Reboot #4: Rock Potiguar

Bom dia, boa tarde e boa noite, caros turistas desse mundo plano. Hoje, nessa coluna que recebe o nome singelo de Reboot, irei falar do principal blog de música das redondezas...






Não me batam agora, por favor. Eu sei que existe vida inteligente fora do Rock Potiguar e conheço o trabalho de blogs como o Fuga Underground, que já foi Esse Não Manja e antes nem sei o quê. Eu sei que todo mundo que adora música deve ter uma lista de favoritos e que essa lista até pode não incluir o Rock Potiguar, o que é uma blasfêmia, permita-me dizer. Enfim, minha coluna, meus gostos.


Já que tiramos isso do nosso sistema, vamos entrar no túnel do tempo direto até o ano de 2003. Nessa época eu era um nerdzinho franzino estudante da escola estadual Walfredo Gurgel, em Candelária, que gostava de escutar muita MPB e Bossa Nova, tudo por influência do meu pai. Ainda lembro a primeira mix tape (fita cassete com músicas de bandas variadas), que um amigo me emprestou. Nela tinha Offspring, Nirvana e System of a Down, tocando alto no meu walkman fudido. E assim começou minha ótima relação com o rock. Naquela época, era bastante difundida a cultura de estilos, como grunges, punks e góticos orbitando desde a Ribeira até o Natal Shopping. Bem bizarro e divertido. 

Hoje em dia a gente não vê tanto isso. As pessoas se vestem menos para expressar um estilo musical, exceto no caso dos emos, hipsters e pseudo-hipsters que a gente vê por aí. Nas palavras do principal autor do Rock Potiguar, Rodrigo Cruz: "Há quem diga que os últimos anos foram de recesso para a criatividade e efervescência rocker no Rio Grande do Norte. Pode até ser, mas esse recesso acabou em 2011 e ninguém muda esse fato". Algumas bandas voltaram à ativa, outras ainda estão tentando como a Zero8Quatro, mas será que a gente ainda vai ver aquela turma reacionária de dez anos atrás andando por aí?

Então tá, vamos falar mais de Rock Potiguar e menos de devaneios. Surgiu em 2004 com a proposta de falar de Rock. Desde então a, digamos assim, marca Rock Potiguar se tornou muito maior do que o próprio site, como uma produtora de shows e bandas e até um prêmio musical. O cabeça dessa quadrilha de headbangers é o caríssimo Rodrigo Cruz, editor multi-tarefa e conhecedor da arte que Daniel Sam domina. Além dele, o site conta com a presença marcante de figurinhas carimbadas nos shows, que são: Melky Medeiros, Shilton Roque, Gabriela Medeiros, Bruno Bruce, Leandro Neanderthal e Andressa Ramalho. Vale a pena ler a descrição dos integrantes da equipe só para rir com as críticas gentis ao trampo do pessoal por lá.

O site é lindo. Eu não conhecia bem o trabalho deles antes do show legendário de estréia do novo site, onde tocaram bandas como AK-47, Calistoga e a brutal Matanza, então não posso comparar a evolução deles no design, mas posso dizer que o site atual põe alguns maiores por aí no chinelo. Eu fiz uma crítica não muito construtiva nos comentários da extinta seção de humor deles sobre os espaços laterais em branco e as seções sem conteúdo que ainda têm o texto: EM BREVE, mas como meu humor é sempre rejeitado e mal-interpretado, recebi um salga como resposta do Rodrigo. Foi mal ae, cara.

O Rock Potiguar tem também uma área muito útil para as pessoas que querem curtir uma noitada com rock em vez de sertanejo, forró ou pagode. Nada contra quem goste disso. Todo mundo é filho de deus, menos os micareteiros. Quem quiser dar uma conferida na agenda desse final de semana, clique-me. Se bem que já perderam a noitada de ontem que deve ter sido incrível, em comemoração aos dois anos da Casanova Escobar, que contou com Mc Preguissa, Dusolto, Talma e Gadelha tocando no Galpão 29...

Então por hoje é só. Espero que vocês gostem do Rock Potiguar e acessem. De vez em quando eles divulgam promoções interessantes e albúns de bandas do RN na íntegra para download. Eu já baixei o novo da banda Venice e tou aqui escutando. Críticas, sugestões e citações de Walking Dead nos comentários.


Autor: Mozart Maia - Criação: 21/04/2012 - Objetivo: www.ligadosfm.com.br
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