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10 de jul de 2012

31º Mundo Cão - Negligência como comodismo!

A negligência parece normal no Brasil de hoje. Somos um BRICS, uma potencia regional e uma nação com influência internacional, com poder de intermediação e negociação, sede da próxima Copa do Mundo de Futebol, sede das Olimpíadas de 2016, uma nação industrializada, rica e que tem conseguido reduzir significativamente seus números referentes à pobreza, miséria e desigualdade.

Todavia, somos negligentes. Negligentes quanto à utilidade pública, quanto à política e até quanto à solidariedade ao próximo, ao compatriota, ao colega da terra. A cada atentado de assalto, sequestro, furto, roubo, o qual sofremos, mais nos aparecem policiais falando igual ao povão indignado com a violência crescente. "Mas naquela região ocorre muito disto" ou "infelizmente, tem que se tomar mais cuidado" ou até o jargão "não posso fazer nada" saem da boca de um policial e ainda há quem defenda esta postura (da parte dele).

Por que? Ir a uma repartição pública solicitar um serviço de utilidade pública, algo que o próprio Estado nos outorga como necessário e até como essencial à nossa sobrevivência cai como um favor que pedimos àquela personalidade sentada do lado de lá do balcão. Que culpa o cidadão tem para ser tão mal recebido em um hospital, no salão de atendimento do INSS e nos departamentos das instituições públicas de ensino? qual crime cometeu o cidadão para ouvir uma ironia de baixo calão de um policial?

Que erros a sociedade brasileira tem cometido para ser tão discriminado por essa elite crescente a qual vem dominando as repartições públicas? Como brasileiros, somos muito maiores do que imprestáveis os quais não têm mais do que a obrigação de pagar impostos e ficar calados se não usufruírem de uma reciprocidade a altura. Há quem discorde que alguém que deva assegurar um direito garantido em constituição comete não somente um ato de desrespeito, mas um crime, ao faltar, sem justificar, o seu trabalho?

Acho interessante o que aconteceu no fim de abril deste ano e tudo ter estado no seu devido lugar, no que se refere à utilidade pública neste país: a IMPUNIDADE. Durante o certame de seleção para admissão de novos funcionários da Caixa Econômica Federal, um funcionário EFETIVO de uma escola pública de Brasília descumpriu a ordem de sitiar os exames devolvidos pelos candidatos em local protegido, como medida de proteção e garantia da legalidade do exame, e os jogou em um terreno baldio.

Além do constrangimento a que submeteu milhões de candidatos em todo o país, a Fundação Cesgranrio, promotora do certame em questão, e até a qualidade do poder público, do Estado brasileiro, quanto instituição plausível de soberania, jogar lixo em terreno baldio deixou de ser crime exatamente neste momento. Por que? Por ele ser funcionário público?

Até quando as instituições de direito calar-se-ão frente a estes absurdos e lidarão com isto como se tudo não passasse de eventos condizentes com a mera normalidade à brasileira? E os cidadãos? O que cada cidadão tem a pensar e a dizer a respeito disto?

Sabe, será que teremos que aceitar tudo o que esta elite insurgente tem a dispor para quem mais deve favores e respeito?

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 10/07/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

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