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12 de nov de 2012

12ª História Mal-Contada: A Corrupção do Incorruptível

           Saudações queridos amigos e amantes de histórias. Como todos tem passado? O meu foi bastante conturbado, afinal, não é todos os dias que vemos pessoas sendo condenadas à morte. Principalmente se a pessoa tiver sido um rei. Mesmo tendo visto todas atrocidades da guerra, tais coisas continuam me surpreendendo, principalmente os rumos que aconteceram depois desse evento foi levado. Portanto, sentem nos banquinhos e vamos ao que tenho para contar hoje.

            Depois de ver a execução do rei, a multidão seguiu numa procissão mórbida pelas ruas. Durante esse período que seguiu, todos os considerados inimigos foram presos e executados. Tinha se instalado um regime que só o nome já causava calafrios em todos que o pronunciavam. Era o Terror. Qualquer calúnia o rancor, poderia fazer a pessoa ter o nome dentro da lista negra do Comitê de Salvação Pública. Devido esses acontecimentos, eu passava maior parte dos dias, numa casa abandonada, perto do Champ de Mars, que achei vazio. Provavelmente, de algum inimigo do regime executado.

            Sai de casa por algumas horas, em busca de saber se algum feirante tinha sido preso, porque, com a inflação exorbitante que estávamos vivendo, era conveniente acusar os feirantes de inimigos, para pegar suas mercadorias. Quando andava pelas ruas, um tumulto estava formado na casa ao lado. Um dos membros importantes do regime tinha sido assassinado em sua banheira, num momento irônico de quando ele escrevia o nome de mais uma serie de pessoas que seriam assassinados. Nesse momento eu sabia que não duraria muito tempo o regime de loucura que tinha se instalado do clamado incorruptível Robespierrer. A corrupção das mortes causadas por ele um dia irá bater na sua porta cobrando por justiça de seus mortos.

        Passando alguns dias, soube que pela noite, tinha prendido o incorruptível. Que tentará, frustradamente, matar-se. Mas com um tiro saindo errado de forma errada, apenas conseguiu ficar preso e sangrando pela mandíbula, enquanto esperava pela sua condenação a morte. Estava de manhã, e eu curioso para saber do final do destino do homem que ordenou a execução de tão grande quantidade de vidas humanas. Lá estava ele, ao lado dos carrascos, os funcionários que provavelmente mais trabalharam durante esse período de governo conturbado. Logo a frente, o objeto que tinha de maior valor para o incorruptível no seu regime de Terror, a guilhotina. Em pouco tempo, que passou pelo lugar da sua execução, Robespierrer quis gritar suas últimas palavras: "A morte é o principio da imortalidade". Talvez queria algo desse tipo para seu epitáfio, mas acho mais justo ser algo como: A Morte é a Salvação do povo perante o incorruptível.

Autor: Douglas Cavalheiro

Criação: 12/11/2012

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