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29 de abr de 2012

21ª Resenha Crítica - Os Conflitos de Fé dos Filósofos


Boa tarde, leitores! Depois de quinze dias, cá estou eu novamente resenhando livros. Vamos aproveitar o feriado para ler um pouco? A obra de hoje é  Os Conflitos de Fé dos Filósofos, de Jônatas F. Cunha, pastor da Igreja Cristã Evangélica e professor de Cultura e Religiosidade Brasileira, Sociologia, Filosofia e Fé no Centro Teológico do Vale do Paraíba. É graduado em Filosofia, Teologia e pós-graduado em filosofia pastoral.

Vencedor do Prêmio Areré 2010 da Associação de Editores Cristãos, Os Conflitos de Fé dos Filósofos é uma obra de poderosa criatividade e elevada sabedoria. A questão fundamental a ser respondida é "por que os anjos caíram?", ou seja, por que determinados filósofos perderam a fé, caminhando para o deísmo, panteísmo, ateísmo ou agnosticismo, entre outras visões? Para responder a esta pergunta, fatos biográficos, detalhes nas obras de cada um deles, bem como seu contexto geral, são alguns dos componentes da análise por Jônatas dos filósofos "entrevistados". O autor torna-se personagem e fala com cada um deles trinta e três anos antes de suas respectivas mortes, dando-lhes para repensar sua fé o tempo de vida que teve Jesus Cristo. As posições apresentadas são bem sensatas, bem fundamentadas e sem nenhum exagerado apelo. Até mesmo o Viktor Frankl, que já teve uma obra resenhada no Ligados FM, é citado.

O livro é uma grande aventura através da história da filosofia pelo olhar de um teólogo. O desenrolar de cada capítulo é muito interessante. Jônatas primeiro nos apresenta o filósofo com o qual conversará, depois vai a seu encontro na cidade em que viveu, cumprimenta-o e inicia o diálogo. Questões relevantes são levantadas e respondidas: "de que forma a religião é 'o ópio do povo' como Karl Marx dizia?", "o que levou Santo Agostinho ao maniqueísmo e como ele recuperou a sua fé?", "por que Nietzsche anunciou a morte de Deus?", "será mesmo a experiência religiosa é somente a projeção de fortes desejos?", "como pode ser o Deus de Espinoza tão impessoal?".

Em particular, muito me agradou o capítulo do Nietzsche, o mais longo de todo o livro. O filósofo desafiador da tradição tem vários aspectos centrais da sua filosofia postos em questão e se mostra um homem sensível que passou por diversas frustrações, chegando a afirmar o fim dos valores e a morte de Deus. Jônatas mostra como o desafeto de Nietzsche com Lou Salomé e o contato com o pessimismo de Schopenhauer aprofundaram a depressão do filósofo do eterno retorno e abalaram a sua fé. As objeções de Nietzsche ao Cristianismo são habilmente questionadas por Jônatas, de forma que até mesmo o mais sincero nietzschiano seria incapaz de permanecer passivo. 

Creio que teria sido interessante fazer com que os filósofos falassem um pouco mais. Jônatas tem relativo monopólio das conversas, fazendo sua voz prevalecer sobre a do pensador com quem dialoga. Eu senti uma necessidade de uma resposta por parte de cada um deles, mesmo a mais simples possível. Creio que houve, no entanto, uma boa razão para eles se restringirem na fala. Seria porque o que o narrador não quis entrar em debate, mas incitar reflexões? Sendo esta a intenção, foi esta muito bem cumprida não somente para os personagens do livro mas também para o leitor.

Os Conflitos de Fé dos Filósofos é um livro peculiar de leitura muito agradável. Com apelo ao público, explica cada detalhe a ser discutido de forma a não deixar dúvidas, fazendo com que seja facilmente digerível para o mais leigo dos leitores. É uma peça única que guardarei com muito carinho em minha biblioteca, pelo seu valor literário, filosófico e teológico, bem como pela boa vontade do autor em ter cedido à equipe Ligados este livro. Em nome da equipe, eu o agradeço!

O livro pode ser adquirido na loja virtual da Arte Editorial, pelo preço de R$ 39,90.

Autor: André Marinho
Criação: 29/04/2012
Objetivo: www.ligadosfm.com

27 de abr de 2012

5ª Criticando Cinema: Serendipity e o descaso ao acaso do destino


Olá pessoal, o Criticando Cinema de hoje vai falar sobre o “destino” ou mais precisamente sobre o filme “Escrito nas Estrelas” (Serendipity) que é dirigido por Peter Chelsom (Town & country, 2001) e estrelado por John Cusack (Alta fidelidade) e a atraente Kate Beckinsale (Pearl Harbor e Anjos da Noite).

Sinopse: Jonathan e Sara passam a noite andando por Manhattan. Quando a noite chega ao fim, os dois são forçados a determinar algo como seu próximo passo. Quando Jonathan sugere uma troca de telefones, Sara rejeita e propõe uma idéia que dará ao destino o controle de seu futuro. Se eles tiverem que ficar juntos, ela diz a ele, eles encontrarão o caminho de volta para a vida um do outro.

Enredo: O filme conta a história de Jonathan e Sara que estão em uma loja para comprar uma luva. Ambos estão se relacionando com outras pessoas, mas se conhecem e rola uma química entre eles. Como não podem trair seus pares, eles resolvem deixar o destino agir: ele escreve o número dele numa nota de cinco dólares e a passa adiante, assim como ela escreve seu número num livro e o vende. E se separam para deixar o destino agir com uma pequena ajuda dos próprios.

Resenha: Escrito nas Estrelas foi um filme que entrou em minha vida por uma obra do "destino", pois eu estava dormindo e no meio da noite eu perdi o sono e resolvi ligar a Tv pra ver o que estava passando e foi justamente quando esse filme estava no Corujão. Na verdade ele não é um dos melhores filmes do mundo, mas é bem bonito de se ver. Tudo que você precisa para curtir é entrar no espírito dele. Por um motivo bem simples: o filme trabalha em cima do improvável. Sabe aqueles filmes que chegam ao final e de repente uma grande coincidência acontece para levar-lo a uma conclusão? Aqui você pode esquecer isso. Não vai ter uma coincidência no final. As coincidências (ou destino, como a personagem Sara gosta de falar) acontecem do primeiro minuto até a hora de subirem os créditos. 

Se você não gosta desse tipo de filme então eu aconselho a passar bem longe dele, mas se conseguir entrar no clima, pode se divertir bastante. Ele tem um bom casal de atores nos papéis principais você sente que os dois estão ligados mesmo separados em boa parte do filme, os coadjuvantes roubam a cena (com destaque para Jeremy Piven que interpreta o melhor amigo do protagonista) e sem contar uma história que segue de forma ágil, com bons momentos engraçados e dois personagens lutando contra o destino para ficarem juntos. Na verdade é um filme que vale muito a pena ser conferido.

O filme é muito bem recomendado pela critica, nacional e internacional e no fim ele é ótimo para fazermos uma boa reflexão de nos mesmos, será que nos antecipamos na maioria dos acontecimentos mais importantes das nossas vidas, ou deixamos as coisas acontecerem naturalmente? Mas, no final tudo é uma questão de ver a vida, Não é mesmo?

E pra terminar deixo uma das falas que resume o que esse filme representa. Obrigado pessoal e até o próximo Criticando Cinema.

"No entanto, Jonathan concluiu que para viver em harmonia com o universo é preciso ter fé inabalável no que os antigos chamavam de "fatum", aquilo que nos mortais chamamos de destino..."


Por: Anderson Ricardo
Em: 27/04/2012
Objetivo: www. LigadosFM.com



25 de abr de 2012

7ª Mensagem Direta - O Fim do Programa Ligados na 87,7FM


O Fim do Programa Ligados na 87,7FM

Amigos, leitores, colegas e talvez pessoas que não tenham acompanhado o “LigadosFM” até então. É com tristeza que informo o fim da parceria do grupo “LigadosFM” com a Rádio Nova - 87,7FM.

Dentre os quatro meses em que desenvolvemos o programa Ligados e o Ligados em Música nas tardes de sexta feira, 13h às 14h e 17h às 18h, tivemos sempre, como principal objetivo, expor a cultura Potiguar e Norte Rio-Grandense nas mais diferentes vertentes que nos era possível nas dimensões de uma rádio e em um espaço limitado de duas horas.

Sei que alguns vão perguntar o porquê da saída do programa Ligados da Rádio Nova. Eu, Felipo Bellini, não posso fornecer mais informações do que dizer que a rádio, em sua direção extra corpo físico com iniciais S.A. não considera vantajosa a possibilidade e os caminhos que o programa tomava; principalmente a questão financeira de manter um programa que não cobra ou paga regalias para incentivar a cultura do Estado.

Apesar desta indisposição, o blog do LigadosFM continua a todo o vapor, e na internet continuaremos a dispor informações diárias e culturais para vocês! E esperem novidades, novidades que vão aquecer e causar rebuliço nas noites e tardes do RN e Brasil!

Por fim, quero agradecer a todos os ouvintes, convidados e bandas participantes, e especialmente a quatro pessoas que fizeram o programa Ligados e o Ligados em Música acontecer: Uitamar JR, Ladynha, Dymmas Nascimento e Fábio Bezerra! Fiquem bem e sempre contem com a equipe do LigadosFM para futuros planos e projetos!

Informações interessantes sobre o programa

Foram vinte e quatro bandas independentes que foram apresentadas e tocaram na Rádio Nova e rádios parceiras no nosso quadro Batalha de Bandas. Oito que tivemos o prazer de entrevistar durante uma hora inteira, dando a importância devida aos nossos artistas da terra; que produzem um conteúdo musical diversificado, original e autoral tão bom quanto, ou melhor, que artistas de outros estados e países que possuem o $cacife$ necessário para penetrar em mídias do tipo.

Entrevistamos ao todo quinze professores e profissionais com a ideia de abrir caminho aos nossos jovens estudantes em suas idealizações e possibilidades profissionais, permitindo a estes ouvir e conhecer um pouco de suas profissões, sem esconder perguntas como a realidade universitária, possibilidades durante a após o termino do curso, salário, dificuldades e cenário do RN, incentivando os mesmos a seguir em uma carreira acadêmica.

Além disto, sempre nos preocupamos e efetivamente publicamos uma agenda cultural, informando as baladas mais populares, os encontros e manifestações culturais relevantes e os concursos que enriquecem e prestigiam nossa cultura. Ao todo foram 187 eventos anunciados no programa gratuitamente.

Foram semanas felizes, que na companhia de Uitamar Jr, Ladynha, toda a equipe na rádio (Fábio, Bezerra, Dymmas Nascimento, Pedro Fárias, Regis, Fábio Mauricio, e outros), convidados e todos vocês, eu, Felipo Bellini, tive a oportunidade de compor e participar. Semanas que talvez voltem em outra rádio parceira, na televisão ou mais certamente na revista do Ligados, que já está na boca da caçapa para ser publicada, mas que não apagarão os momentos felizes que tivemos em conjunto até então.

Obrigado a todos.

Felipo Bellini – Dono dos programas: Ligados e do Ligados em Música.
www.ligadosfm.com
25/04/2012

24 de abr de 2012

20º Mundo Cão - BRICS: uma BRInCadeira de mau gosto


Parece que o mundo caminha para ser liderado por influências nada exemplares nos anos que se seguem e pelas gerações as quais estão por vir. BRICS – grupo formado pelas potencias regionais Brasil, Rússia, Índia, China e a recém incorporada África do Sul – remete mais a uma BRInCadeira de fim de mundo do que a uma perspectiva de mudança na polaridade política e na hegemonia econômica mundial.

Bem diferente destas emergentes potencias regionais, Japão, Alemanha, França e Inglaterra, por exemplo, dão uma verdadeira aula de organização e sincronismo entre economia e desenvolvimento, colocando o crescimento do PIB a serviço da melhoria nos serviços básicos oferecidos à população, na propiciação de um ambiente econômico mais democrático e menos desigual e na amenização das diferenças entre ricos e pobres. As diferenças existem nestes países, sim, porém, havemos de concordar que não se compara uma jornada com 35 horas semanais (a exemplo da França) com a de 44 a qual a maioria dos assalariados brasileiros tem que se sujeitar.

Os BRICS pecam na credibilidade de suas instituições – sequer parecem ter capacidade de proporcionar 'governabilidade' democrática; isto, sem falar na corrupção e na negligência no serviço público, instituições de direito frágeis e administrações diretas com baixa credibilidade junto à população – fatos, estes e outros, comuns entre os 05 recém promovidos ao posto de potencias globais.

Os países que concentram a maior quantidade de favelas e áreas urbanas periféricas em todo o planeta são China, Índia e Brasil, respectivamente; 05% é o número composto por cidadãos listados entre os mais ricos ou que concentram 95% da riqueza total produzida em cada nação desta (em média); saneamento básico, serviço de saúde e segurança pública e educação não estão no forte destes Estados, estando avaliados abaixo da média dos 50 países mais ricos.

A China, por exemplo, produziu 40 milhões de milionários nos últimos 10 anos, resultado consequente de acumuladas altas que variaram entre 08 e 12% de crescimento do PIB no período; mas, estamos falando de um país com mais de 1,3 bilhões de habitantes, cujo qual, somente agora em 2011 foi que sua população urbana ultrapassou a rural, em termos absolutos, em 1% (51% da população chinesa, agora, é urbana).

Não é necessário consultar os relatórios da UNESCO (a fonte dos dados até aqui comentados) para tomar conhecimento de causa destas informações. Basta respirar a realidade de cada uma dessas nações, com as maiores manchas de poluição atmosférica e fluvial e índices de desmatamento que passam da casa dos 20%. Trânsito caótico, péssimas condições de deslocamento urbano, transportes públicos com problemas de superlotação e vias públicas ineficientes no escoamento de veículos, são apenas alguns buracos que o crescimento econômico não conseguiu tapar até hoje...

O metrô de São Paulo, para que se tenha ideia, percorre o equivalente a 76 Km de linha férrea em toda a sua região metropolitana, enquanto que o ideal avança a casa dos 400 Km; não se verifica qualquer registro de rio não poluído em NENHUMA cidade com mais de 500 mil habitantes de quaisquer um dos 05 BRICS; a massa de CO2 que encobre a faixa entre Xangai e Pequim tem um diâmetro equivalente à distância entre os estados da Paraíba e do Acre, sendo uma das regiões mais poluídas do mundo.

Ora, isto é pouco, se mencionados os mais de 100 Km de engarrafamento urbano-rodoviário, as redes de abastecimento de água 'potável' entupidas de nitrato e cloro e os amontoados de lixo e resíduos esgotados a céu aberto que se acumulam nos seus perímetros urbanos...

Enquanto milhões de pessoas tiverem que se sujeitar à miséria, a impunidade usufruir de cadeira privilegiada na gestão pública, jornalistas e oposicionistas forem perseguidos e assassinados e a negligência sobre o interesse público tomar partido nas decisões políticas daqueles que são MUITO bem pagos para servir à população, ser um BRICS é ter MUITO, MUITO pouco o que comemorar.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 24/04/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 19º Mundo Cão - Autoajuda com o Pé no Chão

22 de abr de 2012

15º Ensaio Cultural - Quem aconselha amigo é... ou seria inimigo?

"Com um bom conselho, antigamente ganhava-se um camelo; hoje, a inimizade", diz um provérbio árabe.  Isso foi dito pela primeira vez nas arábias em uma época que desconheço, porém a sua validade aqui e hoje permanece inegável. Já não se pode mais usar um outro provérbio de mesma origem que nos diz "o teu irmão é aquele que te dá um conselho honesto", embora com este eu concorde em gênero, número e grau. Eu sou muito grato a um amigo que saiba me aconselhar quando eu preciso. Acolher um bom conselho é uma ótima forma de superar suas próprias limitações. Como é impossível a alguém ver de forma imparcial as suas decisões, ações e pensamentos, uma visão de terceiro é imprescindível para que observemos nossas próprias falhas. Estas, é óbvio, não podem ser por nós mesmos observadas a não ser que o resultado indesejado esteja diante de nós. Dessa forma, nada tem a mesma importância que um bom conselho para se alcançar o sucesso. Como pode, então, este ser tão mal recebido hoje? Por que está sobrando a oferta mas não há procura?

Um dos motivos seria orgulho. É um fato consumado que muitos não querem receber conselhos por serem demasiado orgulhosos. Aconselhar, portanto, é uma afronta. Tomar um conselho de outrem é rebaixar-se e deixar de ser autodeterminado. Embora creia-se fortemente nisso, sua validade é duvidosa. Francis Bacon dizia que "os mais sábios príncipes não devem pensar ser uma diminuição de sua grandeza, ou derrogação de sua suficiência, confiar em conselho". Eu acrescento às palavras de Bacon que os príncipes que não confiam em conselhos são de natureza despótica, que não possuem a autoconfiança que aparentam, mas profunda soberba. Os "príncipes" de hoje - daqueles que encontramos em cada esquina, sem nobreza e detentores de títulos insignificantes - são déspotas ainda mais altivos.

Outro fato que contribui para esse fenômeno é a crise da comunicação humana que enfrentamos hoje. As intenções por trás de cada ato enunciativo são suspeitadas, nunca compreendidas. Há uma esquizofrenia paranóide dentro de todas as pessoas que é aconselhada: "por que você está me dizendo isso?", "qual é o seu objetivo?", "tá querendo me usar?". Ademais, quem aconselha também não está livre das más interpretações e dos males da arrogância. Geralmente emite-se a opinão com um ar altivo, dando a entender que está em nível superior de quem aconselha, mesmo que não o esteja. O aconselhado, em reação, tenta se colocar por cima ignorando o aviso. "Quem é você para dizer o que eu devo fazer?". Assim, a face de independência é preservada, mesmo que sejam desastrosas as consequências. 


Estas motivações evidenciam o decrescimento do bom senso. A base para este ódio ao conselheiro está em um sentimento presunçoso aliado a uma eterna posição de defesa do ego.


Enfim, não podemos negar que precisamos os avisos e opiniões daqueles que têm algo a dizer e nos edifica, pois eles veem em nós aquilo que nós mesmos somos incapazes. Deixar o orgulho de lado nessas horas pode ser bem necessário. Sobretudo, ver o conselheiro como amigo e não como inimigo é um passo à frente. Neste mesmo momento, em que lhes dou a sugestão de se abrirem aos bons conselhos, estou sendo um conselheiro, algo moralmente reprovável na nossa sociedade. Afinal, quem sou eu para dizer o que você deve fazer?


Autor: André Marinho | Criação: 22/04/2012 | Objetivo: www.ligadosfm.com

21 de abr de 2012

Reboot #4: Rock Potiguar

Bom dia, boa tarde e boa noite, caros turistas desse mundo plano. Hoje, nessa coluna que recebe o nome singelo de Reboot, irei falar do principal blog de música das redondezas...






Não me batam agora, por favor. Eu sei que existe vida inteligente fora do Rock Potiguar e conheço o trabalho de blogs como o Fuga Underground, que já foi Esse Não Manja e antes nem sei o quê. Eu sei que todo mundo que adora música deve ter uma lista de favoritos e que essa lista até pode não incluir o Rock Potiguar, o que é uma blasfêmia, permita-me dizer. Enfim, minha coluna, meus gostos.


Já que tiramos isso do nosso sistema, vamos entrar no túnel do tempo direto até o ano de 2003. Nessa época eu era um nerdzinho franzino estudante da escola estadual Walfredo Gurgel, em Candelária, que gostava de escutar muita MPB e Bossa Nova, tudo por influência do meu pai. Ainda lembro a primeira mix tape (fita cassete com músicas de bandas variadas), que um amigo me emprestou. Nela tinha Offspring, Nirvana e System of a Down, tocando alto no meu walkman fudido. E assim começou minha ótima relação com o rock. Naquela época, era bastante difundida a cultura de estilos, como grunges, punks e góticos orbitando desde a Ribeira até o Natal Shopping. Bem bizarro e divertido. 

Hoje em dia a gente não vê tanto isso. As pessoas se vestem menos para expressar um estilo musical, exceto no caso dos emos, hipsters e pseudo-hipsters que a gente vê por aí. Nas palavras do principal autor do Rock Potiguar, Rodrigo Cruz: "Há quem diga que os últimos anos foram de recesso para a criatividade e efervescência rocker no Rio Grande do Norte. Pode até ser, mas esse recesso acabou em 2011 e ninguém muda esse fato". Algumas bandas voltaram à ativa, outras ainda estão tentando como a Zero8Quatro, mas será que a gente ainda vai ver aquela turma reacionária de dez anos atrás andando por aí?

Então tá, vamos falar mais de Rock Potiguar e menos de devaneios. Surgiu em 2004 com a proposta de falar de Rock. Desde então a, digamos assim, marca Rock Potiguar se tornou muito maior do que o próprio site, como uma produtora de shows e bandas e até um prêmio musical. O cabeça dessa quadrilha de headbangers é o caríssimo Rodrigo Cruz, editor multi-tarefa e conhecedor da arte que Daniel Sam domina. Além dele, o site conta com a presença marcante de figurinhas carimbadas nos shows, que são: Melky Medeiros, Shilton Roque, Gabriela Medeiros, Bruno Bruce, Leandro Neanderthal e Andressa Ramalho. Vale a pena ler a descrição dos integrantes da equipe só para rir com as críticas gentis ao trampo do pessoal por lá.

O site é lindo. Eu não conhecia bem o trabalho deles antes do show legendário de estréia do novo site, onde tocaram bandas como AK-47, Calistoga e a brutal Matanza, então não posso comparar a evolução deles no design, mas posso dizer que o site atual põe alguns maiores por aí no chinelo. Eu fiz uma crítica não muito construtiva nos comentários da extinta seção de humor deles sobre os espaços laterais em branco e as seções sem conteúdo que ainda têm o texto: EM BREVE, mas como meu humor é sempre rejeitado e mal-interpretado, recebi um salga como resposta do Rodrigo. Foi mal ae, cara.

O Rock Potiguar tem também uma área muito útil para as pessoas que querem curtir uma noitada com rock em vez de sertanejo, forró ou pagode. Nada contra quem goste disso. Todo mundo é filho de deus, menos os micareteiros. Quem quiser dar uma conferida na agenda desse final de semana, clique-me. Se bem que já perderam a noitada de ontem que deve ter sido incrível, em comemoração aos dois anos da Casanova Escobar, que contou com Mc Preguissa, Dusolto, Talma e Gadelha tocando no Galpão 29...

Então por hoje é só. Espero que vocês gostem do Rock Potiguar e acessem. De vez em quando eles divulgam promoções interessantes e albúns de bandas do RN na íntegra para download. Eu já baixei o novo da banda Venice e tou aqui escutando. Críticas, sugestões e citações de Walking Dead nos comentários.


Autor: Mozart Maia - Criação: 21/04/2012 - Objetivo: www.ligadosfm.com.br

20 de abr de 2012

7ª Promoção Cultural - Ligados na Encruzilhada


Ligados na Encruzilhada


Olá famintos por literatura do Ligados!

Estamos com mais uma promoção para abalar a capoeira aqui no blog do Ligados FM. Desta vez estamos sorteando um exemplar autografado da obra Encruzilhada, do grande autor, resenhista e incentivador cultural Ademir Pascale! E para participar desta vez basta seguir o @LigadosFM e o @AdemirPascale no Twitter e twittar a frase “Estou seguindo do @LigadosFM e @AdemirPascale e quero um exemplar do livro Encruzilhada!”

Regras -

1° Siga o Twitter: 
2° Siga no Twitter: 
3°Twite a frase: “Estou seguindo do @LigadosFM e @AdemirPascale e quero um exemplar do livro Encruzilhada!”  
3º Promoção válida apenas em território nacional (BRASIL)
4º Validade até: 27/04/2012 às 15h

Saiba um pouco mais deste super livro!

Informações sobre o Livro: 


Nome do Livro: Encruzilhada
Número de Páginas: 104 Páginas
Autor: Ademir Pascale
Gênero: Terror e Sobrenatural
ISBN: 8563586335
Editora: Literata

Sinopse: Um padre ganancioso, frio e calculista, através de um ritual macabro, liberta um dos cinco príncipes do inferno. Um jovem de dezenove anos passa por problemas amorosos, financeiros e familiares. Um pugilista, cansado de ser humilhado desde a infância, tenta alcançar a fama a qualquer preço. Três pessoas distintas, mas que possuem uma forte ligação.Conheça o livro Encruzilhada, e esteja preparado para adentrar no mais íntimo do Sobrenatural.

Entre no site do Autor: www.cranik.com
Entre no site do Livro: www.odesejodelilith.blogspot.com
A venda nas Livrarias: Sobrenatural; RPGBrasil; Cultura; MatinsFontes

Autor: Felipo Bellini      Criação: 20/04/2012      Objetivo: www.ligadosfm.com

Obs: Comente o que você está achando dessa nova promoção do Ligados e nos ajude a melhorar!

3ª Entrevista Literária - Gustavo Diógenes

Saudações, leitores, tudo bem com vocês? Gustavo Diógenes tem apenas dezoito anos e já desbrava a ficção cientifica em terras potiguares, com o seu livro de estréia Acáci – Mundo 17. A obra foi prefaciada por ninguém menos que o poeta Sanderson Negreiros, que o aclamou como “Pequeno Gênio”. Autor independente, reside em Natal-RN. 

Para mais detalhes a respeito de Acáci, sugiro que não deixem de ler a resenha feita pelo André Marinho em sua coluna “Resenha Crítica”, também pelo Ligados FM. Mais Detalhes.

O autor Gustavo Diógenes

Ligados: Como surgiu a ideia do livro Acáci – Mundo 17? 

Gustavo Diógenes: Em 2009 comecei a obter uma noção de quem eu era, como pessoa. A escrita foi a maneira que eu encontrei para refletir sobre o assunto e deixar uma marca concreta, reconhecível, do meu raciocínio. 
Escrever, para mim, se tornou algo semelhante a tirar uma foto numa sala escura. Durante a fração de segundo que durava o flash eu conseguia ver o que havia nela, e a foto me permitia recordá-la e examiná-la com cuidado, mais adiante. 
Acáci surgiu a partir de muitas "fotos", contos, e que lentamente juntei até criar algo que pudesse "se manter" sozinho como uma obra. Quando senti que estava completa, a declarei finalizada. 

Ligados: Há quando tempo você está engajado na Literatura? Poderia nos contar como tudo começou? 

Gustavo Diógenes: Como leitor, estou envolvido desde que me conheço como pessoa. Livros sempre foram muito presentes na minha vida, e sempre fui motivado a ler. 
Comecei com leituras simples e, ao longo dos anos, comecei a apreciar obras que incitavam discussões mais profundas. Existenciais, psicológicas, sociológicas e científicas. Também foram muito importantes as aulas de Literatura que tive, desde jovem. Nelas aprendi a enxergar as mensagens e detalhes nas histórias. 
Como escritor me engajei em torno de 2009, quando comecei a escrever com dedicação e disciplina. Antes disso já tinha escrito algumas histórias sem muita profundidade, como experimentos, desde 2007. As abandonei, sem remorsos, em favor de Acáci.

Ligados: Como jovem autor, certamente você teve que enfrentar inúmeros obstáculos e dificuldades. Como conseguiu publicar o livro? 

Gustavo Diógenes: Eu tive a felicidade de ter ao meu redor muitas pessoas me incentivando. Minha família, que nunca parou de me apoiar e criticar meus textos de maneira construtiva, meus professores, que sempre ajudaram com os conhecimentos que possuíam, amigos e amigas, que sempre estavam dispostos a opinar sobre meus rascunhos, e muitas pessoas que passaram a apostar em mim após lerem meus manuscritos. 
Chegar à publicação foi difícil e cansativo, e houve momentos em que pensei que não conseguiria fazer um livro de qualidade. Mas, com o apoio de tantas pessoas que confiaram em mim, eu pude me concentrar na qualidade do livro. Pude me dedicar ao máximo. Assim, a publicação foi possível. 

Ligados: Que tipo de obra te atrai como leitor? 

Gustavo Diógenes: Obras que contenham reflexões e uma psicologia sólida em suas personagens. Quando leio, meu objetivo é aprender algo com a obra e integrá-la à minha vida. Noutras palavras, aprender com os pensamentos de outra pessoa. 
Nem é muito importante, na escolha das minhas leituras, se concordo com as ideias colocadas, se os personagens me atraem ou se a história é ficção ou baseada em fatos reais. O que quero é me colocar no lugar de outra pessoa e ver pelos seus olhos, aprender com seus fracassos e sucessos. 
Se o livro possibilitar isso, provavelmente me agradará. Se você se permitir, é sempre possível aprender algo com alguém e crescer com isso. Portanto, não há muitas temáticas que não me atraem.

Ligados: Não é fácil ser um escritor no Brasil, e principalmente no Nordeste brasileiro. Você acha que a nossa região possui espaço para a Literatura? 

Gustavo Diógenes: É inquestionável que o público leitor no Nordeste, e no Brasil, não é muito grande se comparado com o de outros países, e já foi provado que expandi-lo não é uma tarefa pequena. Eu já fui a muitos lançamentos de livros, e pude presenciar de perto a tristeza que é ver poucas pessoas num momento importante como esse. 
Ou seja, eu presenciei a fraqueza do mercado de Natal. Mas, depois de Acáci, eu estou um pouco esperançoso. A resposta do público, tanto em vendas quanto na reação dos leitores que conheci, foi muito boa. Isso me faz pensar que, embora o espaço não seja muito grande, talvez ele seja possível de explorar de maneira minimamente satisfatória. 
Isso sem falar que a globalização permite, pela Internet e outros meios, que publicações tenham um marketing mais direcionado ao público que lhes interessa. Hoje é uma opção não publicar em formato físico, embora ainda incomum no Brasil. Essas alternativas talvez tragam benefícios para a Literatura brasileira, penso. 

Ligados: Comente um pouco sobre o Acáci – Mundo 17. 

Gustavo Diógenes: De maneira sucinta, Acáci - Mundo 17 é a história de um planeta e as pessoas que o habitaram. A narrativa se inicia com as origens do planeta e da vida, e segue até o seu "fim." 
Por ser um planeta diferente do nosso, não há humanos. Mas as espécies e pessoas presentes em Acáci, mesmo sendo tão distintas fisiologicamente e psicologicamente, não deixam de expressar conflitos e dúvidas semelhantes às nossas. 
Ou seja, por meio do diferente tentei retratar as semelhanças que nós humanos temos, muito embora não as enxerguemos normalmente.

Ligados: O seu livro tem várias histórias relativamente independentes que mantêm uma relação de unidade com o todo. Como foi o processo de escrita de Acáci? Você já escreveu cada um dos contos tendo em mente uni-los em um só universo? 

Gustavo Diógenes: A princípio eu escrevia os contos sem muita preocupação com a união. Apenas me importava com a qualidade e não impus grandes limitações nos recursos que usei. Quando eu tinha um número considerável de contos concluídos, e julguei que podia usá-los como uma fundação para algo maior, escolhi os melhores e assim "nasceu" Acáci. 
A partir desse momento comecei a dedicar um maior foco à história do planeta como um todo, e delineei alguns princípios que queria seguir. Por exemplo, decidi que não queria colocar um "vilão" em nenhuma das histórias. Embora houvesse antagonistas e protagonistas, nenhum poderia ser considerado de fato "bom" ou "malvado." 
Também tomei a decisão de não tentar fornecer respostas a certos questionamentos, especialmente os de cunho religioso ou espiritual. Trabalhei de forma que muitos eventos na história podem ser compreendidos tanto de uma maneira científica quanto espiritual, para que qualquer leitor, independente de seu posicionamento no assunto, se sentisse respeitado e pudesse tirar alguma coisa da leitura. 
Depois desses princípios, modifiquei alguns detalhes dos contos originais para se encaixarem um no outro de maneira mais fluída. Solidifiquei as espécies presentes em Acáci e comecei a trabalhar no desenvolvimento dos temas centrais. 
A partir do Terceiro Ato os acontecimentos começam a se interconectar, construindo lentamente o final da história, que deveria seguir um último princípio; deveria ser um fim completo por si só, sem a necessidade de, digamos, uma continuação direta. 
Conforme o final se aproxima na narrativa, fica cada vez mais fácil identificar quem são os protagonistas e antagonistas. Comecei a escrever pensando no universo, e não no local. Torna-se notável quem são os protagonistas e antagonistas da história. 

Ligados: O escritor Isaac Asimov, autor de inúmeras obras importantes de ficção científica, escreveu um livro que também é dividido em atos, assim como 'Acáci', chamado' Eu, Robô'. A sua obra sofreu alguma influência do autor russo?

Gustavo Diógenes: Fui influenciado por Asimov, mas não pela obra "Eu, Robô." Embora eu possua um exemplar, não o li ainda. 
A obra de Asimov que me marcou mais profundamente foi a Trilogia Fundação. Eu a li quando estava próximo de terminar Acáci. Soube dela depois de ler uma das coletâneas de contos organizada por Asimov, e como a proposta de contar a história de um "planeta", Fundação me lembrou da minha própria obra, e comecei a lê-la.
A Trilogia Fundação me fez refletir sobre como eu poderia contar a história de uma civilização. Mas, como a li muito próximo de terminar a escrita do livro, a influência foi leve e somente presente em uma parte não muito grande, próxima do fim.
Mas houve uma outra influência de Asimov, mais inicial, fácil de perceber, mas, na minha opinião, menos importante. Foi a maneira favorável como coloquei robôs e inteligências artificiais em Acáci, especialmente no primeiro conto. Mas não quero me aprofundar muito nesse assunto, já que pode tirar um pouco da surpresa e do prazer da descoberta em certos contos.

Ligados: Que outros autores te influenciam? 

Gustavo Diógenes: Até a conclusão de Acáci tive muitas influências de José Saramago, Italo Calvino, Machado de Assis, Sartre, Graciliano Ramos, Dostoievsky, Michael Frayn, Aldous Huxley e Oliver Sacks. Mas, desde a publicação, já acumulei outras, especialmente Sanderson Negreiros, James Joyce, Clarice Lispector e Toni Morrison. 

Ligados: Já pensa em outros trabalhos? 

Gustavo Diógenes: Eu tenho uma ideia para um próximo livro, mas vejo que esse projeto exigirá muito tempo e esforço meu. Como estou estudando para o Vestibular, tomei a decisão de iniciá-lo só após ser aprovado em Medicina. 
Ocasionalmente, em um momento de descanso, escrevo uma coisinha ou outra para não enferrujar, não relacionadas a esse projeto. Mas não tenho intenção de publicar esses trabalhos pequenos.

Ligados: Você falou que abandonou diversos textos em favor de Acáci, e que atualmente permanece escrevendo. Poderia nos falar um pouco sobre eles, de maneira geral?

Gustavo Diógenes: Meus textos anteriores eram, de maneira geral, comédias com um pouco de crítica social. Embora agradassem aos que os liam, não me satisfaziam como pessoa. Eu não os sentia como algo valioso para mim, que servisse para passar uma mensagem que eu conhecesse bem e julgasse importante. Não me via, como pessoa, naqueles textos.
Abandonei esse estilo quando comecei a estudar e compreender certos conceitos de filosofia e psicologia. Encontrei um estilo mais legítimo comigo mesmo.
Os meus textos recentes, após Acáci, não tem nada de realmente bom ou incrível. Preciso me dedicar muito a uma história para que seja boa, portanto não posso fazê-lo enquanto estudo para o Vestibular. O que escrevo atualmente são esquemas ou explorações rudimentares sobre ideias, conceitos, personagens ou técnicas que quero explorar no futuro. Nenhum deles cresceu a ponto de se tornar uma história de fato. Os escrevo, principalmente, para não perder a prática e guardar ideias para o futuro, sem me importar com qualidade. 

Ligados: Gostaria de deixar algumas dicas para quem está se iniciando na Literatura? 

Gustavo Diógenes: Seja sincero no que você escreve e fale sobre o que você julga importante. Não tenha medo de expor suas fraquezas pessoais ou de descobrir coisas que não gostaria de descobrir. Tenha um compromisso com a sua verdade pessoal. 
Mas lembre-se que também é importante ter humildade e reconhecer quando você não conhece bem o assunto. Nesse caso, a solução é pesquisar e estudar. Não se sinta intimidado pelo desconhecido. Se avaliarmos com cautela, a realidade é que não sabemos quase nada sobre o mundo ao nosso redor. O desconhecido é uma constante nas nossas vidas. 
E, talvez o mais importante, cada pessoa escreve e pensa de sua própria maneira. Talvez, para você, seguir esse meu conselho não dê certo. Depende de qual seu objetivo. Então, não se preocupe muito com conselhos de escritores. Apenas faça.

Links com o seu material:
Site: acaci17.com
Como adquirir sua obra: O livro pode ser adquirido na Livraria Siciliano, Nobel ou Potylivros (Natal-RN), ou pelo site da Livraria Cultura.

Ligados: Considerações finais. 

Gustavo Diógenes: No site do livro está disponível, gratuitamente, dois capítulos da história. Interessados que estejam em dúvida quanto à qualidade ou como ele é podem tirar suas dúvidas ao lê-los. E preciso agradecer ao Ligados FM pela chance de ser entrevistado.


Autor: Thiago Jefferson - Colaborador: André Marinho - Criação: 20/04/2012 - Objetivo: www.ligadosfm.com

17 de abr de 2012

19º Mundo Cão - Autoajuda com o Pé no Chão


Ninguém ouse pensar em sucesso sem esforço. Há quem acredite na sorte, no destino, na morosidade dos fatos e na ajuda divina, porém, poucos são os que creem nestes e em outros mais e os somam aos seus esforços. Crucificar o tempo livre, as horas na frente da TV, as ‘cervejinhas’ com os amigos, ao futebol dos sábados a tarde ou até das 08, 09 ou 10 horas de sono dormidas todas as noites são cruciais para o sucesso e para a realização (por menor que ela seja).

Resultados requerem dedicação e empreendimento de tempo, inteligência emocional e prática e planejamento com foco em objetivos e metas. Isso mesmo! Ninguém se empreende em algo sem, ao menos, saber onde quer chegar. Tem que, antes de tudo, saber aonde ir, quais trajetos seguir, quais atalhos rumar.

Dormir mais cedo e acordar mais cedo, separar horários a cumprir dentro de casa, alimentar-se na hora certa e abrir mão de gastos e investimentos outros em determinadas coisas com o intuito de obter o luxo sagrado de todos os dias, fins de semana, etc., são razões do agora que podem ficar lá para mais tarde! Por que não? Isto é só a metade do caminho (e não o todo da vida), porque há de se ter ideia a respeito do que se fazer.

Abrir um negócio, passar em um concurso público, conseguir um emprego melhor ou uma promoção no trabalho? Isto tudo faz parte. Em todos eles, é necessário qualificação, mais trabalho, mais esforços, enfim, alocação de recursos de um lado para o outro.

Dedicar 06 ou 08 horas por dia é pouco, quando se quer abrir um negócio sem ter que, necessariamente, deixar o emprego; o mesmo é valido para a auto qualificação ou para a obtenção de aprovação em um concurso público. O diferencial, distindo do que quase todos acreditam, não está no conhecimento adquirido, no status obtido com a promoção ou na conquista de novas aquisições. Está no tempo dedicado e no modo como empreende-se este tempo e o interage com o quesito DISCIPLINA. Esta é a fórmula!

Tempo requer dedicação. Quanto mais dele dermos, mais teremos dele para nós! E a única ferramenta da qual dispomos para obter e oferecer tempo é o esforço. Abrir mão, cansar, suar, ou seja, tudo o que resultar energia a ser reposta. É disto de que precisamos. É deste tipo de boa vontade!

Se verificarmos, boa parte das pessoas as quais nos rodeiam joga seu tempo fora com outras coisas. Ás vezes, até no ócio, buscando por razões nada óbvias, as quais, na verdade, em nada as interessam. Em todas as esferas da vida, das rodas sociais, do governante ao gerente da empresa, do jornalista, do estudante ou do professor. As pessoas, ainda que bem sucedidas, poderiam usufruir de condições melhores. Não necessariamente trabalhando demais e divertindo-se de menos, porém, investindo melhor o seu tempo.

Quantas pessoas com perfil assim, tão avassalador, tão eficiente e perfomático, conhecemos? Talvez, ninguém! Porque as pessoas, a maioria delas, têm medo de empreender-se em algo de que verdadeiramente gostam ou que sabem tão bem fazer. De verdade, elas têm receio das consequências as quais um recomeço pode trazer. Todo recomeço requer esforços além do necessário, se comparado aos momentos de calmaria e estabilidade.

Creio mesmo é no fato de as pessoas terem medo de trabalhar um pouco mais agora para poderem trabalhar bem menos lá na frente. E acabam sempre nessee ciclo vicioso de viver trabalhando demais.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 17/04/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 18º Mundo Cão - O Preço é Justo!

16 de abr de 2012

2ª História Mal-Contada: Um Problema Insular

Olá caros leitores, como têm passado? Bem, depois de conversar com uma lagosta, sentado à beira da praia, tenho mais uma coisa para contar, acontecida logo em seguida. Sentem-se novamente. Sim! Aqui na areia mesmo, para que eu possa contar esse fato a todos vocês.

Ainda estava sentado à beira do mar. Permaneci a olhar o horizonte, sob o efeito hipnótico das ondas que iam e vinham, vi que o sol iniciava sua caminhada final na abóboda celeste, começando ao reflexo laranja por parte das águas marinhas. Estava refletindo qual era a razão de me encontrar naquele local, quando repentinamente um movimento estranho nas águas me chamou atenção.

Uma espécie de luneta marinha fazia uma observação dos lados, como se algo procurasse. Passando dez minutos, a luneta saiu, dando espaço para um objeto de cor escura, que emergiu das águas. Uma espécie de tampa em seu canto superior se abriu, e de lá saiu um ser humano, vestindo uma espécie de roupa de mergulho. Pulou nas águas e nadou em minha direção. Eu observava tudo acontecendo ainda meio perplexo.

Chegando à praia, caminhou em minha direção e ao mesmo tempo retirava toda parafernália de mergulho, abrindo espaço para um uniforme militar que estava em baixo de toda roupa preta de mergulho. Apontou-me uma antiga pistola e me ordenou:

-Ok! Acabou para você! renda-se! - ordenou o estranho.

-Hã?! - Rende-me em nome de quem? - perguntei enquanto ele observava para os lados. Comecei a notar que ele parecia meio tonto também.

-Essas não são as ilhas do atlântico sul que foram invadidas pelos povos da Prata? - indagou, coçando a cabeça e guardando a arma na cintura.

-Não, aqui é a ilha da terra de Nenhum-Lugar....

-Putz! quer dizer que eu vim parar aqui! Agora meu alto comando vai me matar!

-Calma! por acaso seu país esta em guerra?

-Sim, desde que os povos do país da prata invadiram nossas ilhas no atlântico sul, nos encontramos em guerra contra eles.

-Qual o seu país?

-Eu venho da Terra dos Anjos. Tem esse nome devido às tribos dos meus antepassados terem cabelos de cor amarela.

- Onde fica seu país? Nunca ouvir falar nele...

- Pode parecer engraçado, mas meu país também é numa ilha. Porém, bem mais ao norte daqui...

-Por que o povo da Prata está em guerra contra a Terra dos Anjos?

-Eu já disse! Eles invadiram um território nosso no atlântico sul! Esse povo alega que nós tomamos o território deles em 1833. Contudo, nós estamos lá desde 1690, quando um navegador John Strong, de nossa terra, por lá instalou uma povoação. Em virtude de conflitos que nossos povos tiveram por outros lugares, contingentes tiveram que ser retransportados, mas nós nunca deixamos de declarar a posse das ilhas. Quando o povo da Prata estava em processo de independência contra os hispânicos, em 1816, afirmou que as ilhas eram deles. Oras! Quase duzentos anos depois de nós temos as ilhas em nossas posses! Como se não fosse o bastante, começaram a mandar expedições para ocupar nosso território. Então, em 1833 mandamos uma expedição para consolidar nosso domínio lá.

-Nossa! que coisa... E a população atual que mora lá, se considera mais para o lado da Terra dos Anjos? ou para Terra da Prata?

- 87% das pessoas que se encontram lá afirmaram que nem de perto querem pertencer às terras dos povos da Prata!

- Nossa! Então realmente não vejo nem o porquê de tanta discussão sobre essa soberania, me parece birra de crianças...

-É! Por isso tenho que chegar à ilha para fazer o desembarque. Desculpe-me a grosseria, mas não posso continuar conversando nessa bela terra de Sir Tomás Morus; tenho um tempo cronometrado para o ataque. Você saberia me informar em que anos estamos?

-2012...

-É O QUÉ!? Nossa! agora sim estou perdido! Não só espacialmente como temporalmente. O conflito já deve ter acabado há uns trinta anos! Tenho que voltar correndo para a base.

Então o estranho foi embora. Virando-me as costas sem nem conseguir terminar a frase, começou a correr, enquanto o cachecol tricolor: vermelho, azul e branco cintilava no ar...

-Espere! -gritei. - Qual seu nome? - Ele virou apenas a cabeça, como que num final de filme, com um sorriso meio misterioso, olhar profundo e disse:

-Sou Antônio Cary, visconde de Falkland... Mas, alguns me conhecem mais por Malvinas.

Voltou a correr em direção ao seu estranho barco que nadava por debaixo das águas. Quanto mais ia o sol mais ao horizonte se punha. Rapidamente me levantei e gritei:

-Falkland! Posso alistar-me junto à ti?

Autor: Douglas Cavalheiro

criação: 16/04/2012

objetivo: www.ligadosfm.com

15 de abr de 2012

Resenha Crítica e Ensaio Cultural são agora quinzenais

Saudações, leitores. Venho hoje anunciar algumas mudanças quanto à rotina das minhas postagens. Infelizmente, já não estou mais tão livre quanto antes. A vida diária tornou-se muito cansativa para mim e tem consumido muito do tempo e energia que eu deveria gastar em minhas colunas. Por esta razão, a partir a próxima semana postarei somente uma coluna por semana e sempre aos domingos.

Haverá um revesamento de postagens: em um domingo, a Resenha Crítica; no seguinte, Ensaio Cultural.

É uma pena que já não possamos mais nos ver duas vezes por semana, mas nós - eu e vocês - só teremos a ganhar com isso. O meu ganho é o descanso mental; o de vocês é a leitura de colunas escritas com maior apreço, devido ao maior tempo que terei para dedicar a elas. Além disso, há um ganho econômico, afinal vocês não terão mais de pensar toda semana em um livro novo para comprar.

Esta não é uma medida definitiva, mas uma solução temporária que se estenderá enquanto eu não conseguir mais manter duas colunas semanais. Assim que eu puder, fiéis leitores, voltarei a postar com a mesma frequência de antes, pois pouca coisa me agrada tanto quanto compartilhar minhas opiniões e recomendar bons livros.

Vemos-nos, então, no próximo domingo! Até mais e leiam bastante!

14 de abr de 2012

Reboot #?: Fora do ar...



Não vai ter coluna Reboot essa semana, infelizemente. Todos chora... :(

Eu estou numa viagem pré-programada com vários imprevistos não esperados (olha o pleonasmo aê), portanto não vai dar para postar nada. Não consegui achar nenhum Wi-Fi livre e não trouxe, inadvertidamente, meu pendrive para cá, então só posso sentar nessa lan house em Copacabana e chorar pra vocês. Mas chorar ao melhor estilo bossa nova, sorry periferia!

Alguns podem dizer, você deveria ter colocado o post pré-programado, Mozart. É, eu deveria, mas como eu sou bem vida louca e desleixado, não atentei para esse detalhe que me parece óbvio agora.

Então é isso aí. Para qualquer um dos meus milhões de fãs, meus melhores abraços e sorrisos. Podem deixar que eu vou levar um saquinho de areia da praia para cada um de vocês. E para passar o tempo até próximo sabadão, fiquem com esse link de um dos melhores sites de jogos em flash do mundo: www.kongregate.com 

20ª Resenha Crítica - Café-da-Manhã dos Campeões



Boa tarde, meus leitores! O livro resenhado hoje é Café-da-Manhã dos Campeões é um clássico de Kurt Vonnegut, publicado em 1973. Sinto muito, mas terei de fazer uma análise reducionista da obra, que para mim é riquíssima em termos estéticos e em conteúdo. Considerem o que eu disser apenas uma pequena parte do essencial.

Café-da-Manhã dos Campeões é um livro peculiar em vários aspectos. A começar pelo enredo: é a história de um Kilgore Trout, um escritor que foi participar de um evento em Midland City e teve sua obra levada a sério demais por Dwayne Hoover, um vendedor de automóveis que ao ter lido isso em um livro de ficção que ele era de fato a única criatura com livre-arbítrio no mundo, acreditou piamente que esta era a verdade. E a loucura por aí não acaba. O encontro dos personagens é apenas um pretexto para contar sobre a vida dos dois em separado até o seu fatídico encontro. E esta história, por sua vez, nos faz cair no riso até não aguentarmos mais. Porém, não pensem que é um riso em vão. É, na verdade, um riso bem sério. Sério e descontrolado.

Como se não bastasse o absurdismo kafkiano da trama, o livro é direcionado a alienígenas, que pouco sabem sobre a vida na Terra. Para explicar a eles cada aspecto da vida terráquea - em especial a americana - o narrador tece explicações simplíssimas, secas e cínicas que nos levam ao riso em cada página. Ninguém nem nada é poupado, nem mesmo os símbolos nacionais como a bandeira e o hino norte-americanos.

Os Estados Unidos sofrem uma exposição da sua mais pura realidade e nada escapa ao sarcasmo de Vonnegut: política, sexo, religião, morte, esporte, arte, canções infantis, castores... Esse efeito é ampliado pelos cômicos desenhos feitos a mão, que incluem um hambúrguer, uma vaca, um túmulo, bandeiras nacionais e até mesmo a fórmula química do plástico. No atual estado cultural do ocidente, podemos, sem medo de errar, estender Café-da-Manhã dos Campeões a um status de espelho da sociedade pós-moderna em geral.

Frequentemente, os fatos que o narrador levanta são à primeira vista são os mais irrelevantes, mas que se provam, no contexto da obra, de suma importância. Há, por exemplo, um grande exagero na quantidade de elementos publicitários na obra. O próprio título do livro, como sabem, é um slogan. Um dos meus anúncios favoritos do texto - talvez por eu concordar plenamente com ele - é o "É mais difícil ser infeliz quando se está comendo - Sorvetes Craigs". Por ter sido escrito na década de 70, acho que a quantidade de publicidade apresentada é até reduzida se compararmos com o que temos hoje. Vivemos a observar uma grande poluição visual urbana, é tão intensa que não nos demos conta de como a maior parte desses anúncios é ridículo. Tão ridículos quanto os da obra de Vonnegut.

Outro elemento que eu vejo presente é a grande falta de questionamento por parte do cidadão comum. Ele acredita nas propagandas, na mídia, consome vorazmente, repetindo os slogans e chegando ao ponto de dar fé a uma obra de ficção como a do personagem Kilgore Trout. E acredita porque tem a necessidade de fazer algo novo para preencher o seu vazio, situação na qual qualquer promessa de solução desse problema é bem-vinda.

Apreciadores de um bom humor negro e politicamente incorreto não podem deixar de ler Café-da-Manhã dos Campeões. É um livro que une o belo ao grotesco e o cômico ao trágico ao ponto de fazer estes se confundirem. Rimos da desgraça alheia sem o menor pudor - e confesso que regularmente abro o livro por esta mesma razão quando bem me apetece.

Aproveitando o tema, vou eu mesmo fazer propaganda: sabem quanto está custando este livro no Submarino? Uma pechincha de R$ 12,90! Isso mesmo, R$ 12,90! Está quase de graça! Não deixem de aproveitar!

Autor: André Marinho
Criação: 14/04/2012

13 de abr de 2012

4ª Criticando Cinema: Um Filme, 100 anos e uma grande história de amor.


Olá pessoal, o Criticando Cinema de hoje é especial por dois motivos, o primeiro é que estamos no centenário do naufrágio do Titanic e o segundo é que um filme de muito sucesso que retrata a história desse naufrágio está de volta aos cinemas em sua versão 3D. É claro que eu estou falando de “Titanic”. Um filme escrito, dirigido, co-produzido e co-editado por James Cameron (Avatar), que também ganhou o Oscar de melhor diretor. O filme foi lançado em 1997 e foi um grande sucesso comercial e de crítica, ganhando 11 prêmios da Academia e 3 Grammys, aproveitando o centenário e a volta do filme ao cinemas vou falar um pouco sobre ele pra vocês.

Sinopse: A jornada de Titanic começa no seu túmulo glacial a quatro mil metros da superfície do oceano. Um ambicioso caçador de tesouros a procura de um diamante de valor inestimável, traz à tona uma história que não foi contada. A tragédia se atenua para descortinar o majestoso palácio que foi o Titanic, onde o destino entrelaça a vida de dois jovens corações.

Enredo: Rose de Witt Bukater (Kate Winslet) é uma jovem de 17 anos, da classe alta americana, desesperada para escapar das rígidas regras de comportamento de sua classe social privilegiada. O encontro fortuito de Rose com um jovem passageiro, de mente aberta da terceira classe, chamado Jack Dawson (Leonardo DiCaprio), abre seus olhos para o mundo que vibra além de sua gaiola dourada. À medida que sua amizade se transforma numa paixão proibida, Rose e Jack dão início a um integrante mistério que ecoa através dos anos, até o presente. Nada na Terra irá se impor entre eles - nem mesmo uma coisa tão inimaginável como o naufrágio do Titanic.

Resenha: Titanic foi o primeiro grande filme que vi (conscientemente) no cinema, na época eu tinha 12 anos e foi ele que me despertou para a magia do cinema, essa magia foi capaz de me levar para o ano de 1912 mesmo que por umas horas. Titanic foi e continua a ser uma das grandes obras-primas do cinema moderno; um verdadeiro gigante cinematográfico que não têm precedentes. Não foi por acaso que ele levou 11 estatuetas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (o tão conhecido Oscar), eu lembro que naquele ano não houve nenhum filme que se comparasse a Titanic, realmente foi à sensação do momento, lembro das filas intermináveis lá no cinema do Natal Shopping (Sim o Natal Shopping teve um cinema), lembro da minha ansiedade junto com minha tia e meu primo naquela fila. 

Bem a história todos já devem conhecer: Jack (DiCaprio) e Rose (Winslet) se conhecem a bordo do maior e mais luxuoso navio da época. Vindos de classes sociais diferentes, os dois jovens se apaixonam e vivem um amor proibido, até que na madrugada de 14 para 15 de Abril de 1912 o navio “inafundável” colide com um iceberg e inicia uma inevitável descida até aos confins mais profundos do oceano. Assim começa uma desesperada batalha pela sobrevivência a bordo do gigante dos mares. 

Titanic tem um nível técnico perfeito, os efeitos especiais não têm uma única falha, e sem falar na trilha sonora magnifica composta por James Horner que nos faz saltar, chorar e vivenciar cada momento do filme de uma forma única, sem contar que a fotografia e a direção de arte são perfeitas, tudo é retratado aos mínimos detalhes, contribuindo para o realismo e qualidade da película. A direção de Cameron é perfeita, ele retrata com detalhes como era a sociedade no inicio do século XX as diferenças de classe social estão extremamente bem retratadas, sendo mesmo um dos pontos fortes do filme (atenção aos os cães da 1ª classe que entram no navio à vontade, enquanto os passageiros da 3ª classe tinham de ficar em filas enormes para ver se não traziam piolhos…). 

Outro grande mérito são as interpretações dos atores (todos), que juntamente com a trilha dão uma tonalidade de drama ao filme. Digam o que quiserem, mas Titanic foi e sempre será uma obra cinematográfica grandiosa, genial, comovente, enfim, um dos melhores que Hollywood já teve para nos oferecer.

Mas um dos grandes problemas do filme acabou sendo um dos seus maiores trunfos, pois Leonardo DiCaprio. Não me entendam mal. Apesar de sua atuação estar a anos-luz do que já vimos em “O Aviador” e “Os Infiltrados”, DiCaprio cumpre o seu papel de tal forma que são poucas as pessoas que não choram no final. Mas o problema é que com este filme DiCaprio tornou-se um sex-symbol, mais do que um ator, as pessoas (especialmente as jovens) olhavam para DiCaprio como um menino bonito. Isto levou muita gente a ver o filme, mas também acabou fazendo com que muitas pessoas começasse a dizer que o filme era ruim ou que era um filme para as jovens, de fato, a coisa chegou a um ponto em que já não se avaliava o filme mais sim o sex-symbol Leonardo DiCaprio! Mas, enfim eu não me canso de dizer, mas a verdade é que Titanic é um dos maiores filmes de todos os tempos! Inesquecível, Genial, Colossal e verdadeiramente Gigante.

E pra terminar gostaria de colocar uma das falas que mais me emocionou no filme, dita pela personagem Rose já velhinha no finalzinho do filme, obrigado pela atenção e até o próximo Criticando Cinema:

“Quando o Titanic afundou, 1.500 pessoas caíram no mar. Seis foram tiradas das águas, incluindo eu - seis entre 1.500. Momentos depois, as setecentas pessoas nos barcos salva-vidas não podiam fazer nada a não ser esperar… Esperar para morrer, esperar para viver, esperar por uma absolvição que nunca viria.”

- Rose - Titanic 1997

Por: Anderson Ricardo
Em: 13/04/2012
Objetivo: www. LigadosFM.com

10 de abr de 2012

18º Mundo Cão - O Preço é Justo!

Parece que a arte e a cultura não está para o potiguar tal qual se dispõe para brasileiros de outras origens, a começar pelo preço dos ingressos para shows e apresentações de artistas de todas as naturezas, até os de nossa conterraneidade – já que o direito ao acesso à cultura e ao patrimônio histórico, por aqui, é algo nada público.

A exemplo do ultimo show do Gilberto Gil, cujo ingresso custou a honraria de pouco mais de R$ 30,00 em solo pessoense, em Natal, um dia após, custava o dobro deste valor nas promoções do site Peixe Urbano, com lá 50% de desconto... Por quê? O que tem de mais pagar R$ 100,00, R$ 160,00, R$ 250,00 pela entrada de um concerto de ponta de um dos maiores artistas da história deste país?

Nada, desde que a média dos ganhos do trabalhador, no plano local, torne coerente o seu acesso a um evento desta natureza, o que não convém com a realidade natalense, com uma das piores médias salarias de todo o território nacional. Temos uma das mais caras medias de preço de entrada em eventos de natureza artística e cultural do país.

É como se Carnatal, shows e concertos nas nossas arenas e teatros e até eventos de perfil alternativo não o fossem concebidos para o natalense. Talvez, para um público mais exótico, de olhos claros, pele alva igual a neve, que teve pouco contato com sol forte e salgado, ou por alguém que não fale o português com nosso sotaque. É! A realidade local, até agora, não deu o seu norte a respeito do porquê ser tão caro sair de casa em Natal...

Lembro que há 08 anos paguei nada mais do que R$ 30,00 por um par de entradas para um dos dias do finado MADA; há 07 anos, não foi diferente e há 06, apesar da escassês emergente de opções de cultura e lazer por aqui, a realidade não o fora assim tão diferente.

Lembro que poucos eram os estabelecimentos que cobravam a taxa simbólica referente ao “Couvert Artístico”. Hoje, o preço o qual se paga não corresponde ao mínimo justo nos quesitos “Qualidade de Atendimento”, “Disponibilidade”, “Operacionalidade”, “Variedade”, e “Estrutura Apropriada”.

Pagamos hoje uma média que varia entre R$ 20,00 e R$ 30,00 (às vezes R$ 50,00), somente na aquisição de um ingresso que dá direito à entrada em um ‘pub’ médio daqui da capital, para ficarmos “até a hora que quisermos” – desde que o nosso desejo de permanência não passe das 02hs da manhã ou antes disto. Estamos em Natal e o que nos resta é ter que adquirir uma entrada pela mesma bagatela nos shows de forró e de música baiana...

Se pararmos para analisar, o que se paga em eventos de pequeno porte e de baixo custo na capital potiguar está exatamente de acordo com os de grande porte realizados em cidades vizinhas, a exemplo de Fortaleza e Recife (cidades bem maiores); os de abrangência ainda maior não vão tão longe assim: Rock in Rio, Lollapalooza, concertos do Roger Waiter, U2, Pearl Jam e até grandes apresentações de orquestras internacionais com turnê exclusiva nos cenários paulistano e carioca. Mas, por que, se estamos em Natal?

Minha intenção não é ser covarde o suficiente, a ponto de colocar João Pessoa como exemplo (até por que, nesta ultima, maravilhosa, por sinal, o clarão do brilho do seu festival de verão deu vertigem nos olhos de qualquer natalense, que amarga um ano inteiro de morbideza e escuridão noturna, recreativa e cultural), mas é difícil de acreditar que 160 kilômetros, tão curta esta distância em termos geográficos, mostra-se um verdadeiro abismo em termos de opção, acesso e diiversidade. Natal é a mais incompetente das 09 irmãs nordestinas, no que diz respeito ao acesso e à oferta de cultura acessível para o seu povo.

As justificativas são das mais diversas. Do custo de manutenção e aluguel das casas de espetáculo à pouca demanda, por parte da população, aos eventos promovidos na cidade (argumento o qual não se configura com a realidade, já que os shows realizados nos nossos mais variados espaços destinados a espetáculos têm atingido recordes de público com o esgotamento de todas as cadeiras), é como se de uma hora para outra Natal tornou-se uma verdadeira zona de perigo para a promoção de eventos. Ou uma mina de ouro... Isto, sem falar na pobreza absoluta no que diz respeito à promoção de espetáculos abertos ao público.

É, parece que domingo não é, mesmo, dia de natalense ir para praça nenhuma (nem aquela lá do pátio da Inter TV Cabugi), muito menos ser um Domingo Melhor em um bosque ocupado por várias mangueiras! Já que nos resumimos a algumas sextas-feiras ou sábados ocasionais...

Quem sou eu para questionar esses caprichos todos da realidade cultural natalense, senão, um próprio natalense?

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 10/04/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 17º Mundo Cão - A Arte de Ser do Contra