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28 de ago de 2012

38º Mundo Cão - Emprego e Renda são para Poucos...


Um pleito sem qualquer proposta de geração de emprego ou que venha sanar as necessidades imediatas do mercado de trabalho, esta é a cara da campanha eleitoral municipal deste ano. NENHUM candidato a prefeito coloca para seus eleitores propostas inovadoras, ademais, daquelas que todo mundo sabe que não vai mudar muita coisa (talvez, a foto do prefeito nas paredes das repartições públicas dos órgãos municipais); aquelas as quais não trarão qualquer significado para a sua gestão e para a sua cidade.

Serão mais 4 anos de mais do mesmo, desta mesmice que faz da nossa Natal uma bela cidade do litoral nordestino e recolhida à sua insignificância... O agosto da alegria inovou não somente com a sua contraproposta de levar cultura para o público e para quem quiser, porém, se assistidas os detalhes as propagandas que passam na TV (e que divulgam o evento), é possível ver que a AGN e o BNB estão oferecendo crédito para grupos artísticos que necessitam recursos (como acontece com micros ou pequenos empresários).


Não estou dizendo que isto se trata de uma inovação da administração direta estadual, mas, assim como os grandes grupos tornaram-se grandes com inovações históricas nas políticas de crédito e de relacionamento com os bancos e instituições financeiras, um pedacinho da sociedade, da camada mais popular, mesmo, tal qual nossos homens de frente da cultura, poderão finalmente beneficiarem-se de um inovação das nossas instituições e ter seu lugar ao sol.


Na corrida eleitoral municipal deste ano, um ou outro vereador traz uma proposta maior do que uma simples distribuição de botijões de gás para o povão do Passo da Pátria. “Prouni Municipal” e “Incubadora de Cooperativas” são algumas propostas de um dos candidatos os quais buscam atender a uma demanda crescente da cidade por desempenho econômico, mão-de-obra qualificada e estímulos à geração de empregos e ao empreendedorismo. Isto, sim!


Falar em reestruturar a saúde ou ampliar o número de escolas cai tão vago quanto prometer enviar 01 salário mínimo pelos correios para cada família pobre.

A SAMU e o Bolsa Família são programas do governo federal! Cabe às prefeituras única e exclusivamente garantir o funcionamento sadio e pleno destes e de outros programas (nada mais do que o óbvio e obrigação). A propósito, falar em programa social como objetivo central de governo é tratar a população como um coluio de idiotas incapazes de progredirem na escala das (des)igualdades sociais... É como se a grande maioria dos eleitores fizesse parte de uma sociedade de castas, ‘estamentada’ a ter que aceitar o fardo da imobilidade social, sair da pobreza e ir direto para a classe média ou assistir ao desmoronamento completo de sua riqueza e ter que ir parar dentro de um barraco de um morro.

Vivemos em uma democracia, em uma potencia global com moral econômica internacional. O que o povo brasileiro necessita, em cada uma das mais de 5 mil cidades, seja aqui em Natal, seja em Bolpebra, é de emprego e renda; de trabalho; de ter acesso à riqueza que se reproduz aos montes neste Brasil bola da vez do mundo em crise afora; de indústrias, empresas e de um ambiente favorável ao investimento e ao empreendedorismo. De gente disposta a pagar salários e de mais gente ainda preparadas a recebê-los.

O que vemos daqueles que se propõem a administrar nossos interesses nas câmaras municipais é um discurso social de baixo fundamento. A renda do trabalhador aqui em Natal está encolhendo, indústrias e matrizes estão indo embora daqui e o trabalhador está ficando ao “Deus dará”. E ainda por cima, há parlamentares (vereadores da nossa câmara, mesmo) que abrem o bico para culpar, vergonhosamente, o governo do estado com o seus 25% de ICMS (estados vizinhos, como a Paraíba, cobram 12% sobre a atividade econômica lá vigente)... A culpa também é dele, sim! Mas, um bom prefeito não se exime desta obrigação (a de gerar renda e proporcionar ambiente economicamente favorável para seus habitantes).


Um prefeito decente não teria permitido grandes indústrias saírem da cidade e deixarem o legado de mais de 20 mil desempregados. São famílias inteiras sem sustento, ‘oportunados’ quase que única e exclusivamente à violência como saída para matara fome; trabalhadores sujeitos a congelamento salarial e à queda da renda e um exército cada vez mais crescente de desempregados ou descontentes com o mercado de trabalho local. Isto é a Natal de hoje...

Porque nem candidato que se aliou com gente da elite empresarial da cidade desprendeu-se desse discurso pífio de muita solidariedade com pouca economia. Acho que sequer sabe ele o que é economia solidária... Quer saber? Isto está parecendo arrumadinho para manter as coisas do jeito em que estão, ruins, porém, ótimo para poucos.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 28/08/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 37º Mundo Cão - Gosto se discute, sim!
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