32º Mundo Cão - Quanto Custa 1 Erro?

Constrangimento, aflição, a própria razão. Um aprendizado novo, uma vida nova, uma nova experiência. Ou a própria vida. São dois os tipos de erro: os previsíveis e os os imprevisíveis. Falando dos últimos, tratam-se de erros incalculáveis, daqueles que não levam, de certo, à razão imediata. São erros oriundos da inexperiência, cometidos por principiantes, frutos de atitudes normais, comuns do dia-a-dia; geralmente, é cometendo este tipo de erro, o imprevisível, que se aprende e se adquire experiência; é aqui que se amadurece e faz-se possível preparar-se para a vida.

Não é o que se pode dizer, contudo, dos erros previsíveis! Como o próprio nome diz, são erros ilógicos, com precauções racionais e até naturais, um erro que mais destrói do que constrói. Bem como lembra um dito popular sem autoria "Errar é humano, ao passo que insisti-lo é burrice", o erro previsível não se resume ao despreparo ou ao desconhecimento de causa. É à irresponsabilidade, mesmo...

Beber e dirigir, fazer sexo sem camisinha, negligenciar à própria saúde, andar pelas ruas a pé, sozinho e fora de hora ou não estudar para a prova da faculdade prevista para a semana que vem são alguns belos exemplos de 'burrice'. Em todos eles, sabe-se ou imagina-se o resultado (o qual o é nada bom). Porém, ainda assim, existirão sempre pessoas e, cada vez mais, adeptos dessa forma de viver e ideologia de pensar.

Tudo bem que existam erros naturais, até inevitáveis, ou que custem o constrangimento em uma determinada ocasião para que se aprenda ou se adquira experiência em algo. Aprender dói, viver, ainda mais! Fazer sucesso, então, é o ápice do sacrifício da vida. E o erro faz parte disto tudo, como a cruz se fez na vinda de Cristo à Terra! É o custo que paga a construção de um resultado ou de dias melhores, tal qual errar é o caminho mais curto para o acertar.

Geralmente, todavia, boa parte das pessoas confundem a necessidade de errar com a libertinagem de viver cometendo erros. De vez em quando, faz-se necessário errar mais de uma vez para que se possa entender a lógica de alguma coisa - tal qual o 'NÃO ENTENDI' do aluno que está a assistir a uma aula de matemática ou física. O 'NÃO ENTENDI' externado pelo aluno sedento por conhecimento pode ser o mesmo que 'MAS O SENHOR NÃO DISSE QUAL O MELHOR CAMINHO OU O QUE DEVE SER FEITO'; ou seja, é possível entender que qualquer explicação não o fora suficiente para dar luz acerca do certo e do errado.

Isto é erro previsível e está descrito em qualquer livro de metodologia (não necessariamente o "erro imprevisível", porém, a lógica da dúvida). Mas, e quanto ao erro previsível, o que dizer a respeito? Antes de tudo, conhecem-se as consequências, os impactos, a reciprocidade de quem assiste de camarote e, acima de tudo, o lado oposto a ele. Previsível, como o nome já revela, quer dizer conhecimento de causa e de suas consequências; expõe até as orientações para não cometê-lo e os argumentos necessários os quais convencem o sujeito a seguir por outro caminho. Eis a diferença!

E muito além, cometer um erro previsível é retirar de si toda e qualquer razão para lamentações, chororôs e arrependimentos. Nada justifica a opção pelo errado, quando se sabe que os resultados auferidos, se seguido o outro caminho, serão maiores e mais compensadores. Estou falando, sim, do "CRIME NÃO COMPENSA", "HONESTIDADE RENDE MAIS HORAS DE SONO" ou "FAZER O QUE DEVE SER FEITO"! 

Porém, ainda assim, muitos ainda optam pelo contrário, enveredam justo pelo lado que aprenderam a não seguir; fazem o que não deve ser feito e acabam por negligenciarem a si mesmos! A dor mais doida é a da consciência, aquela que dói depois do estrago feito, bem à frente, e que pesa na lembrança de que tudo poder-se-ia ter ter se dado de outro modo; isto nada mais o é do que um ciclo (talvez natural).

E quer saber? Minutos após a publicação desta coluna, haveremos de nos deparar com mais e mais erros previsíveis e com seus autores sem causa...

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 17/07/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 31º Mundo Cão - Negligência como comodismo!
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