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28 de fev de 2012

12º Mundo Cão - E o que Tenho a Ver com Isto?


Gosto não se discute. E quem discorda? Porém, até o presente momento, até que se prove o contrário, não há nada de destrutivo discutir o porquê de fulano gostar de Forró ou sicrano gostar de Rock. Isto se deve a diversos fatores, como quase todos sabem: cultura, lugar onde nasceu, a origem dos pais, a frequência com a qual faz determinada coisa, as novelas que assiste ou que assistiu na infância...

Até parece(...), diria aquela patricinha chata que se sentava no lado da turma do colegial onde ficavam as meninas. Mas, contra fatos, não há argumentos (a favor, sim)! A começar pela influência do meio: às vezes, acabamos ouvindo um determinado artista porque os nossos melhores amigos gostam do seu trabalho; acabamos aceitando ir a um determinado show, porque lá está o maior número de pessoas que nos fará companhia (ou que faz parte de nosso meio, nosso convívio); costumamos comprar os CDs da moda (isto até meado do início da década passada ou um pouco mais a frente); defendemos um determinado ponto de vista em função de sermos aceitos em um determinado meio, porque absorvemos determinadas filosofias de vida. E, assim, caminha a humanidade...

E o que isto tem a ver com gosto musical? Muita coisa, seria a melhor resposta! Qual roqueiro nordestino não se rendeu a um maravilhoso sambão de carnaval em algum litoral movimentado do seu estado ou não se rendeu àquelas frases ditas por vocalistas de bandas de forró mundo afora somente para bancar o engraçado? Tenho um primo, bluseiro, roqueiro e amante incondicional de um bom solo de guitarra que não resistiu ao radicalismo de viver em uma ilha isolada do mundo do forró e do axé music e acabou incorporando o estilo público inconfundível do Xandy e da ‘Solanja’, ao ponto de passar horas e horas ouvindo em seu discman as músicas do Aviões do Forró – somente para decorar suas letras e poder, nos shows, cantarolá-las para alguma vítima do seu interesse (aquelas meninas, que, nós, homens, acabamos, por consequência, ficando, conquistando, namorando e por aí vai).

Isto é a vida, em qualquer parte do país, em qualquer parte do mundo. Com uma pequena peculiaridade! No Nordeste, parece, um nicho de pessoas mostram não aceitar muito as diferenças que vêm de fora daqui. Um forrozeiro da vida não mede esforços em depredar as escolhas musicais de um roqueiro, mas, exige respeito, justifica que cada um tem suas escolhas, quando o é atingido por críticas de algum admirador de qualquer coisa, desde que não seja Forró... Por que? Qual o direito ou poder que alguém tem sobre a consciência do que é certo e errado para o seu próximo? Será que o senso de preferência, aqui no Nordeste, funciona tal qual o trânsito de veículos, em que não se sabe, ao certo, se há uma necessidade de ter levantada a própria autoestima, o ego, ou se se trata de um problema cultural, educacional ou coisa do tipo, por tamanha dificuldade em se dar ou respeitar a preferência do outro?

Será que existe uma inferioridade recíproca nisto tudo, em que os desejos de terceiros, acredita-se, em nada, tem de igual aos que se tem para si mesmo? É certo que não existe cultura superior ou melhor do que outra, apesar da pluralidade cultural em que vivemos. Mas, na prática, não é o que acontece. Apesar do ‘Enfica’ e de todas aquelas promoções sexuais e dadaístas as quais se ouvem nos principais grupos das periferias nordestinas, as preferências musicais estão diretamente ligadas com o grau de instrução, com o nível de inteiração cultural, com o conhecimento a respeito dos fatos históricos e até com a valorização do patrimônio cultural, por parte de quem se interage com tal.

E isto não se prova nos dados estatísticos de qualquer pesquisa ou nos pontos de bilheteria de eventos dentro desta ordem. Um sambão de carnaval ou um show na Shock Casa Show provam muito mais do que o que se conversa aqui!

Ainda assim, independente de quaisquer palavras daqueles pseudointelectuais que se vê por aí, isto há de ser respeitado. Não interessa se o “Enfica”, do Grafith, ou os Funks, das favelas cariocas, ou a Swingueira (atual Arrocha, que faz parte do Axé Music), do Pelourinho baiano, estão na boca do público das periferias dos centros urbanos brasileiros. É o que o “povão” procura (tal qual o “povinho”, a minoria de verdade, que sai em busca de coisas menos massificadas e que as aprecia em seu lugar, quieto, respeitando o direito do silêncio do seu compatriota). O que tenho a ver com isto? O que temos?

Além da nossa responsabilidade e direito à cidadania, talvez, nada. Se há uma falha nisto tudo, esta falha está muito além do que acredita o pensamento popular. Educação, Sistema, Estado e a Democracia em que vivemos.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 28/02/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

27 de fev de 2012

11ª Coluna Esportiva - Copa de Todos?

                                                                 Copa de Todos?


Boa tarde, leitores!

Ontem eu vi em uma comunidade do Orkut – sim, eu ainda utilizo o Orkut, rs – que a Arena das Dunas (Natal/RN) estava com 11% dela concluída. Analisei com empáfia a todos os números, de todos os recursos que devem ser investidos, e dei risada. 

O motivo da risada não é decorrente apenas dos números aos quais eu analisei, mas sim da “cegueira” proveniente de muitas pessoas. Não irei entrar no debate se é certo ou errado organizar uma copa em nosso País. Até porque o processo já está aí e não tem mais como modificá-lo.

Muitas pessoas se agarram aos números das Arenas espalhadas pelo País e não enxergam que não adianta apenas isso para uma boa organização de um evento com uma magnitude tão estrondosa como a Copa do Mundo de Futebol. A Arena pode ficar lá, pronta e bonitinha. 

Mas e os pontos estrategicamente localizados ao ser redor. Como ficam? Não adianta construir um belo estádio se não temos suporte para os demais setores.
Em um País visivelmente castigado pelas ações dos nossos políticos, o que podemos esperar? 

Vamos partir do pressuposto que a Arena já esteja pronta. Todo o dinheiro investido nela e etc. Daí vem o meu questionamento e a minha opinião para você, leitor. 

·       *  Como fica a questão da segurança? Sim, porque a Copa é um evento Mundial.

·       *  Como estão as vias de acesso para deficientes?

·      *   Como estão organizados os nossos aeroportos? Estão realmente prontos?

·       *  Como estão os hotéis? Existem leitos suficientes?

·      *   Como está a questão dos estacionamentos?

·       *  Os bombeiros, enfermeiros, médicos e pessoas da saúde estão totalmente preparados e foram profissionalizados?

·      *   Como não denegrir a natureza?

·      *   Como ficará a situação de alguns moradores que foram “expulsos” de suas casas para que estádios fossem erguidos? (A nível geral do País)

·      *   Como ficam os estádios no pós copa? Elefantes brancos ou terão alguma Herança deixada?

·       *  Como está o Planejamento Turístico?


Esses são alguns dos vários questionamentos que podem ser feitos. A Copa não é submetida e vinculada apenas aos estádios que serão feitos. Existem inúmeros setores que devem ser supervisionados, melhorados e até mesmo mudados.

O que eu vejo são algumas pessoas “comemorando” (em todo o país) a construção dos estádios e não se questionam como ficarão as cidades após os 32 dias de jogos.

Não basta ir longe para lembrar algo parecido. Em 2007 ocorreu os Jogos Pan Americanos, na cidade do Rio de Janeiro. E aí?! Qual foi a herança deixada após o evento? Houve melhoria nos setores dos quais foram destacados no texto? O que nos faz pensar que na Copa será diferente? Não sou discrente. Apenas um cidadão que busca analisar todos os pontos que um evento desse porte pode trazer e os benefícios que poderão gerar ao País. Financeiramente falando pode ser uma boa. Mas por 32 dias. E o financeiramente falando após esse tempo?

São inúmeros os aspectos que devem ser analisados. Lembrando que 2016 vêm aí e com ele as Olimpíadas. É esperar pra ver ou ainda podemos ter voz ativa para “mudar” e reivindicar algumas coisas?

Ah, é claro que o texto não poderia deixar de relatar os preços dos ingressos. Com os estaduais custando em media 40 (leia-se campeonato Potiguar), quanto você acha ilustre torcedor, que será cobrado por um ingresso de Copa do Mundo? Caro, né?

Esse processo nada mais é, em minha opinião, do que uma higienização social. Os “burgueses” sendo colocados ali na frente do espetáculo e a população de um modo geral sendo afastada. Tudo começa com uma simples reforma para diminuir e melhorar os estádios (vide maracanã, Mineirão). Deu mais conforto? Claro! Mas a antiga GERAL sumiu e camarotes por cima de camarotes foram feitos.

E onde ficam as pessoas que não podem pagar por altíssimos preços? De fora dos jogos? De fora de um torneio que voltou ao Brasil após 64 anos? Muitas são as teorias de que com a diminuição da capacidade de público a melhora como um todo será benéfica para todos. Será mesmo?

Irei esperar ansiosamente para ter o privilégio de, daqui a dois anos escrever um texto totalmente inverso a este. Espero que sim!

É um problema de todos. Pense nisto!




Por: Raniery Maciel Vítor Medeiros. Em: 27/02/2012. Objetivo: www.ligadosfm.com

Este texto pertence ao blog Ligados FM - Confira: http://www.ligadosfm.com/#axzz1mE8jqRjf

Confira meu último trabalho: http://www.ligadosfm.com/2012/02/10-coluna-esportiva-pratica-de-esportes.html#axzz1nakn8Zi4



5ª Promoção Cultural - Suspeitas De Um Mistério

Suspeitas De Um Mistério



Olá galerinha ligada!

Estamos com mais uma promoção rolando aqui no blog do Ligados FM. Estamos sorteando o livro “Suspeitas de um mistério” do autor: Thiago Jefferson dos Santos Galdino. E para participar basta criar uma frase usando as palavras “suspeitas” e “mistério” e deixar  como comentário aqui no blog (comentários deste post) ou enviar através do Twitter, para @LigadosFM, a partir de hoje dia 27/02 até dia 1º de março. O resultado será divulgado às 13h50min, no programa do Ligados FM, que acontece toda a sexta dás 13h às 14h, no Twitter e aqui no blog. Então, chame seus amigos e não deixe de participar.

Regras -

1° Qualquer comentário, neste post e no twitter, é válido.
2° Se identifique, coloque o seu twitter, facebook, ou e-mail no comentário.
3° Apenas comentários com as palavras "suspeitas" e "mistério" participarão do sorteio.

Informações sobre o livro:

Nome do Livro: Suspeitas de um mistério
Número de Páginas: 110 Páginas
Autor: Thiago Jefferson dos Santos Galdino
Gênero: Romance
ISBN: 978-85-7961-733-1
Editora: Multifoco

Sinopse do Livro:

Pedro e Saulo recebem uma carta da sua tia, dona Daura, pedindo para que fossem visitar a fazenda, pois seu tio, o Fernando, está passando por péssimas condições financeiras.
Ao chegarem à fazenda acham o comportamento do Fernando muito estranho e desde então resolvem segui-lo.
Os garotos encontram pistas cifradas no bananal e nos arredores da fazenda e descobrem um mistério que envolve o Fernando e seus comparsas.

Confira o Blog do Autor: http://thiago-jefferson.blogspot.com/

Obs: A resenha deste livro sairá esse sábado, logo depois da promoção do livro, na coluna Resenha Crítica do André Marinho!


Essa promoção é válida até o dia 01/03/2012 às 13h e 50min


Autor: Ladynha Macedo / Ligados FM - Criação: 25/02/2012. - Objetivo: www.ligadosfm.com

26 de fev de 2012

9º Ensaio Cultural - Mitos sobre Maquiavel, Santos Dumont e Platão

Olá, leitores! Como estão neste domingo? Hoje, talvez por falta de assunto, farei o papel dos Caçadores de Mitos. Maquiavel, Santos Dumont e Platão são homens cercados de mitos, dos quais explorarei somente os que estão mais arraigados em nosso senso comum. Não sou historiador, mas tenho boas fontes para desmenti-los.

MITO #1 - Maquiavel, autor da frase "Os fins justificam os meios"

"Os fins justificam os meios" é a frase mais memorável de Maquiavel. Mesmo quem nunca leu uma única linha de seu trabalho é capaz de citá-la como trecho de alguma obra. Principalmente quem nunca leu Maquiavel é capaz de citar isso porque, sinto dizer, o diplomata florentino jamais escreveu tal coisa. Mesmo que possamos interpretar O Príncipe à luz dessa afirmação, nunca encontraremos ipsis litteris a frase acima citada mesmo que juntemos toda a obra de Maquiavel em um arquivo digital e procuremos com o famoso Ctrl + F.

O único momento em que realmente cheguei a ler, vindo de Maquiavel, literalmente, "os fins justificam os meios", foi na obra do Maurice Joly chamada "Diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu ", excelente obra satírica ao governo de Napoleão III. Ali eu dou certeza de que a frase está escrita letra por letra e dita por Maquiavel.

MITO #2 - Santos Dumont, inventor o relógio de pulso

Motivo de orgulho para o Brasil! Aqui nasceu o inventor do relógio de pulso, certo? Errado. É verdade que Louis Cartier montou um relógio de pulso para Santos Dumont, para que ele pudesse ver as horas mesmo com as mãos ocupadas enquanto trabalhava com seus balões. Porém, não é verdade que aquele foi o primeiro relógio de pulso da história. O primeiro relojoeiro a produzir um relógio desse tipo não foi Cartier, em 1904, mas Abraham Louis Breguet, em 1810(!), a pedido de Caroline Bonaparte(princesa de Nápoles e irmã de Napoleão Bonaparte). Em escala comercial, começaram a ser produzidos por Phillip Patek como um acessório feminino.

Mas, não podemos deixar de reconhecer que Santos Dumont, que nunca voava sem o aparelho, teve um papel relevante na popularização do relógio de pulso entro homens, numa época em que verdadeiros cavalheiros usavam somente o relógio de bolso. Somente nos anos 20 que seu uso foi popularizado, o que faz do avidor brasileiro um dos pioneiros em seu uso.

Eu poderia questionar a invenção do avião, que deveria ser creditada aos Irmãos Wright, mas isso fica para uma outra hora...

MITO #3 - Platão, idealizador do amor platônico

Aquela relação amorosa idealizada, típica dos jovens mais tímidos, que é distante e sem consumação é comumente chamada de amor platônico. Por todos os lados, Idem ao Maquiavel, Platão também paga o pato por algo que ele nunca disse!

Trata-se de uma má interpretação de seu pensamento (o que acontece com qualquer pensador que chegue ao domínio popular) dizer que, por Platão considerar ideal aquilo que existe apenas no mundo das ideias, o amor jamais poderia existir fora do pensamento. Ora, o mundo das ideias não é um lugar física para o qual você se teletransporta. Ele também não vive em sua cabeça. O mundo das ideias é a realidade essencial. A definição de amor por Platão é a de uma busca por esta mesma realidade essencial em outra pessoa. Ou seja, naquilo que lhe falta, quem ama é capaz de encontrar no ser amado, o que é outra forma de dizer que os opostos se completam e aquilo que não possui é capaz de ter no outro.

De onde vem, os primeiros registros de "amor platônico"? Dos neoplatônicos, provavelmente. Marsilio Ficino interpretou o amor platônico como um amor baseado na virtude, não em caracteres físicos. É um amor que não tem base no físico, no Eros, mas em uma admiração virtuosa. Convém-nos, então, separar o amor platônico do amor segundo Platão, pois são duas coisas completamente diferentes.

Autor: André Marinho
Criação: 26/02/2012
Objetivo: www.ligadosfm.com

25 de fev de 2012

13ª Resenha Crítica - A Revolução dos Bichos

Antes de tudo conheça o nosso novo blog: http://demonstre.com/




Saudações, leitores! Como vão? Creio que já conhecem o livro que resenharei hoje, afinal, A Revolução dos Bichos é um livro muito famoso, não? Todos ouvimos falar dele quando estudamos história no ensino médio ou fundamental. George Orwell, um socialista democrático, publicou o livro em 1945 como uma sátira à União Soviética desde o início do processo revolucionário. É conhecido o horror que Orwell tinha ao stalinismo e esse permeará toda a sua obra, que é admirada por pessoas de diferentes visões políticas, sejam socialistas, anarquistas, conservadores, liberais, libertários ou qualquer outra coisa.

O enredo de A Revolução dos Bichos se desenrola na Fazenda do Solar, que é propriedade do Sr. Jones. O fazendeiro costumava ser competente em seu trabalho, mas depois de ter perdido um processo, passou a abusar do álcool e devido a seus excessos acabou por negligenciar os animais e a fazenda, tornando-se cada vez mais cruel, obrigando os animais a trabalharem em excesso e esquecendo de alimentá-los por causa do seu vício. Um porco chamado Velho Major chama os animais para uma reunião, faz um discurso sobre a opressão aos animais e canta uma canção chamada "Bichos da Inglaterra", em que ele delineia um sonho de liberdade para todos os bichos. O Major morre poucos dias depois e sua vontade é levada a diante por dois outros porcos: Napoleão e Bola-de-Neve.

Em mais um momento de excesso etílico do fazendeiro, os animais se revoltam e o expulsam da fazenda, que passa a se chamar Fazenda dos Bichos. Na parede do celeiro, são escritos sete mandamentos:

1. O que andar sobre duas pernas é inimigo.
2. O que andar sobre quatro pernas, ou que tiver asas, é amigo.
3. Nenhum animal vestirá roupas.
4. Nenhum animal dormirá em uma cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal poderá matar outro.
7. Todos os animais são iguais.

Com o passar do tempo, todos os mandamentos vão sendo reescritos. O sétimo, por exemplo, se torna "Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros", o que serve como justificativa para os porcos serem elevados à condição de líderes e terem tratamento especial em todos os aspectos; da mesma forma, também justifica o cavalo Sansão trabalhar mais do que todos os outros na fazenda. Uma coisa bastante interessante a se notar é que os porcos, líderes da fazenda, vão ficando mais parecidos com o humanos (em hábitos e aparência) conforme avançamos na história, até no final da história torna-se difícil diferenciá-los.


Há uma luta pelo poder entre Bola-de-Neve e Napoleão. O primeiro se mostra a favor da construção de um moinho, à qual o outro se opõe. Enquanto fazia um dos seus discursos, Bola-de-Neve foi pego de surpresa por Napoleão, que o expulsou da fazenda e alegou que o projeto do moinho tinha sido roubado pelo outro.

Napoleão, então líder supremo, toma como objetivo a construção do moinho, para o qual Sansão trabalha com muito vigor. Isso pode muito bem ser interpretado como uma representação da megalomania de do ditador soviético, planejador de obras que nunca foram possíveis. Isso pode ser visto no documentário "A Supercidade de Stálin", do History Channel (o link para ele está no final do post).

Devemos observar que Napoleão não se mantém no poder sozinho. Ele precisa do porco Garganta ("ministro da propaganda") para controlar a informação e de "idiotas úteis" como as ovelhas para justificar suas ações. Os animais da fazenda todos têm personalidades bem distintas e incrivelmente humanas. Benjamin é um asno muito sábio que é um dos poucos animais da fazenda que sabe ler. Ele é pessimista e embora perceba melhor que qualquer um que as coisas estão indo mal na fazenda, ele nada faz para mudar a situação. As ovelhas da fazenda limitam-se a repetir a versão simplificada dos sete mandamentos "quatro pernas bom, duas pernas ruim" sempre que alguém aja contra os interesses de Napoleão. Sansão é um cavalo forte e diligente, que, assim como Benjamin, não age ativamente contra Napoleão. Muito pelo contrário: ele sempre apoia Napoleão e promete trabalhar cada vez mais, de forma que o trabalho resolva todo e qualquer problema que surja na fazenda, mesmo que isso o leve à fadiga e à exaustão. Sansão tem um fim trágico por causa de sua subserviência.

Há, porém, animais que se revoltam contra Napoleão, sofrendo repressão por isso: as galinhas. Ele ordena que as galinhas aumentem a sua produção de ovos e elas se revoltam, quebrando todos os que elas põem antem que sejam levados. Para reprimir a revolta, ele decide não alimentá-las até que sigam a sua ordem. Isso leva algumas galinhas à morte. Esse episódio muito me lembra a Grande Fome Ucraniana, um dos momentos mais cruéis da história, no qual Stálin, diante das dificuldades na estatização das terras ucranianas, ordenou o confisco de todos os suprimentos de alimento locais. Sete milhões de pessoas morreram de fome com essa política.

A Revolução dos Bichos pode ser encarada não somente como uma paródia, embora siga à risca a mesma trajetória que a União Soviética. É uma fábula com muitos temas que podem ser aplicados a qualquer lugar, em qualquer época. O sofrimento, a ganância, a corrupção pelo poder, o controle da mídia e da propaganda (representadas pelo porco Garganta) sobre nossas vidas, as ideologias, entre vários outros fatos representados na obra podem ser vistos de forma semelhante em qualquer lugar em que sejam lidos. É uma história que pode até mesmo ser lida por crianças, sem necessariamente se pensar no contexto soviético.

Vale a pena ser lido tanto como uma denúncia dos horrores stalinistas como por ser uma fábula satírica de grande criatividade que mexe com os sentimentos do leitor, causando-lhe piedade, indignação, riso e outros sentimentos. Sentimos-nos, de fato, como se estivéssemos na Fazenda dos Bichos e conhecêssemos todos muito bem. Muitas crianças - e adultos também! - choram com a desgraça de Sansão ao lerem o livro. Vocês são candidatos em potencial a derramarem lágrimas.

Então, é isso, leitores! Tenham um ótimo final de semana! Em outro momento lhes falarei mais sobre a obra de George Orwell, e sobre seu Magnum Opus 1984. Arrivederci!

Ver também:

A História Soviética, documentário

A Revolução dos Bichos, filme live action baseado no livro

A Revolução dos Bichos, filme em animação baseado no livro

A Supercidade de Stálin, documentário do History Channel
George Orwell (pseudônico de Eric Arthur Blair), autor do livro (artigo da Wikipedia)


Criação: 25/02/2012
Autor: André Marinho
Objetivo: www.ligadosfm.com

23 de fev de 2012

10ª Batalha de Bandas - Forró Selado VS Forró Pra Farrear


Mais uma batalha de Bandas quente para essa semana!! E dessa vez com direito a orquestras forronéticas e muita quebrada de quadril na 10ª Batalha de Bandas do programa Ligados, apresentado por Felipo Bellini e Uitamar Jr, em mais uma amostra da cultura Norte Rio-grandense!

E para essa batalha sanfoneira do sertão potiguar temos dois integrantes animados e arretados que abalam a capoeira do estado. Convidamos Forró Selado e Forró Pra Farrear para tirar a poeira do chão e fazer a fogueira subir porque o carnaval já acabou mas a animação continua!!

Lembrando que a votação começa hoje (23/02/2012) ás 18 horas através de uma  enquete no nosso blog: www.ligadosfm.com e vai até ás 13:55 desta sexta feira (24/02/2012), onde anunciaremos o campeão no programa Ligados! Que pode ser visto na 87,7FM – Rádio Nova – ou através da internet pelo site: www.novafm87.com ás 13h desta sexta feira!! Confiram!!


Do lado esquerdo do ringue temos, pesando muitas toneladas de talento, Forró Selado, banda que faz até vaqueiro duro se requebrar! São quase quatro anos de tradição potiguar que invadem o estado nas mais diversas cidades (João Câmara, Taipú, Boa Saúde,,Passagem, São José do Mipibú, Ielmo Marinho, Arez, Nísia Floresta, Touros, Macaíba, Assú ) e sacode a poeira movimentando grandes festas e festivais regionais com seus 18 músicos de puro talento.

http://www.4shared.com/rar/FW29oL8i/Forro_Selado_Promocional.html

Do outro lado temos a banda Forró Pra Farrear, que com pouco mais de uma ano já é requisitada nos mais importantes festivais do RN. Com a engenhosidade de Tony Silva, voz de Sayarrara Jéssica e acompanhamento de outros 8 músicos, o Forró Pra Farrear vem mostrando o que é o xote e pisadinha da curtura potiguar e norte rio-grandense! Forro da muslesta esse!!


Escrito por: Felipo Bellini Objetivo: www.ligadosfm.com  Criação: 23/02/2012

22 de fev de 2012

12ª Tirinha - Memória Virtual


Ok, quem tem um note e nunca passou por isso que jogue a primeira pedra!!

Autor: Felipo Bellini Souza    Criação: 10/11/2011    Objetivo: www.felipobellini.com

21 de fev de 2012

11º Mundo Cão - Desinteresse em Cultura Não Faz Carnaval.


Desinteresse em Cultura Não Faz Carnaval

Um carnaval sempre com as mesmas pessoas, com os mesmos artistas, sempre as mesmas coisas. Neste ultimo carnaval, no litoral sul do RN, o que se ouvia era que quem tinha dinheiro em Natal estaria em Recife ou lá para as bandas de Pipa. Uns destes endinheirados, porém, em algum lugar que se sai como opção alternativa ao Carnaval, como o Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, Ceará; outros mais audaciosos, com um pouco mais de recursos, poderiam estar nas arquibancadas dos desfiles paulistanos ou cariocas...

Isto é o carnaval de Natal. Sem pré-carnaval, com atrações “quebra-galho”, aos heróis que decidem permanecer na cidade, com poucas unidades festivas e sempre com as mesmas caras e vozes em cima dos palcos. Porque é o Estado que paga seus “ganhos”, o lucro fruto de uma conversinha sobre editais abertos à comunidade e ao bel prazer a fim de atender fins políticos de gente que não se interessa em ver gente nova sucedendo o trono absolutista desses “Reis da Cultura”.

O mais interessante é a falta de interesse dos governos municipal e estadual, ao longo de suas administrações, na continuidade de iniciativas culturais que objetivam, apenas, a promoção cultural. Não falo de lucro, muito menos de cargos comissionados nas Secretarias Governamentais de Cultura. Domingo na Praça, Domingo Melhor, Cena Aberta e Circuito Cultural Ribeira, que, além do modesto patrocínio oriundo das poucas empresas bem capitalizadas deste pouco rentável Rio Grande do Norte (e o Grupo Neoenergia é um deles) são exemplos gritantes de excelência cultural, de aprovação popular e de promoção de artistas locais, sem aqueles donos de cadeiras comissionadas lá das Fundações que se servem como Secretarias Culturais.

Talvez, por isto, a cultura potiguar ainda não tenha saído do armário... Porque Cultura não se restringe a Folclore, a Coco, Maracatu ou Forró. Cultura é a promoção da essência e da expressão de um povo. Cultura Potiguar também é Rock, Reggae, Trance, se for preciso, desde que quem saia ganhando com isto tudo seja a população, com o aumento da diversidade artística ao seu dispor. Uma cena aberta com curtas, com filmes “Cults”, com peças que falam do caos urbano, afinal, nem todos se interessam pelo que falam os quilombolas lá do Meio-Oeste, mas, uma banda de Rock natalense ou mossoroense não deixa de integrar a constelação cultural deste estado.

O natalense tem que entender isto. E tem que brigar por tal. Ou terá que se sujeitar a ir todos os anos ao Barreta Gay ou Bloco das Virgens de Pirangy se quiser se transvestir de mulher na brincadeira do “Dia Gay” do carnaval. Baile das Quengas não é para qualquer natalense...

Nos últimos dias que antecederam ao carnaval deste ano, uma promotora do Ministério Público do RN sancionou uma lei que proibia, a partir da data de hoje, 21 de fevereiro de 2011, a continuidade dos eventos culturais que se procedem no Beco da Lama. Ou seja, ao invés de instâncias que fiscalizam a administração dos governos e a atuação de parlamentares, oriundas da sociedade civil, contemplarem resultados que vigoram a favor do povo, impõem regras que colaboram apenas com a manutenção dos interesses de uma pequena massa (a qual não ganha com o bem-estar coletivo).

Tamanha é a falta de compromisso com o público que quer respirar muito mais do que fumaça e assaltos à ônibus que Natal é a única cidade turística do Brasil em que no pedestal do seu turismo não se alicerça o investimento em Cultura e no patrimônio histórico e cultural. Videmos os casarões históricos da Ribeira, tão esquecidos quanto o interesse em incentivar ações culturais, por parte das grandes empresas (ainda) em atuação no mercado do RN.

Enquanto isto, as mesmas caras sobem, todos os anos, nos poucos palcos espalhados pela cidade durante o carnaval, tocando marchinhas de improviso e fingindo matar sua sede insaciável por autoafirmação popular, como se o público “Cult” natalense os aprovassem como a imagem do Samba ou da Bossa potiguar. Eles, os donos dessas caras, assim o querem, de fato e de direito garantido por nossa constituição (tal qual a Liberdade de Expressão). Todavia, diferentemente de uma cadeira em algum órgão administrativo do governo, os ouvidos de um consumidor de cultura não é instrumento de politica...

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 21/02/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

 Confira a última coluna Mundo Cão: 10º Mundo Cão - De Redes Sociais, Quem Entende?

20 de fev de 2012

10ª Coluna Esportiva - Prática de Esportes


Prática de Esportes

Boa tarde, Leitores!

É nesse clima de folia (para alguns) que eu venho aqui deixar a minha mensagem para a semana. 

No carnaval a gente pula, dança, canta, faz certas besteiras, se cansa, e principalmente fica de ressaca. (Por favor, é preciso hidratação para se manter bem). Após a folia a gente volta ao corre-corre e esquecemos-nos de cuidar da nossa saúde. 

A melhor forma de deixar nossa mente e corpo ativos é fortalecer a prática de esportes. 

O sedentarismo está batendo na porta, pessoal. Mas nós temos a “fórmula” do sucesso e muitas vezes não medimos essa responsabilidade que devemos ter sobre o nosso corpo para que ele possa atuar de maneira uniforme durante um longo tempo.

A prática de esportes é indicada para toda e qualquer pessoa. Mas lembre-se: consulte seu médico antes de tudo. Não adianta sair por aí achando que pode correr, ir à academia, etc, sem antes ter a aprovação de um médico. 

A nossa vida é tão puxada, nos leva ao stress diário, ao esquecimento de coisas importantes e até mesmo ao envelhecimento precoce. Seja uma leve corrida ou uma intensa atividade física, é importante que todos trabalhem seus corpos de alguma maneira que a satisfaça. 

A maioria das pessoas está sempre na correria e nem olham de lado para observar algumas coisas simples da vida. Mesmo nesse entretempo procure alguma atividade que possa, não apenas te deixar com o corpo em forma, mas o principal, que te dê disposição e ânimo para seguir nas intempéries diárias. Pratique esporte! Fará uma grande diferença em sua vida. Não duvidem disso, não sintam preguiça, e, em hipótese alguma, não comece e pare em menos de uma semana. Tenha AMOR pela a sua saúde.

A prática de esportes nos leva a uma vida mais saudável, exclui o stress (se não totalitária, mas faz com que você aprenda a lidar com a situação), capacidade mental (se você não pratica exercícios, como vai adquirir poder de concentração elevada?), ajuda no sono, retarda o envelhecimento, melhora significativa no humor, forte ajuda contra doenças cardíacas, mas, principalmente poderá lhe ajudar no combate as doenças crônicas. 

Seja na natação, futebol, academia, esportes radicais, qualquer um. Procure um espaço em seu tempo e pratique esportes. Poderá não fazer uma boa diferença hoje. Mas irá fazer uma ENORME diferença lá na frente. 

p.s: inclusive para o carinha aqui que está escrevendo. 

Pessoal, essa foi a minha sugestão não só para a folia, mas principalmente para depois dela. Não sou profissional da Saúde, mas não custa incentivar (ajudar) as pessoas para a prática de esportes regularmente.




E MAIS UMA VEZ: POR FAVOR! PROCUREM UM MÉDICO OU UM PROFISSIONAL DA AREA ANTES DE SAIR POR AÍ CORRENDO OU FAZENDO EXERCÍCIOS SEM SABER AS SUAS REAIS CONDIÇÕES DE SAÚDE. 


AH, E TOMEM BASTANTE LÍQUIDO.

Abraço!

Por: Raniery Maciel Vítor Medeiros. Em: 20/02/2012. Objetivo: www.ligadosfm.com

Este texto pertence ao blog Ligados FM - Confira: http://www.ligadosfm.com/#axzz1mE8jqRjf

Confira meu último trabalho: http://www.ligadosfm.com/2012/02/9-coluna-esportiva-cinema-e-esporte-uma.html#axzz1mwSJAvfr

8º Ensaio Cultural - Natal, a cidade-fantasma do Carnaval

Olá, leitores! Para quem fica em Natal - se é que fica alguém por aqui - não é segredo: a cidade morre no Carnaval. A tradição carnavalesca da nossa cidade é viajar ou ficar preso em casa. A população se dissipa pelo mundo inteiro. Não importa aonde vão, pois necessário mesmo é fugir do cenário pós-apocalíptico que toma lugar na nossa cidade, em que os poucos remanescentes ficam por quatro dias a sobreviver com mantimentos previamente adquiridos e sem serviços de qualquer natureza, pois os mesmos mudam-se para outras cidades. Um dia desses fui pedir uma pizza, ligando para o mesmo número de sempre. Responderam-me que eles estavam funcionando apenas em Pirangi. Certamente, muitas outras casas comerciais fizeram o mesmo que eles...

Isso pode ter várias causas, mas eu aposto na seguinte: nunca houve em Natal programação carnavalesca tradicional que reúna toda a cidade, exceto as que são fora de época (o Carnatal, por exemplo). Há somente alguns programas puntuais que fazem com que pequenos grupos se reúnam. Aliado a isso, somos essencialmente uma cidade de serviços. M
esmo quem gosta de trabalhar no Carnaval sabe muito bem: não há serviço que valha a pena nessa época, pois quase não há quem possa fazer uso deles! Até mesmo o Midway Mall, um dos grandes centros econômicos da cidade e típico ponto de encontro entre amigos, fecha, exceto pelo cinema e pelo supermercado.

A verdade é essa: para curtir ou para usar qualquer serviço, Natal nã é um bom lugar para se estar durante o Carnaval. Eu diria, no entanto, que a atmosfera sepulcral da nossa pequena província - além de ser um bom lugar para se descansar - torna-se cenário perfeito para um filme de terror ou pós-apocalíptico. Ora, imaginem: tantos estabelecimentos fechados e sem nenhum sinal de vida, poderíamos ser palco do próximo Resident Evil ou Mad Max. Fiquem ligados nisso, Hollywood! Vocês podem reduzir em 90% os custos dos seus filmes. Basta vir a Natal durante o Carnaval. Da próxima vez que virem um shopping em algum filme ambientado em cidade fantasma, olhem atentamente: pode muito bem ser o nosso velho conhecido Midway.


Autor: André Marinho
Criação: 20/02/2012
Objetivo: www.ligadosfm.com

17 de fev de 2012

12ª Resenha Crítica - Drácula


Saudações, leitores. Em clima carnavalesco, numa atmosfera cintilante, colorida, alegre e sonora, com carros alegóricos, papangus e bebedeiras, eu venho lhes trazer algo para quebrar o clima. Eu venho lhes trazer vampiros. Não vampiros carnavalescos, que são sensíveis e cintilam como se estivessem cheios de lantejoulas. Falo de vampiros de verdade, aqueles de atitudes cruéis com requinte aristocrático. Apresento-lhes um livro do qual todos já ouviram falar, mesmo que nem todos o conheçam pessoalmente: Drácula. Publicado em 1897, o clássico de Bram Stoker (1847 - 1912) é uma das mais importantes obras da literatura ocidental.

Drácula é um romance epistolar, isto é, composto de uma série de cartas, diários e anotações. Este é um gênero que nos deixa muito mais próximos do enredo, dando um maior grau de realismo. As primeiras anotações às quais temos contato sã as do diário de Jonathan Harker, no qual ele escreve sobre sua viagem até o castelo do Conde da Transilvânia, pelo qual ele foi contratado para prestar auxílio jurídico. O Conde Drácula, de uma fisionomia bastante peculiar (pálido, de orelhas pontudas, traços expressivos), é um homem fino, inteligente, simpático e hospitaleiro, que ganha a simpatia de Harker logo no primeiro contato. Porém, muda o sentimento de Harker de admiração a terror quando ele percebe coisas muito suspeitos sobre seu anfitrião e sobre a sua morada. E quanto mais ele percebe isso, mais ele sente que está preso ao castelo e precisa encontrar um bom momento para fugir. Esta primeira parte do livro já cumpre o papel de prender o leitor no primeiro momento. É óbvio que um leitor dos dias de hoje sabe que o Drácula é um vampiro, mas esse fato não muda em nada todo o suspense presente nas páginas do diário de Jonathan. "O que será que vai acontecer com ele?"

Poucos dias depois de escrita a última página do diário de Harker, surge no porto de Whitby, na Inglaterra, um barco sem tripulação, no qual se encontra somente o corpo de seu capitão, que em seu diário de bordo escreveu estranhos fatos que ocorreram na embarcação, atribuídos a uma presença maligna. A carga do barco continha somente sacos com areia da Transilvânia Na mesma cidade portuária está Mina Murray, esposa do advogado, em visita sua amiga Lucy. Lucy é uma moça meiga, alegre e bonita. Por estas qualidades, é uma mulher bastante admirada e chega a, em um certo dia, receber propostas de casamento de três pretendentes que são melhores amigos! Depois de aceitar a proposta de um deles, ela começa a se sentir bastante doente. Um dos seus velhos pretendentes, Dr. John Seward, um psiquiatra, é amigo o Dr. Van Helsing, médico holandês que sabe que muito bem que a doença de Lucy não é algo que pode ser tratado por medicina convencional. Fãs de House certamente admirarão o Dr. Van Helsing, que, em suas soluções aparentemente arbitrárias tem uma clara razão. A maior diferença entre os dois é que Helsing é um homem de grande empatia. Um médico que ampara os seus paciente e respectivos entes queridos da melhor forma possível. Uma outra diferença é que Helsing é caçador de vampiros.

O que faz de Drácula um dos grandes clássicos foi a imagem duradoura que deixou na cultura ocidental. Assim como podemos não conhecer Um Conto de Natal, Dom Quixote ou Os Três Mosqueteiros e ainda assim captá-los nas conversas cotidianas, o mesmo vale para Drácula. O vampiro, que antes era mais uma superstição dos povos medievais, foi trazido por Bram Stoker para a modernidade da Inglaterra vitoriana e alcançou todo o mundo ocidental e a contemporaneidade. O Conde da Transilvânia tornou-se a própria imagem clássica do vampiro, aquele do qual milhares de crianças e adultos se vestem no Halloween. As fraquezas típicas (água corrente, crucifixos), a força sobre-humana, a capacidade de criar névoas, a necessidade de carregar terra do local onde nasceu e pedir permissão antes de entrar numa casa, entre outras coisas, são características do Drácula que entram em nossa cultura como típicas de vampiros num geral.

O livro foi base para muitas produções em diversas mídias (livros, quadrinhos, filmes, jogos) e seus personagens entraram em várias obras de cultura pop, como a série de jogos Castlevania, a graphic novel A Liga Extraordinária e o filme Van Helsing, entre outros.

Ouso dizer que nenhum outro livro de vampiros conseguirá superar Drácula em termos de influência cultural, profundidade e universalidade. Tudo o que se escreveu sobre vampiros, até hoje, tem muito a agradecer a Bram Stoker. Os vampiros das lendas do Leste Europeu eram criaturas cadavéricas, repulsivas e sem humanidade, mas Bram Stoker reinventou a lenda mostrando-nos uma figura aristocrática com algum charme. Esse vampiro é o que vive até hoje no imaginário popular. Certamente há vampiros do Século XXI que fugem muito desse conceito. Estão tão afáveis que, na minha opinião, deveriam abandonar esse nome por se distanciarem da mais fascinante natureza vampiresca que encontramos em Drácula.

Ademais Drácula não é somente uma história de vampiros. É o terror na sua melhor expressão em uma trama c0m personagens profundos e reais. Sutil, com um forte suspense e com um momento ou outro de chocante. A atmosfera em si já é aterrorizante, o que já tira toda a necessidade da violência exacerbada do que hoje se chama de terror. Vale muito a pena ler.

Espero que tenham gostado da resenha! Desejo um bom carnaval para todos vocês, seja no terror ou na folia, na Transilvânia ou no Brasil.

Ver também:

Drácula (livro), a venda na Livraria Cultura

Dracula in popular culture (artigo da Wikipedia, em inglês)


Autor: André Marinho
Criação: 18/02/2012
Objetivo: www.ligadosfm.com

1ª Criticando Cinema: UP – Altas Aventuras de um vovô herói


Olá pessoal eu me chamo Anderson Ricardo e sou o autor do AluadoBlog, então a partir de hoje teremos aqui no Ligados a coluna “Criticando Cinema”, onde eu vou falar sobre novos e velhos filmes que valem a pena serem assistidos.


Up- Altas aventuras: Conta a história de Carl Fredricksen, um velho rabugento que após uma série de desventuras resolve mudar sua casa de uma cidadezinha dos EUA para uma cachoeira na América do Sul. Só que Carl acaba levando por acidente, o pequeno escoteiro Russel e os dois embarcam juntos numa grande aventura dentro da floresta amazônica.

Para começar a minha coluna de cinema aqui no Ligados eu resolvi falar de “UP – Altas Aventuras”. Ao rever o filme fiquei com medo de escrever essa coluna, pois ainda estava sob efeito do mesmo e considerei ser precipitado, na empolgação, dizer que este era a melhor animação que já vi. Mas que se dane, depois de umas noites de sono eu ainda estou com isso na cabeça, sim, “UP – Altas Aventuras” é a melhor animação já produzida.

Após afirmar, me bateu um remorso e fiquei me perguntando se “UP” é melhor do que “Wall-E”, “RATATOUILLE” e “TOY STORY 3”(as melhores animações da empresa), e eu respondo que sim, mesmo que eu não goste deste tipo de competição. Claro que é preciso dizer que os trabalhos são extraordinários na técnica aplicada na animação e na história narrada. Entretanto “UP” supera os seus irmãos mais velhos ao ser mais simples, singelo e apresentar sentimentos (mais) primordiais ao ser humano, além de alternar com maestria entre o riso e o choro, sim, ninguém consegue ver este filme sem chorar, com apenas dez minutos de projeção.

Eu lembro que o filme "Procurando Nemo" também teve um começo bem ousado. Se não me engano, logo no início, o personagem principal perde de uma vez a companheira e toda a sua futura ninhada, com exceção de um único ovo, que se tornaria o seu filho superprotegido. Foi o início mais dramático que eu já tinha visto em um desenho, mas naquela época a Pixar quis suavizar as coisas. Tudo acontece de uma forma em que percebemos a tragédia, mas a suavização no jeito de contar impede que o acontecimento afete os nossos sentimentos a ponto de provocar lágrimas.

Mas, em “UP” a intenção da Pixar parece ser totalmente ao contrário. Com três minutos de filme, conhecemos uma personagem tão encantadora que ela não precisa de mais dois minutos para conquistar os nossos corações, tamanha é a sua simpatia e encanto. Só que, menos de cinco minutos depois disso, a luz dela se apaga. Mas depois que nos apaixonamos por ela é impossível não sentir o impacto da cena.

Realmente quando a Pixar põe a mão na massa, pode contar que vem aí um produto de muita qualidade. (se bem que Carros 2 não foi tão bom) Até por que ela não esta fazendo filme pra criança, eu vejo que em todas as suas histórias a Pixar aposta na narrativa e no carisma de seus personagens, ela não se importa se a criança vai entender ou não o contexto da obra. A Pixar chegou pra ficar e mostrar que desenho animado não é só pra crianças, mas sim para toda a família e pode ser visto como um filme completo. E para mim, “UP” é a melhor representante da casa.

Na versão brasileira do filme temos a voz do mestre do humor Chico Anysio que dá um banho na dublagem de Carl Fredricksen (o protagonista), junto com o seu filho Nizo Neto, que empresta a voz para o cão Dug. Os diretores são Pete Docter (de Monstros S.A.) e Bob Peterson, desenhista dos dois primeiros Toy Story e co-roteirista de Procurando Nemo. Então se você procura um filme engraçado e com emoção “UP” é a melhor pedida. É realmente incrível, e se quiser adquirir essa obra única do cinema, clique aqui para comprar o DVD, está muito barato, vale muito a pena ter esse filme da Disney em sua coleção.

Curiosidades: Inspirado nesse Filme, um casal norte americano fez um ensaio de comemoração de 2 anos de casamento, que na minha opnião ficou incrível... Quem quiser conferir e se inspirar com os sentimentos bons que esse filme traz é só clicar aqui e olhar a matéria completa !!!!


Então, Até a proxima Coluna Criticando Cinema...

Por: Anderson Ricardo da Silva
Em: 17/02/2012
Objetivo: www. LigadosFM.com

16 de fev de 2012

9ª Batalha de Bandas - Supersonika VS White Myself


E a arena está montada! Nesta sexta, dia 17/02/2012 será mais uma edição do programa Ligados, que vem ai com rockeiros e metaleiros armados de dentes, cordas e vocais para prestigiar mais uma vez o rock potiguar! 

A votação começa hoje (16/02/2012) às 18 horas e vai até ás 13 horas e 55minutos do dia 17/02/2012 (amanhã), quando anunciaremos o vencedor da batalha de bandas ao vivo, no programa Ligados, que é transmitido na 87,7 FM (Rádio Nova) ou pelo site (www.novafm87.com)


White Myself - De um lado do ringue temos a banda magistrada do hardcore potiguar, a White Myself, que com metralhadoras guitarristicas e vozes lendárias fazem lotar bares da ribeira e de todo o Brasil ao lado de bandas como “Dead Fish”, “Garage Fuzz” e “Gritando HC” - Apesar do longo torpor de 8 anos, eles retornam ao sons de tornados para os festivais do RN com Ronny Say (voz); Gabriel Lougue (bateria); Pedro Lougue (guitarra); Solon Neto (baixo ).




Supersonika - Do outro lado surge a banda Supersonika, que com sua bipolaridade de riffs pesados e batidas de pop/rocks que lembra do muse, the used e paramore até nomes mais pesados do rock, em uma sacada alternativa que vem abrindo portas no cenário do rock potiguar e norte rio-grandense. E os gladiadores são: Jean Frame (Guitarra); Manoel Vicente (Baixo); lilian karoline (Vocalista); Ângelo máximo (Bateria).



Comandado por Felipo Bellini e Uitamar Junior, o programa dessa sexta será sobre Casamento, e teremos como entrevistada a querida Alethéa Cury, que trabalha com a organização de festas e consultora de estilos para os casamentos mais chiques de natal.

Confira: www.ligadosfm.com - @ligadosfm - www.facebook.com/felipobellini2

Autor: Felipo Bellini Souza - Criação: 16/02/2012 - Objetivo: www.ligadosfm.com

15 de fev de 2012

6ª Tirinha - Vida de Panela

Me identifico! Foi a minha primeira colorida!! Fiz no dia 11/11/2011 - Não tinha tornado público por ela ser muito simples, mas deixa disso né! :D

Autor: Felipo Bellini Souza   Criação: 11/11/2011    Objetivo: www.felipobellini.com

14 de fev de 2012

10º Mundo Cão - De Redes Sociais, Quem Entende?


Luiza estava no Canadá e, agora, é a prefeita Micarla de Sousa que está na Flórida. Não, desta vez, falarei de política ou do politicamente correto. E da falta de noção que temos do poder das redes sociais nos dias de hoje. É um assunto para lá de saturado, chato, tal qual matemática ou política, porém, é de uma relevância que pouco se faz ideia.

Quem, em um futuro próximo, não se colocar a entender o significado de se conviver em rede ou comunidade será vitima de si mesmo e só. A opção pela não interação ou integração com comunidades ou espaços de convivência será como a escolha pela suicídio à vida. A informação, hoje, flui com maior eficiência através das redes sociais do que pelos canais de comunicação tradicionais. É onde a informação chega primeiro, porque é ali que está conectado o maior número de pessoas e que, em tempo real, integrará, com sua vasta lista de contatos e amigos, a notícia recém-publicada por algum canal de notícias ou por algum amigo melhor ainda informado e conectado.

Isto é o Facebook, o Twitter, o Orkut dos dias de hoje. Deste ultimo, um pouco menos. Acontece, todavia, que boa parte das pessoas públicas de nosso país (está ao meu alcance falar da realidade brasileira e não mundial) ainda não aceitaram a Internet como a rua de trás ou a casa dos fundos que dá no seu quintal. Fisicamente, não o é, mas, assim como as fofoqueiras da vizinhança, sentadas desde a boca da noite na beira das calçadas dando notícia da vida dos vizinhos e de quem passa, o amigo do nosso amigo pode tirar conclusões distorcidas a respeito de algo que escrevemos ou que deixamos de escrever na nossa time line.

Expressões, como “o lado negro da força...” ou “neguinho”, podem desencadear uma série de manifestações de repúdio, haja visto uma interpretação maldosa que leva crer ao autor comportamento ou posicionamento racista. Ou ser taxado de preguiçoso e inadequado para uma determinada vaga de trabalho por afirmar não gostar de acordar cedo. Pode até parecer absurdo, mas isto acontece...

Até que surge um estudante universitário o qual mobilizaria o povo de seu país, através do Twitter e Facebook, contra um governo truculento e ditatorial, e, disto, desencadearia aquilo que vemos na TV como A Primavera Árabe! São opiniões, fruto da busca pela prática da democracia. O Mundo, hoje, é mais Ubuntu do que parece, em que grupos e ciclos de pessoas se unem com o intuito de promover a ampla integração de comunidades, em prol de uma sociedade única, unida e melhor envolvida com interesses comuns. Do Open Source lá da Canonical ao Facebook, a diferença está apenas na linguagem.

Certa vez, o movimento #ForaMicarla surgiu com a única pretensão de tirar do poder a prefeita Micarla de Sousa e reivindicar maior prudência na Gestão Pública natalense. O resultado foi a reinstauração da “CEI dos contratos”, a fim de investigar irregularidades nos contratos de aluguel da prefeitura do Natal, arquivadas por falta de coro parlamentar na Câmara Municipal. Além do mais, a população tomou certa postura fiscalizadora que, por menor que seja o movimento promovido em uma rede social na Internet, pessoas à frente do bem público toma suas medidas antes mesmo que autoridades competentes tomem suas providências institucionais.

A ultima foi a de uma funcionada comissionada na mesma prefeitura do Natal, que recebia remuneração equivalente a de um profissional de nível superior, sem ter posse de diploma de 3º grau... Menos de dois meses após a renovação de seu contrato, a mesma foi exonerada do cargo, depois de manifestos de indignação de usuários de algumas redes sociais! E lembrar que há quase 1 ano o secretário da casa civil desta capital ameaçou convocar a polícia civil para investigar os participantes de um ato público em prol do impeachment da prefeita Micarla alegando se tratar, tal ato, de “barbárie inconstitucional”...

Veja bem, o imediatismo e o descrédito dado por este secretário à uma onda de mudanças no convívio entre pessoas, ocorrida em menos de 10 anos históricos, entregou a sua falta de preparo para assumir tal cargo, ao ponto de sequer procurar saber quem estava à sua disposição e quem não. Enquanto, no momento exato deste acontecido, a polícia civil do RN se encontrava em estado de greve, nenhuma detenção de manifestante integrado ao #ForaMicarla acontecera, assim como o STJ, meses mais tarde, reconheceu como constitucional os protestos e as reivindicações promovidas dentro da própria câmara municipal. Tudo isto, fruto das interações em redes sociais.

Porque, assim como a Luiza, que estava no Canadá enquanto ficava famosa por causa de um comercial de TV em que seu pai fazia parte, a prefeita Micarla de Sousa, que está embarcando para a Flórida em poucos dias, tem nem ideia da repercussão negativa que isto pode ocasionar em sua corrida eleitoral para a reeleição para prefeitura da capital potiguar. Tão negativo quanto 4 anos de gestão duvidosa é o desprezo às mudanças a que o mundo está sujeito.

Um mundo composto por pessoas, que convivem em redes e ciclos sociais, e não restrito à ideia de civilização imposta por alguns iluminados dentro de suas mentes de brilho ofuscado.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 14/02/2012
Objetivo: www. LigadosFM.com