Eu pensei que se eu não fosse a minha vida inteira ia ser assim. Uma vida de tristeza, vida de quem quis de corpo e alma e mesmo assim não fez. Daí eu fui. Eu fui e vou, toda vez que o amor me chamar, vocês entendem? Como um cachorrinho, mas coroada como uma Rainha."

- Lisbela e o prisioneiro

 Por: Anderson Ricardo
Em: 30/03/2012
Objetivo: www. LigadosFM.com
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