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30 de set de 2012

Sem postagens neste domingo

Boa tarde leitores.Sinto muito informar que, devido a problemas particulares, nesta semana não será possível postar minha coluna. No próximo domingo e nos seguintes, as postagens ocorrerão normalmente.

Agradeço a compreensão,

André Rodrigues, escritor das colunas Resenha Crítica e Ensaio Cultural.

P.S.: Leiam a Revista Ligados!

28 de set de 2012

Papo de Gago #11: Papo de Game: Gotta catch them all Pokémon


Olá pessoal, o Papo de Gago de hoje é um bate-papo com a galera da liga Pokémon do RN, onde vamos falar um pouco sobre os jogos da série Pokémon e algumas curiosidades desses monstrinhos de bolso que ganharam o mundo.

Nesse podcast: Descubra como um japonês transformou insetos em monstrinhos de bolso, aprenda a como trolar o seu chefe colocando o nome dele no personagem rival e saiba como trilhar o caminho para se tornar um mestre Pokémon.

Link's comentados no programa:


Link's comentados nos e-mais:


Deixe o seu comentário no post ou mande os seus xingamentos, elogios ou sugestões para: papodegago@ligadosfm.com



Ouça podcast no player acima ou baixe o mp3 clicando aqui

Por: Anderson Ricardo
Em: 28/09/2012
Objetivo:
LigadosFM  
 


 

25 de set de 2012

42º Mundo Cão - #ErrarÉoMano Natalense

O povo natalense pede pressa. Mais de 60% do eleitorado que vota no município do Natal tem baixo nível de escolaridade; 39% não têm o ensino fundamental completo e 22% não concluiu o ensino médio. Restam-nos pouco menos do que 40% de esperanças para que a democracia não somente se consolide, mas, mostre seus resultados benéficos para a sociedade (natalense, neste caso).

É sabido que a coisa de 50% do eleitorado de Natal reside nas áreas periféricas, loteamentos, favelas e subúrbios da cidade. Mais do que 50% do eleitorado da capital potiguar é capaz de decidir uma eleição ainda no primeiro turno.

Enganam-se as pessoas que acreditam em uma eleição resolvida ainda no primeiro turno e que o líder das pesquisas de intenção de voto é quem levará o pleito deste ano. Em 2010, a corrida para governador do Rio Grande do Norte foi decidida em primeiro turno, conquistada por um candidato nada bem colocado nas pesquisas. Carlos Eduardo, atual candidato a prefeito de Natal, foi candidato a governador do RN em 2010 e as pesquisas lá encomendadas davam-lhes o monstruoso resultado maior do que 60% das intenções de voto. Amargou 12% e sequer conseguiu levar a corrida para o segundo turno...

Na corrida atual, suas intenções beiram a casa dos 50%, ainda que algumas pesquisas mostrem sua colocação abaixo dos 48 pontos. No início da campanha, o próprio candidato esbaldava-se com números superiores aos 60 pontos tão almejados por qualquer candidato em início de corrida eleitoral, porém, vem caindo não somente nas pesquisas, mas, no gosto do público usuário das redes sociais.

Sim, a classe média natalense! Boa parte das postagens e dos compartilhamentos sobre política e corrida eleitoral do Facebook e do Twitter não somente se queixa da própria gestão do Carlos Eduardo, como a mostra a conclusão errônea do natalense quanto ao senso de qualidade que se estabeleceu nesta cidade no “pós - Micarla de Sousa”. A Gestão da atual prefeita de Natal foi tão ruim, tão apagada e tão infeliz, que criou-se uma certa nostalgia quanto à administração do ex-prefeito Carlos Eduardo. Acontece que o próprio natalense, agora injuriado com tudo o que se procedeu em sua cidade de 2009 para cá, parece ter esquecido (não dos escândalos envolvendo o referido ex-prefeito) de suas próprias conclusões quanto ao seu atual queridinho candidato lá no final da gestão dele, ainda em 2008...

Há quem acredite que essas conclusões todas serão a matéria-prima que fabricará a decisão do eleitor natalense no pleito deste ano? Sim! Todavia, está enganado quem acredita na veracidade dos números dessas pesquisas.

Pesquisa eleitoral não entra em periferia, em favela, em subúrbio. Vai, sim, aos shoppings centers, aos centros comerciais, às paradas de ônibus da zona sul e até aos estacionamentos. Os números aí expostos revelam as intenções de voto da classe média e não necessariamente da homogeneidade natalense nas urnas. A classe média está revoltada, sim, tal qual a zona sul, os universitários e a massa um pouco mais intelectual da cidade.

Menos da metade dos menos de 40% dos eleitores com algum grau de instrução considerável no papel. Isto, porque uma massa significativa desses eleitores formou-se na 3ª pior rede pública de ensino básico do país. Ou seja, além dos menos de 40% dos eleitores com o mínimo de instrução adequada, ainda temos que aprender a lidar com esta verdadeira falácia da gestão pública natalense e potiguar, a qual se enraizou por anos no tendão de aquiles do povo que aqui vive.

Isto se reflete na qualidade dos vereadores, deputados e administradores diretos que têm se elegido nos últimos anos. A década de 2000 foi verdadeiramente jogada no lixo e, se, por ventura, esta foi a intenção de gente como a candidata à vice-prefeita na chapa de Carlos Eduardo ou de algum de seus aliados, havemos de concluir que eles trabalharam muito bem!

A competência é total, da parte dos nossos gestores públicos de fazerem tudo o que mantenha a integridade de sua permanência nos mais altos cargos públicos da Unidade Federativa do Rio Grande do Norte. Tão competentes, que, ainda que os resultados nas urnas divirjam dos que são mostrados pelas pesquisas, realizadas pelas consultorias em estatística, somente podemos ter o luxo da certeza de uma coisa: erraremos, novamente, nas nossas escolhas.

BETHELL, Leslie (org). Brasil: fardo do passado, promessa do futuro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 25/09/2012

21 de set de 2012

15ª Criticando Cinema: A Palavra de um Homem.

Olá pessoal o Criticando Cinema de hoje vai falar de um faroeste que tem muito mais ação e adrenalina do que os "Cargas Explosivas" da vida, porém com um roteiro simples e de qualidade, fazem de “Os Indomáveis” um filme imperdível com Russell Crowe e Christian Bale sob a direção de James Mangold.

Sinopse: Dan Evans é um jovem fazendeiro que vive com sua família em um modesto rancho. Após ter sua propriedade queimada, ele sai em busca de sobrevivência e acaba oferecendo seus serviços para ao xerife local, que promete uma recompensa em dinheiro para escoltar um perigoso líder de uma gangue, ate o tribunal de Yuma, no colorado. Antes de chegar na estação o rapaz é surpreendido pelo bando do criminoso disposto a tudo para libertá-lo.

Enredo: O filme conta a história de fazendeiro Dan Evans, que enfrenta dificuldades financeiras e está prestes a perder as terras onde vive com sua família. Após realizar mais um assalto a diligência, o perigoso Ben Wade segue para uma pequena cidade do velho oeste. Lá ele é preso e logo é organizado um grupo para levá-lo até uma cidade distante, onde poderá ser enviado à prisão de Yuma através de um trem. Evans se oferece para integrar o grupo, desde que receba uma recompensa financeira que resolva seus problemas. A proposta é aceita, mas fazer com que Wade embarque no trem não será uma tarefa fácil, já que os demais integrantes de seu bando estão vindo em seu resgate.

Resenha: Confesso que nunca tive vontade de ver um filme de faroeste porque eu os achava simplesmente ridículos, com cenários mal feitos em que a pistola do mocinho nunca mais acabaria de disparar balas, e que por mais que o bandido atirasse contra ele, não iria acertar nenhuma. Fora que apenas com a última bala, o mocinho iria matar o bandido e restaurar a paz da cidade. Então eu fui assistir a “Os Indomáveis” e quebrei a cara, pois esse filme não tinha nada a ver com que eu imaginava. É muito, muito melhor. É excelente, emocionante e me faltam palavras para descrevê-lo. Extremamente bem feito, o filme nos transporta à sua época, como se fizéssemos parte de tudo aquilo que vemos em cena.

As personagens são bem construídas e interpretadas com maestria, principalmente os protagonistas, vividos por Russell Crowe e Christian Bale. Os coadjuvantes em nenhum momento são ofuscados pelos protagonistas, sendo, um filme em que tudo se encaixa com perfeição, dos atores a direção, que procura extrair o máximo do elenco. E diga-se de passagem, que elenco viu! Só para começar, dois astros de Hollywood, um já consagrado e outro em plena ascensão, Russell Crowe e Christian Bale, respectivamente. 

Apesar de Christian, com todo seu talento e com a carga dramática de sua personagem, que é o "mocinho”, O Indomável se torna muito legal quando Russell aparece em cena, como um fora-da-lei carismático e charmoso, Ben Wade. A verdade é que o filme se rende a Russell e a sua boa interpretação. Já a fotografia do filme está realmente muito linda e ajuda a quem está assistindo a realmente entra no velho oeste. A direção de James Mangold (Johnny & June) está maravilhosa ele realmente colocou humanidade dentro de cada personagem ali em cena dando uma vida a mais no filme.

Voltando um pouco para a interpretação do Crowe, o legal da personagem dele é que Ben Wade mesmo ele sendo um assassino sanguinário, ou seja, um belo de um FDP, não tem como o espectador sentir raiva dele, em momento nenhum. Não que o fazendeiro interpretado por Christian Bale não tenha o seu valor, pelo contrário, ele é um dos bons exemplos que o filme mostra de um homem honesto, trabalhador, honrado mesmo com o filho mais velho enchendo o saco toda a hora ( infelizmente tem que ter um pentelho na história! ) e a mulher culpando-o pela miséria da família simplesmente com o olhar. Ele é um homem de valores éticos e morais sólidos e não se rende até quando o “Quase Vilão” lhe faz uma proposta tentadora, que muitos homens não hesitariam em aceitá-la.

Então com muito mais ação e emoção do que vários filmes americanos que se propõe apenas em explodir carros sem ter no mínimo alguma explicação plausível (Sim Carga Explosiva eu estou falando de você), Os Indomáveis é muito além disso, é a jornada de homens de palavra que somente querem tomar as rédeas de suas vidas. Os Indomáveis é o filme que recomendo para vocês nesse Criticando Cinema de hoje, e eu gostaria de dedicar esse post a um grande amigo que infelizmente foi morar no andar de cima junto com o Pai. Cicero obrigado por me apresentar esse filme e a sua passagem aqui na terra se depender de mim nunca vai ser esquecida, então mais uma vez obrigado eterno amigo. Até o próximo Criticando Cinema Pessoal.


Por: Anderson Ricardo
Em: 21/09/2012
Objetivo: LigadosFM 

14ª Entrevista Literária - Whisner Fraga

Whisner Fraga nasceu em Ituiutaba-MG, em 1971. Doutor em engenharia, professor e escritor. Participou de inúmeras antologias de contos, a maioria delas oriundas de premiações em concursos literários, incluindo o Concurso de Contos Luiz Vilela, que era considerado o maior certame literário do país. Possui também textos publicados em revistas como a Cult, Bravo!, e a Revista E, do SESC. 

Tem os livros publicados: Seres e Sombras, de 1997, Edição do Autor; Coreografia dos Danados, 2002, Edições Galo Branco; A Cidade Devolvida, 7Letras, 2005; As espirais de outubro, Nankin, 2007; O livro dos verbos, Dulcinéia Catadora, 2008; Abismo poente, Ficções, 2009; O livro da carne, 7letras, 2010 e “Sol entre noites”, Ficções, 2011. 

Lançará amanhã, em parceria com o Ronaldo Cagiano, o livro “Moenda de silêncio”, pelo selo da Dobra Editorial.

O autor Whisner Fraga

Ligados: Como foi o início de sua trajetória como escritor? 

Whisner Fraga: Profissionalmente iniciei a carreira em 1997 com o livro “Seres e Sombras”. Eu banquei a publicação, bem baratinha, de 500 exemplares. Eu achava que essa obra me levaria ao estrelato imediatamente, pois era ingênuo demais. Mal sabia que os contos eram uma porcaria e que a edição ruim não ajudaria em nada. Antes disso eu editava e distribuía fanzines poéticos, que servia como veículo de divulgação de meus versos e também dos de vários colegas. Mas a verdade é que sou escritor desde que aprendi a ler e a escrever. Trabalhei meus primeiros textos com nove, dez anos de idade. 

Ligados: O que o levou a escolher Engenharia e não Letras? 

Whisner Fraga: Eu gosto da Matemática e também da Física e eu sabia que se cursasse Letras teria mais dificuldade para me ajeitar profissionalmente. Eu tinha a convicção, desde muito cedo, que não se vive de literatura no Brasil e, mesmo no mundo, há poucos escritores que conseguem sobreviver dignamente com os direitos autorais oriundos de suas obras. Assim, acreditava que a Engenharia me traria o sossego financeiro de que eu precisaria para poder criar. E foi o que ocorreu. Na verdade, exerci o ofício durante pouco tempo, logo tratei de me qualificar, pois queria seguir a carreira acadêmica, que é afim à literária. Mais tarde consegui cursar Letras e até Pedagogia e posso afirmar que os dois cursos em nada contribuíram para o aperfeiçoamento de minha ficção. Sobre este assunto, gostaria de acrescentar que sou muito curioso e aberto a qualquer tipo de conhecimento. Penso que tudo pode ser assunto para meus livros, basta ser um bom observador. 

Ligados: Quantos e quais livros já lançou? 

Whisner Fraga: Lancei 8 livros: “Seres e sombras”, em 1997, “Coreografia dos danados”, em 2002, “A cidade devolvida”, em 2005, “As espirais de outubro”, em 2007, “Abismo poente”, em 2009, “O livro da carne”, em 2010, “Sol entre noites”, em 2011 e “Moenda de silêncios”, em 2012, livro escrito em parceria com Ronaldo Cagiano. 

Ligados: Você publicou obras em diversos gêneros literários. Qual deles te proporciona maior prazer e por quê? 

Whisner Fraga: Todos os gêneros me dão igual prazer. Não tenho preferência. Estou sempre escrevendo versos e crônicas enquanto trabalho contos e romances. Mas se eu tivesse de escolher, optaria pelos contos. É o gênero que me permite maior ousadia formal. Como o conto é uma narrativa relativamente curta, posso trabalhar melhor a linguagem, tornar o texto mais denso. Eu tento não me prender a gêneros também, de maneira que os livros “Abismo poente” e “Sol entre noites” não podem ser caracterizados como romances ou como coletâneas de contos. Como leitor, gosto de todos os gêneros, não tenho absolutamente nenhuma preferência. Tenho sim, uma exigência: tudo que leio tem de ter qualidade.

Ligados: “Sol entre noites” e “Abismo poente” contam a história da imigração libanesa para uma cidade do interior mineiro. Como surgiu essa ideia?

Whisner Fraga: É verdade. A ideia surgiu porque conheço bastante a cultura deste povo, cresci com uma família libanesa, no interior de Minas Gerais. Mas não são, de maneira alguma, livros autobiográficos. Pesquisei intensamente a história do Líbano para compor as personagens e a trama. Às vezes digo por aí que não há quase nenhuma história nos livros, o que, evidentemente, é uma pegadinha. É que a linguagem presente nos dois livros é muito complexa, trabalhada. Fui acusado até de ser barroco demais. É óbvio que quem fez essas considerações não entende nada de literatura. De resto, o que mais há na literatura é gente presunçosa, que mal lê um livro ao mês. Acontece que hoje os leitores e críticos são preguiçosos e rejeitam tudo que não é fácil. Pode ter certeza que muitos acadêmicos têm “O alquimista” como livro de cabeceira.

Ligados: Em 2010 você publicou um livro de poesias intitulado “O livro da carne”. Porque escolheu este nome, e como planejou a sua estruturação? 

Whisner Fraga: O nome dialoga com um livro que foi muito importante na minha vida, que é a Bíblia. Minha família é muito religiosa, estudei em colégio de padres, fiz primeira comunhão e crisma e só não fui coroinha por timidez mesmo. Hoje não frequento mais nenhuma igreja, mas essa educação cristã me marcou muito. Então “O livro da carne”, que vem resgatar essa minha infância mineira, aborda muito essa questão. A carne transposta para o verbo e para o verso. A estrutura do livro é simples: como falo de minha infância, eu a dividi em três fases: a inocência, a descoberta e o desgosto. 

Ligados: Você lançará, ainda em setembro, o livro “Moenda de Silêncios”, em parceria com o Ronaldo Cagiano. Sinta-se a vontade para fornecer detalhes a respeito da obra. 

Whisner Fraga: É um livro juvenil. Acho que para os padrões atuais de literatura, talvez o mercado não considere a obra juvenil, mas a concebemos assim. Há dez anos escrevemos o livro juntos, mas sem essa de cada um criar um capítulo ou um trecho. Escrevemos juntos mesmo, um interferindo no texto e no estilo do outro. Foi uma experiência muito enriquecedora, aprendi muito com o Ronaldo. Aí deixamos o livro na gaveta, eu sentia que a obra não estava pronta e Cagiano também. Então, há um ano e meio retomamos a obra e a retrabalhamos incansavelmente. Fizemos um trabalho profundo de reescrita e revisão e ficamos mais contentes com o resultado. Em vez de submetermos os originais a editoras, nós o inscrevemos em um concurso do governo de São Paulo e acabamos levando o prêmio. A obra será lançada primeiramente em Belo Horizonte, no dia 22 de setembro, pelo selo da Dobra Editorial. Posteriormente será lançada em São Paulo e no Rio de Janeiro. 

Ligados: Pretende disponibilizar uma segunda edição de “Seres e Sombras”, seu livro de estréia? 

Whisner Fraga: Não pretendo não. Aliás, sempre que encontro uma cópia deste livro em sebos, eu a compro para depois queimá-la. É um livro que eu quero que seja esquecido. O que eu fiz foi separar os melhores contos de “Seres e sombras”, reescrevê-los e adicioná-los às narrativas de “Coreografia dos danados” para uma segunda edição comemorativa deste último, que será lançada em outubro próximo. 

Ligados: Os leitores que têm a oportunidade de ler todos os seus livros percebem que eles dialogam entre si. Esta intercalação é intencional? 

Whisner Fraga: Sim, é intencional. Eu sempre gostei de intertextualidade. Tem outra brincadeira que costumo fazer também, que é copiar frases inteiras de um livro e colá-las em outra obra. Acho isso divertido. Recuperar personagens de uma obra, inseri-las em outro contexto, em outro relato. Todas as minhas obras se comunicam entre si, vou deixando pistas aqui e ali.

Ligados: Tem ideia de quantos Concursos Literários já venceu? 

Whisner Fraga: Não faço ideia. Às vezes vejo escrito no currículo de algum escritor que ele já ganhou mais de duzentos certames e, se a gente for ver, a literatura do sujeito é fraca. Claro, há concursos e concursos. Há colocações e colocações. Por exemplo, uma menção honrosa em um evento caça-níquel entra nessa conta? O que eu posso lhe afirmar, sem arrogância nenhuma, é que já venci os principais concursos de contos e poesias do país. 

Ligados: Possui textos em antologias? 

Whisner Fraga: Também não faço ideia de quantas antologias contam com meus trabalhos. Sou desorganizado, neste sentido. Não guardo matérias em jornais, não faço inventários ou listas. Mas posso citar de cor algumas antologias de que participo: “Os cem menores contos do século”, organizada por Marcelino Freire; “Primos”, organizada por Tatiana Salém Levy; “Geração zero zero”, organizada por Nelson de Oliveira e a antologia da editora alemã Lettrétage, organizada pela pesquisadora Marlen Eckl e que será lançada na Feira de Frankfurt em 2013. A versão brasileira desta antologia será lançada pela Editora Faces, da Bia Willcox e do Zeca Fonseca. 

Ligados: Qual a sensação de ter sido homenageado no Concurso de Contos do Tijuco? 

Whisner Fraga: Foi uma das maiores emoções da minha vida. Não que eu seja vaidoso, é que a homenagem veio de minha cidade natal. Quando eu comecei a escrever, minha grande ambição literária era vencer o Concurso Luiz Vilela, não porque era o maior prêmio literário do país, mas porque era organizado pela minha cidade. Então fiquei cinco vezes entre os dez selecionados, sendo que uma vez fui o vencedor. Cada um desses cinco prêmios foi muito especial, mas nem se compara a ser homenageado com um concurso de contos. É um reconhecimento que me enche de satisfação, me dá um ânimo danado. 

Ligados: Projetos? 

Whisner Fraga: Estou escrevendo dois livros, um de minicontos e outro de contos. Ambos estão adiantados. O de minicontos tem até título: “Lúcifer e outros subprodutos do medo”. Gravei vários vídeos lendo esses pequenos textos e convidei amigos artistas para bolarem alguns também. Todos estão no youtube, qualquer um pode ir lá e conferir. Esses amigos são pessoas com um talento monstruoso, artistas que admiro muito pela ousadia formal e pelo desejo que têm de produzir algo novo. São eles: Edgar Franco, Daniela Lima e Carla Dias, por enquanto. Mas estou com outros nomes para convidar. 

Já o livro de contos não tem título ainda. Quer dizer, tem um provisório, que é “Algo tênue e dilacerado”. Essa obra foi concebida assim: são oito contos e todos narram a mesma história, sob o mesmo ponto de vista, que é o do narrador. A ideia é lançar o de minicontos em 2013 e este de contos em 2014, algo desse tipo. 

Depois, estou trabalhando numa ideia com a Daniela Lima. Será outro livro escrito a quatro mãos. Estamos na fase de discussão da trama. Desde que li o livro de estreia da Daniela, senti que teríamos de escrever algo juntos, pois ela tem um estilo muito forte e bem próximo ao que proponho. Temos a intenção de começar o livro ainda este ano. 

Perguntas rápidas:
Autor(a): António Lobo Antunes;
Ator(Atriz): Jeanne Moureau;
Site: Concursos Literários;
Banda: Ira!;
Música: La bohème;
Filme: Encouraçado Potemkin.

Links na internet:
Site: http://www.whisnerfraga.com.br;
Facebook: http://www.facebook.com/whisner.fraga;
Twitter:  http://twitter.com/whisnerfraga;
E-mail: wf@whisnerfraga.com.br;
Outros: http://whisnerfraga.wordpress.com e http://cidadedevolvida.blogspot.com.

Links dos seus produtos nas lojas online:
Saraiva: Aqui;
Cultura: Aqui;
Submarino: Aqui;
Travessa: Aqui;
Ficções Editora: Aqui.

Ligados: Considerações finais. 

Whisner Fraga: Gostaria de agradecer a oportunidade de fazer esta entrevista e queria acrescentar que sempre estou disposto a dialogar com meus pares - então qualquer pessoa que quiser me mandar uma mensagem será muito bem-vinda. Responderei com prazer.


Autor: Thiago Jefferson - Criação: 21/09/2012 - Objetivo: www.ligadosfm.com

19 de set de 2012

3° Entreato - Trote o que?


Trote o que?


Lá estava eu adentrando um novo universo sem saber o queesperar dele...

O primeiro dia de aula chegou sem que houvesse se dissipadoa visão de ambiente escolar que eu trazia dos ensinos médio e fundamental.Aquela rotina desleixada onde os alunos (eu era um deles) faziam pouco caso dosconteúdos apresentados pelos professores que pouco se importavam com o desejodo aluno por aprender ou não (sério! Pelo menos os meus!).

Digo isso porque eu adorava ir à escola, de verdade! Adoravaencontrar os amigos, conversar, brincar, mas eu detestava estar em sala de aulae ter que fazer leituras, exercícios e provas a respeito de assuntos que não meimportavam. Claro que na época eu não entendia que na verdade eu fazia parte deum sistema de ensino que não se preocupava com meu aprendizado e sim com osnúmeros. Eu apenas tinha que ser mais uma aluna a passar, mais uma aluna aconcluir as metas e eu não gostava de estudar porque aquilo não fazia sentidopara mim, todas aquelas coisas que os professores empurram goela a baixo todosos dias em salas apertadas com mais de quarenta alunos desinteressados e umcalor desgraçado.

Não, não! Não creio que seja culpa dos professores, okay,talvez eles tenham sua parcela de “culpa”, mas não posso culpa-los por nãotermos uma cultura de aprendizado que nos ensine a querer aprender, a percebero quanto é prazeroso aprender... Hoje eu sei!

Maaaaaaas, voltando ao assunto (desculpa, meus pensamentossão mais rápidos que meus dedos), eu cheguei para o primeiro dia nauniversidade como se fosse uma escola para a qual não precisamos usar farda –pra você ver a visão simplista (medonha) que eu tinha da universidade.

Claro que ao chegar lá fui percebendo que as coisas eramdiferentes do que eu pensava, mas menino, ‘num’ vou mentir pra vocês não, noprimeiro dia a gente não está nem aí pra o que realmente é a universidade,porque estamos preocupados demais com todo aquele alvoroço, toda aquelaexcitação, por conhecer pessoas novas que vão dividir os próximos anos comvocê, por ver tudo o que se passa em cada minuto ao seu redor, ver os veteranosdesfilando com seus “estilos universitários” tão aparentemente bonitos,inteligentes e interessantes e, com o maior temor dos calouros, o trote!

Não conheci ninguém da minha turma até entrar na sala deaula...

- Minha primeira aula... Minhas mãos estavam geladas, afe!Olhei para todos ali, tão diferentes em suas formas e estilos, todo mundo tãofeliz e sorridente. A maioria já tinha começado a conversar e fazer amizade,mas confesso que eu estava tímida... A professora nos pediu que fizéssemos umcírculo para dar início as apresentações, onde cada um falaria um pouco sobresi e sobre sua experiência com o teatro, além do motivo de ter escolhido ocurso. Putz! Todo mundo tinha anos de experiência, trabalhos, viagens... Eu iaouvindo e ficando mais tímida... Já trabalharam com diretores famosos... Eu meencolhia e sentia o sangue se esvaindo do rosto enquanto minha vez seaproximava...  Já participaram de autos,propagandas... O clima estava descontraído, mas eu estava tensa, não queria queme achassem tão burra quanto eu me sentia naquele momento, mas eis que antes dechegar a minha vez alguém confessa nunca ter feito teatro, e mais alguém dizque não tem nenhuma experiência... Menos mal, ufa! Eu tinha alguma experiência,mas não me considerava uma atriz (até porque a falta de autoconfiança meconsumia desde sempre) e por isso temi não ser bem aceita.

Que medo bobo! – percebi depois. Pois logo, logo a turmainteira ia se conhecendo e à medida que isso acontecia, ficávamos (todos) maisinteressantes, mais parecidos, mais próximos. Até o fim do dia a turma todaandava reunida e falando sem parar, com tanta alegria e descontração que eupensei que esses seriam os melhores anos da minha vida!

Mas é claro que achar que os quatro anos e meio de cursoseriam nesse clima de primeiro dia foi uma doce ilusão que não demorou pra sedesfazer... Porém isso foi com o passar do tempo e prefiro não misturar ascoisas agora. Ainda estou revivendo o clima maravilhoso do começo.

Eis que logo depois do intervalo chega o tão temido eesperado momento de encontro com nossos veteranos. Todos nós especulávamossobre o que seria o ‘famoso’ trote.Alguns preferiram ir embora e fugir do possível trote, alguns apertavam asmãos, outros pouco se importavam e assim fomos conduzidos ao corredor ondenossos veteranos nos pediram para formarmos uma fila. Claro que não seria tãofácil assim, a fila tinha que ser em elefantinho, que consiste basicamente emvocê passar uma das mãos por baixo de suas próprias pernas e segurar, com aoutra mão, a mão de seu amigo que vem por baixo da perna dele (entenderam? Não?Então passem no vestibular, por favor, por que eu não sei explicar melhor queisso...), e assim tivemos que caminhar através dos corredores e, para melhorar,subir escadas. Não foi tão ruim. Até muito simples para quem pensava que seriacompletamente sujo de tinta e jogado nas ruas para pedir dinheiro. O fato é queo trote não é uma realidade dos cursos de artes e por isso fomos poupados dealguns momentos de vergonha.

Hein? Acreditaram?

Boa parte é verdade, sério! Mas não a de sermos poupados davergonha, claro... Mas tivemos opção (o que foi muito legal) de participar ounão do trote, que por sugestão de nossos veteranos seria uma intervenção urbanaque teríamos que pensar e realizar até o fim da semana afim de conseguirmos odinheiro para a calourada, a coisa mais esperada de todos os novosuniversitários (e dos antigos também, na maioria dos casos).

A turma se animou com a ideia da intervenção e logo quesaímos da sala começamos a pensar, discutir, ‘vomitar’ milhares de ideias de oque e como fazer a tal intervenção e eis que em cerca de meia hora decidimos oque fazer! “Vamos tomar banho no meio da cidade!” – uma ideia que qualquer pessoanormal acharia estranha e que, claro, todos nós adoramos!

Dois dias depois estávamos nós no centro da cidade combaldes, sabonetes, escovas de dentes, pentes e apenas toalhas cobrindo nossoscorpos e, literalmente, tomando banho no meio da cidade!

Todas as pessoas paravam para olhar, sorriam, conversavam,interagiam e claro, ao verem nossa placa de intervenção, colaboravam com nossatão esperada calourada. Foi maravilhoso!

Muito melhor do que nos sujarem de tinta. Não! Nós queríamoso contrário! Mostrar que a limpeza rendia mais! (Risos) se rendeu mais ou menoseu não sei, mas rendeu bem! Cumprimos nossas metas e ainda agitamos um pouco arotina de quem passa todos os dias por aquelas ruas.


Continua...

Por: Stephane Vasconcelos
Em: 19/09/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

1 º Filósofos - Tales de Mileto


Estamos começando mais uma série de mídia do Blog Ligados FM e Revista Ligados. Nossa proposta é fazer um blog falando dos filósofos, os apresentando e tecendo comentários sobre eles. Espero que vocês gostem!

Obs: Este é o piloto, então por favor comentem e nos ajude a melhorar!


Descrição do Vídeo:

1º de uma série de vídeos para o blog: http://www.ligadosfm.com/ e para a revista: http://www.revistaligados.com/ onde eu vou apresentar uma série de filósofos e suas principais teorias.

Para começar escolhemos Tales de Mileto, aqui vão alguns links da internet e de livros onde você pode encontrar mais informações!

Revista Ligados:http://www.revistaligados.com/
Blog LigadosFM: http://www.ligadosfm.com/

Site sobre filosofia: http://ads.tt/IbpovQ
Livro: Os filósofos pré socráticos: http://ads.tt/Kt7g9g

Autor: Felipo Bellini Souza       Objetivo: Revista Ligados        Criação: 19/09/2012

18 de set de 2012

41º Mundo Cão - A História por trás da Indústria Verde e Socialmente Correta: eis o Lobby com as Velhas Práticas!

A palavra de hoje é consumo sustentável. Está na moda uma série de discussões dentro do tema, dos impactos que a industrialização e o mercado focado no consumo ocasionam para o meio ambiente aos altos índices de desperdício registrados pela indústria do plástico e de alimentos. É sabido que neste meio, têm aqueles que saem ganhando e os que vêem os possíveis danos ambientais e sociais disto.

É lógico que as conversas sobre os danos sociais saíram de moda, desde que os nossos professores de geografia e história do colegial abandonaram aquele discurso de que a instalação de indústrias e firmas estrangeiras no nosso país era maléfico para a nossa economia e para o nosso bem-estar - haja visto que "as mesmas remetiam seus lucros para as suas matrizes, sediadas nas suas nações de origem, pagando apenas os salários dos seus empregados e ganhando às custas deles no nosso vastíssimo mercado consumidor". Em termos de riqueza gerada, em nada saíamos ganhando... Bem marxista este discurso, não? Pois é, não obstante, nem tampouco, distancia-se do que muito li nos livros da Editora Moderna os quais me abordaram durante a vida no colegial.

A questão é que vivíamos, e ainda vivemos, uma era de pós ditadura. A democracia é moderna demais para o nosso jeito de eleger governantes e de interpretar o interesse público, justo para nós, que entendemos como maléfica boa parte das manifestações sociais que, unicamente, têm o único e central objetivo de defender nossos interesses e direitos como cidadãos brasileiros. Na indústria verde... Melhor! No discurso verde, a respeito da História das Coisas (bem ao modo o qual proposto por Annie Leonard), talvez, não estejamos, ainda, aptos ou preparados para distinguir uma ação pública de interesse coletivo da que visa o interesse particular de um grupo.

No ano passado, a cidade de São Paulo deparou-se com uma lei municipal que obrigava supermercados e outros mercados que atuam no varejo a não oferecerem as conhecidíssimas sacolas de plástico (aquelas branquinhas, que pegamos nos supermercados para embalar as nossas compras) para seus clientes. Na contrapartida disto, o consumidor teria que comprar suas próprias sacolas, não mais de plástico, mas, de material reciclado, e assumir a responsabilidade de fazer uso e reuso delas quantas vezes voltasse a fazer suas compras.

A ideia é maravilhosa, compartilha os preceitos que questionam um mercado consumidor cognitivamente educado para o consumo sem controle e o desperdício sem qualquer preocupação com o destino dado às sucatas geradas pela economia capitalista de mercado dos dias de hoje. Necessariamente, temos que despertar para a necessidade do reuso e da redução do desperdício; temos que dar maior valor às indústrias que visam a melhor gestão desse mercado de consumo desenfreado e inconsequente; temos que cobrar das corporações maior responsabilidade no descarte de seus dejetos industriais, sejam eles gerados na sua linha de produção, seja através do descarte oriundo das massas consumidoras, com todo esse processo de obsolescência planejada e incompatibilidade produtiva.

O "Iphone 5" que o diga...

Porém, esta mesma ideia de industria limpa e responsável pode estar coadunada com o lobby estabelecido entre os grandes grupos da nova indústria de mercado, a indústria verde. Se pararmos para interpretar os fatos, existe uma linha de produção que mantém toda a oferta de sacolas ecológicas, aquelas as quais os paulistanos viram-se obrigados a comprar cada vez que fossem aos supermercados fazer suas compras, mantida por uma indústria que se diz "verde" e alinhada com os interesses mais próximos de uma sociedade justa e sustentável. Justa?

Tem gente lucrando com este mercado (até aí, tudo bem!), não necessariamente gerando empregos ou colaborando com os números da economia, apropriando-se de tecnologias e técnicas que consolidam muita mais a relação do custo pelo lucro do que do investimento pelo desenvolvimento social. A propósito, no preço das mercadorias vendidas no varejo (e nele incluem-se os supermercados) está embutido o custo relativo à aquisição das sacolinhas de plástico, por parte dos estabelecimentos os quais as oferecem para o consumidor, como "prêmio" por neles estar comprando.

P.S.: É bom lembrar que, antigamente, o consumidor pagava um determinado valor por cada sacolinha de plástico, a parte do valor total pago nas compras, para abrigar suas aquisições. Acontece que, com o aumento da concorrência no varejo brasileiro, os mercados e supermercados deixaram de cobrar o referido valor (abertamente), embutindo-o na formação do preço das mercadorias em suas prateleiras. 

Paremos para questionar se as redes de supermercado paulistanas reduziram os preços de suas mercadorias após a proibição da distribuição das sacolinhas de plástico! Paremos para averiguar se a indústria que produz as sacolas ecológicas aproximaram-se das entidades governamentais ou do PROCON a fim de que averiguassem se as redes de supermercado mantiveram os preços tal qual antes da aplicação da lei que proibia a distribuição das sacolas plásticas em São Paulo ou se a redução, que deveria ocorrer, veio à tona! Quer saber? NÃO.

Parece muito que o interesse social da indústria verde das sacolas ecológicas cegaram-se frente à extorsão praticada, desde então, sobre a massa consumidora da capital paulista. Sim. Pois, ao lembrar que os primeiros lotes dessas sacolas custavam não mais do que R$ 0,99 e, até o presente momento, é possível adquiri-las pelo preço de até R$ 15,00, não seria de se estranhar se, por ventura, sua comunidade de acionistas e investidores estabelecessem lobby industrial junto às grandes redes de supermercado e do comércio varejista à nível nacional.

Isto, porque a ideia da obrigatoriedade da compra das sacolas ecológicas, por parte dos consumidores, e da proibição da distribuição das sacolas de plástico, ainda soam como prováveis em várias cidades e estados da federação. Se fosse eu paulistano, estaria dando graças à Deus pela revogação desta lei "verde"! Pois, como natalense, temo que esta lei vingue e vire moda por aqui, a qualquer momento...

O trabalhador, o maior afetado com este tipo de medida, não merece ser vitima de tamanho desrespeito. A verdade está nos detalhes!

LEONARD, Annie. A história das coisas: da natureza ao lixo, o que acontece com tudo o que consumimos. Tradução: Heloisa Mourão. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 18/09/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 40º Mundo Cão - Um Liquida Liquidado...

17 de set de 2012

8ª História Mal Contada: A Dama Da Floresta


          Saudações, para todos os amantes da história e de estórias. Vocês estão todos felizes por esses tempos? Eu perpassei por diversas coisas, desde uma simples conversas praieiras com lagostas, até servi num conflito militar, peguei carona em carroças e submarinos, vi assassinato e ouvir os ensinamentos sobre a realidade da humanidade por uma árvore. Enquanto percorria o caminho até as florestas do sul, para realizar um favor para um amigo, eu refletia sobre tudo que já passei e sobre minha missão que o ancião dizia ser minha única posse nesse plano da existência. Fazendo minha caminhada vou pedindo para que todos sente-se para ouvir mais uma dos capítulos dessas minhas aventuras e desventuras por essas terras do imaginário coletivo.
            Já fazia mais de um dia que eu caminhava em direção que o mapa apontava. A relva começava a dar sinais de vida. A aparência do solo bombardeado e cinzenta de pólvora das bombas, dava espaço no horizonte para um solo mais verde. Como uma cortina de sombras, as árvores da floresta começavam a demonstrar sua existência para as minhas retinas. A paisagem se formava como uma espécie de paraíso que se anunciava, fazia com que meu caminhar ficasse mais alegre, e, não sentisse mais os calos, e as bolhas que estouravam dentro do meu contorno das longas caminhadas nas trincheiras dentro das campanhas bélicas.
            Quando o sol já começava a beijar o chão do horizonte, comecei a entrar na mata. As poucas luzes, faziam as sombras das árvores, que era de troncos longos, ficarem gigantes. E como num caminho listrado de luzes do sol poente, eu seguia na minha busca. O mapa apontava um rio perto, que logo achei, útil para encher novamente meu cantil, e aplacar com água levemente a fome já que em mim formava-se.
            Repentinamente, vi uma donzela. Vestida com um enorme vestido de cor branca, colhendo algumas flores pelo caminho. O seu vestido voavas em formosas rosas, soava como uma espécie de valsa e caminhava serena. Seus olhos escuros eram puros fixavam as rosas em contraste com seus soltos e revoltos cabelos que saltavam voavam em sincronia com o vestindo e as folhas que estavam no caminho, perto do fim. Nesse momento compreendi que meu companheiro sintas amores mais forte que o impulso de uma frenesi.
            Eu comecei a ouvir sua voz, como se chama-se pelo meu nome, num som e voz que atingia uma melodia profunda, penetrava o escuro do meu uniforme rasgado e escorrido de sangue, atingindo o fosse que se encontrava meu coração. A voz começava a correr, junto com ela, para entre as árvores. Comecei  acorrer para segui-la. Ela era rápida, ziguezagueava por entre as arvores, sumindo a cada penumbra que atravessava das árvores. Corri o mais rápido, até que a fadiga completa bateu. Escureceu, e abruptamente parei. Eu sabia que era tarde demais. Olhei para os lados. o silêncio da mata começou a consumir minha mente. As sinfonia dos grilos começavam a soar na minha mente como os apitos dos comandantes para os ataques no Front, Um ruído infernal se formou em minha mente, que me fizeram ajoelhar como num pedido de clemência e tampei os ouvidos para tentar aplacar os sons que vinham de dentro de mim. As gotas escorriam pela minha face de lagrimas em sangue, escorrendo pela minha face anda suja de terra de trincheira, e o cheiro de pólvora das minhas mãos, limpavam minhas narinas trazendo para meu olfato o cheiro de guerra. Cai no chão como numa posição fetal. Minha situação era letal. A garota nunca esteve aqui, isso sempre foi assim, eu estava correndo em direção ao nada. E na floresta me perdi. 

Autor: Douglas Cavalheiro
Criação: 01/07/2012
objetivo: www.ligadosfm.com

12º Material de Redação - A Ordem da Redação

A Ordem da Redação



Neste vídeo apresento a noção de início, meio e fim que percebemos na maioria dos textos, relacionando, em especial, com os gênero exigidos pelos vestibulares seriados, concursos e Enem.

Confira a página do blog: www.ligadosfm.com ou http://ads.tt/wrnoEA
Confira a página da revista do grupo LigadosFM: http://ads.tt/20BKoA ouhttp://www.revistaligados.com/


É importante que o aluno esteja treinado para apresentar uma ordem em sua redação, ganhando assim pontos por clareza, objetividade, coesão e coerência.

OBS: No vídeo estamos tratando de gêneros que se comportam desta forma, no entanto, você poderá sim encontrar textos literários que corrompem essa forma e são reconhecidos por isso, pois em inventar e corromper regras está uma das grandes características dos grandes escritores. O que não é tratado, uma vez que essa discussão é apresentada para iniciantes.

Autor: Felipo Bellini - 16/09/2012 - Objetivo: www.ligadosfm.com

16 de set de 2012

25º Ensaio Cultural: Propaganda e Democracia

Que não me tomem por misantropo, pois isso não sou, mas a verdade é que, por natureza, os seres humanos são estúpidos. Na falta de um pensamento realmente crítico, o que manda o governo sempre é justificável  e aceito pela população se for em nome do "bem maior", da "democracia", do "povo" e dos "direitos". Não podemos esquecer de todos os males que já se cometeu em nome da distorção desses valores. Essa estupidez, que é intrínseca à nossa espécie, atinge graus ainda mais preocupantes e causa maiores efeitos quando fazemos o exercício do nossa direito de votar (aliás, chamar de direito algo que somos obrigados a fazer é um grande paradoxo).

Gente desinteressada em política, desinteressada em votar, mas que tem por obrigação fazê-lo, vê-se obrigada a encontrar um candidato e frequentemente esse é aquele não com as melhores ideias, mas com o maior carisma, que saiba mostrar uma imagem de líder competente, defensor do povo e dos seus interesses, mesmo que não o seja de fato. Basta criar uma projeção ideal de sindicalista, especialista, virtuoso ou qualquer outra. Ele pode até ser corrupto, mas seus admiradores não acreditarão que seja. É a melhor equipe de marketing, portanto, que garante um voto num país em que partido não possui ideologia e num povo que para isso também não liga, ora guinando à esquerda, ora à direita, dependendo de quem é inspira mais simpatia no momento.

Dessa forma, a propaganda manda na democracia de nossa republiqueta. Aldous Huxley, no capítulo Propaganda sob uma sociedade democrática de Regresso ao Admirável Mundo Novo, distingue dois tipos de propaganda: a racional, que vai de acordo com o interesse daqueles à qual se dirige, e a não-racional, que controla por meio de paixões, impulsos cegos, desejos e medos inconscientes. Observamos isso claramente não somente no magnum opus de Huxley, como também na nossa própria literatura, em O Bem Amado de Dias Gomes. O discurso de Odorico, pode-se observar na peça, é claramente uma forma de propaganda irracional. A inauguração de um cemitério municipal é mostrado como um grande feito, mas Sucupira é uma cidade tão pacata que isso se torna impossível, já que ninguém morre. Como o cemitério de Sucupira são muitas outras propostas utópicas e apresentadas como soluções para todos os problemas. Estas, que quando cumpridas, levam somente ao desperdício de dinheiro público - algo que, evidentemente, um leigo não seria capaz de calcular com precisão e estaria muito mais propenso a defender um Estado que prometa resolver tudo em vez de um orçamento reduzido. Tal como para foi com Odorico Paraguaçu em Sucupira, pouco importa se é campanha ou mandato: se há um povo na mão, ele aprovará sempre.

Em outro capítulo de Regresso ao Admirável Mundo Novo, diz Huxley que "a sobrevivência da democracia depende da capacidade de grandes maiorias para fazerem escolhas de modo realista à luz de uma informação sólida". Infelizmente, este não é o caso: as escolhas feitas não são realistas e as informações não são sólidas. Mesmo a classe intelectual, submetida à mídia, a uma academia capenga e a instrumentos teóricos que fecham suas mentes, são cegada por uma devoção à ideologia que os torna antes idiotas úteis que enfrentam o invisível em vez de combatentes de problemas reais. Agrava-se isso ainda porque a são geralmente ditas muitas verdades, mas somente as verdades convenientes para encobrir uma mentira. A propaganda, no entanto, tem também pode ser usada para o bem, defende Huxley, pois esta é somente um poder, que depende de quem usa. 

Cito como exemplo de anúncio comercial que mostra-nos como esta mesma arte pode ser usada para maus fins, tendo claramente um propósito educativo além de apelativo, um da Folha de São Paulo, na qual se ouve o seguinte texto: "Este homem pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho a seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar. Aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de marcos. E reduziu uma hiper-inflação a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura, e quando jovem imaginava seguir a carreira astística." Conforme o texto vai sendo lido, o retrato do homem vai ficando mais claro para quem vê, até que notemos que aquele do qual se fala é Adolf Hitler, sem que tenha sido dita uma só mentira! É dessa forma que se cria uma imagem positiva até mesmo para o pior dos homens.

Mas, como se cria mentiras dizendo somente verdades? Como fazer com que a propaganda política inspire tanta credibilidade? Além dos princípios de Goebbels (clique aqui para ler), que são grande referência quando se fala desse assunto, há outras fontes às quais possamos nos reportar para buscar essas respostas. Nos meus tempos de estudante de Direito, lembro-me de ter lido no livro Introdução à ciência política, do falecido Darcy Azambuja, algumas regras psicológicas da propaganda, inspiradas no livro La propagande politique de J.-M. Domenach. Vejo-as todos os dias colocadas em prática no horário eleitoral gratuito e cito sem maiores explicações, a fim de instigar reflexão, as regras de Domenach segundo Azambuja: 1. dizer a verdade (mas somente a verdade que convém), para evitar desmentidos que anulariam a propaganda; 2. ser claro, para ser entendido pelo maior número, porém não muito claro quando os argumentos não têm grande valor; 3. atacar sempre; só defender-se quando a defesa abater o adversário - caso contrário, calar-se; 4. dirigir-se aos sentimentos, não às ideias; 5. é preferível não utilizar boatos; 6. repetir sempre; 7. simplificar os problemas e personalizar o adversário; 8. exagerar as notícias e fatos favoráveis à propaganda, resumindo-os em manchetes e frases curtas; 9. aparentar que exprime a maioria das opiniões.

Todos os instrumentos de doutrinação estão expostos e os bem informados certamente saberão se defender deles, mas a sociedade como um todo continua ameaçada por um povo que é levado a fazer o pior dos usos do seu direito que foi em lei transformado em obrigação: a obrigação de escolher aquele com quem você simpatiza, independente de ideologia ou do realismo de suas propostas. Deixo claro que o carisma e a boa retórica não faz de nenhum político necessariamente desonesto ou enganador, mas essas características em tudo colaboram para esconder o que possa haver de mais infame. 

Convido-os, leitores e eleitores, a usarem o espaço dos comentários desta coluna para falar em como isso tem sido observado nessa época de eleições de 2012. Façamos uma discussão saudável acerca da situação política nessa época pré-eleições. Sendo bem otimista, que façamos o possível e o impossível para que a democracia nos traga o melhor dessa vez! 

Autor: André Marinho
Criação: 16/09/2012
Objetivo: www.ligadosfm.com

14 de set de 2012

Papo de Gago #10: Papo com Francisco Mendes


Olá pessoal, o Papo de Gago de hoje é um super bate-papo com Francisco Mendes, onde ele compartilhar conosco as suas experiências como voluntário em Belize na América Central.

Nesse podcast: Descubra como é ser um herói na vida real, entenda o valor de um rosto feliz e nunca tome uma colher de café em caso de picada de escorpião.

Link's comentados no programa:


Link's comentados nos e-mais:


Deixe o seu comentário no post ou mande os seus xingamentos, elogios ou sugestões para: papodegago@yahoo.com.br



Ouça podcast no player acima ou baixe o mp3 clicando aqui 

 Por: Anderson Ricardo
Em: 14/09/2012
Objetivo: LigadosFM