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9 de jul de 2012

4ª História Mal-Contada: Agradecendo aos Céus


            Saudações, amantes de histórias e estórias, como todos vocês têm passados esses dias? Tive dias confusos nessas minhas jornada por terras novas que venho andando. Gostaria de expô-los a todos vocês. Sentem-se nas cadeiras e sirvam-se com o café que estava na mesa. Sim! É para da o sabor de cafeína desses eventos que irei narrar.
            Após saltar do estranho transporte marítimo que me transportava por profundidades desconhecidas, dei de face com uma estranha praia. Estava amanhecendo, e a areia combinava com o amarelado do céu. Essa areia era de um tipo diferente rígida, e a extensão costeira era curta; logo atrás seguiam-se construções que se enquadravam numa paisagem de elevações montanhosas e árvores altas. Andei, ainda meio tonto pela maresia, caminhei, retirando os equipamentos de mergulho, até chegar num chão cinzento, duro como rocha impermeável. Continuei andando, quando fui repentinamente abordado por um estranho velho. Sua pele morena e enrugada fazia um contraste com sua enorme barba, que descia pelo pescoço. Usava um estranho pano branco encaracolado na cabeça e um manto de azul desbotado cobria o resto de seu corpo:
            -"Você não é dessa região jovem rapaz; é perigoso ser um forasteiro por essas regiões sabia?"
            -"Nossa! Como o senhor disso? Esse lugar é perigoso?"
            -"Bem... Como você pode ver, sou um velho e sempre vivi aqui; essa cidade é pequena e conheço os traços daqueles que são naturais de minha cidade. Você, com essa cara de perdido, pode ser assaltado ou sequestrado a qualquer momento. Não tem medo de andar assim sozinho por terras tão estranhas e distantes?"
            -"Não, afinal, não tenho nada a perder além dessa velhas roupas que eu estou trajando. Não tenho bens, nem riquezas, nem posses comigo."
            -"Então, jovem andarilho, você não tem nada, mas sinto que você possui algo..."
            -"O que o senhor acha que eu tenho?" - indaguei o velho.
            -"Você tem um objetivo que quer atingir." - Nesse momento, a resposta vibrou em meus ouvidos de forma estranhamente aguda, o que acelerou meu coração. Seria capaz aquele velho senhor poder entender o a sensação que eu sentia?
            -"Sim, eu procuro algo, que tem enorme valor, porém, nem sei como começar a lhe explicar..."
            -"Nem precisa!" Afirmou abruptamente. "Isso é um assunto seu, e apenas a você deve pertencer. Essa é sua posse, seu bem mais precioso, que vai ficar guardado contigo até tua morte." - Essas profundas palavras do ancião levaram-me para uma leve comoção, e tive de usar a da antiga força masculina para segurar as águas que escorreriam pelos meus glóbulos oculares.
            -"Esta com fome jovem rapaz?" - Indagou ele, pegando um enorme pão redondo, que estava guardado na carroça que estava atrás dele.
            -"Obrigado, aceito de bom grado, senhor" - agradeci comecei a devorar o pão. Tentando manter alguma civilidade em minha alimentação, coisa que é difícil quando se estar morrendo de fome.
            -"Aqui vai ser muito perigoso para você ficar sozinho. Seu caminho deve continuar por um lugar mais importante." - Disse ele virando-se e começando a subir na boleia da carroça que estava o pão que ele retirou.
            -"Suba na parte de trás. Tem alguns pães guardados, eu sempre levo para vender na cidade que é nossa capital, que fica a não muitas distancias daqui. Faço esse roteiro há anos, desde quando era criança quando meu pai me ensinou. Continuo fazendo isso; para mim é quase como uma tradição familiar. Lá na cidade eu vou para o mercado central; posso deixá-lo qualquer ponto da cidade que quiser e de lá você segue seu destino. Também tem água lá atrás, para caso queira, e uma pequena cama, que as vezes uso para tira uns cochilos breves. Creio que você está muito fadigado e vai precisar de repouso. Suba ai rapaz!"- Permanecia meio incrédulo com tamanha bondade desse velho homem, quando ele soltou seu imperativo, rapidamente subi na parte traseira da carroça. Ela tinha uma espécie de grande lona circular que acobertava toda parte de madeira que era carregada pelos dois cavalos.
            -"Senhor, não sei nem como agradecer a tamanha gentileza..."
            -"Não agradeça a mim." - Enquanto apontava para o céu afirmou. - "Agradeça para Ele."
            Permanecia perplexo e meio sem entender; era algo superior que eu deveria entender para poder agradecer a tanta bondade. O velho senhor deu partida nos cavalos, e começou-se a jornada de fato, da minha busca: a minha mais preciosa posse. Na minha espera pelo que estou a procurar, deitei minha cabeça no travesseiro e apaguei nos sonhos que nem minha morte jamais poderia alcançar.

Autor: Douglas Cavalheiro
Criação: 25/06/2012
objetivo: www.ligadosfm.com
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