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17 de set de 2012

8ª História Mal Contada: A Dama Da Floresta


          Saudações, para todos os amantes da história e de estórias. Vocês estão todos felizes por esses tempos? Eu perpassei por diversas coisas, desde uma simples conversas praieiras com lagostas, até servi num conflito militar, peguei carona em carroças e submarinos, vi assassinato e ouvir os ensinamentos sobre a realidade da humanidade por uma árvore. Enquanto percorria o caminho até as florestas do sul, para realizar um favor para um amigo, eu refletia sobre tudo que já passei e sobre minha missão que o ancião dizia ser minha única posse nesse plano da existência. Fazendo minha caminhada vou pedindo para que todos sente-se para ouvir mais uma dos capítulos dessas minhas aventuras e desventuras por essas terras do imaginário coletivo.
            Já fazia mais de um dia que eu caminhava em direção que o mapa apontava. A relva começava a dar sinais de vida. A aparência do solo bombardeado e cinzenta de pólvora das bombas, dava espaço no horizonte para um solo mais verde. Como uma cortina de sombras, as árvores da floresta começavam a demonstrar sua existência para as minhas retinas. A paisagem se formava como uma espécie de paraíso que se anunciava, fazia com que meu caminhar ficasse mais alegre, e, não sentisse mais os calos, e as bolhas que estouravam dentro do meu contorno das longas caminhadas nas trincheiras dentro das campanhas bélicas.
            Quando o sol já começava a beijar o chão do horizonte, comecei a entrar na mata. As poucas luzes, faziam as sombras das árvores, que era de troncos longos, ficarem gigantes. E como num caminho listrado de luzes do sol poente, eu seguia na minha busca. O mapa apontava um rio perto, que logo achei, útil para encher novamente meu cantil, e aplacar com água levemente a fome já que em mim formava-se.
            Repentinamente, vi uma donzela. Vestida com um enorme vestido de cor branca, colhendo algumas flores pelo caminho. O seu vestido voavas em formosas rosas, soava como uma espécie de valsa e caminhava serena. Seus olhos escuros eram puros fixavam as rosas em contraste com seus soltos e revoltos cabelos que saltavam voavam em sincronia com o vestindo e as folhas que estavam no caminho, perto do fim. Nesse momento compreendi que meu companheiro sintas amores mais forte que o impulso de uma frenesi.
            Eu comecei a ouvir sua voz, como se chama-se pelo meu nome, num som e voz que atingia uma melodia profunda, penetrava o escuro do meu uniforme rasgado e escorrido de sangue, atingindo o fosse que se encontrava meu coração. A voz começava a correr, junto com ela, para entre as árvores. Comecei  acorrer para segui-la. Ela era rápida, ziguezagueava por entre as arvores, sumindo a cada penumbra que atravessava das árvores. Corri o mais rápido, até que a fadiga completa bateu. Escureceu, e abruptamente parei. Eu sabia que era tarde demais. Olhei para os lados. o silêncio da mata começou a consumir minha mente. As sinfonia dos grilos começavam a soar na minha mente como os apitos dos comandantes para os ataques no Front, Um ruído infernal se formou em minha mente, que me fizeram ajoelhar como num pedido de clemência e tampei os ouvidos para tentar aplacar os sons que vinham de dentro de mim. As gotas escorriam pela minha face de lagrimas em sangue, escorrendo pela minha face anda suja de terra de trincheira, e o cheiro de pólvora das minhas mãos, limpavam minhas narinas trazendo para meu olfato o cheiro de guerra. Cai no chão como numa posição fetal. Minha situação era letal. A garota nunca esteve aqui, isso sempre foi assim, eu estava correndo em direção ao nada. E na floresta me perdi. 

Autor: Douglas Cavalheiro
Criação: 01/07/2012
objetivo: www.ligadosfm.com
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