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31 de out de 2012

1° Mural de Bandas: Simioides


SIMIOIDES
Conheça o som dos primatas

“A Simioides renovou a cena alternativa que Natal estava perdendo aos poucos, também inovando com suas músicas autorais e um excelente repertório que agrada a maioria. Ninguém agrada a todos, mas a banda vem conquistando seu espaço na cidade e, eu acredito que, continuando com essa disposição, o grupo vai longe. Existem barreiras, mas não o fim pra quem tem vontade de crescer e somar!”

Sávio Jacome – Diretor Executivo da Macavity Produções.

“A Simioides é uma das grandes promessas do Rock Potiguar, banda que vem cada vez mais conquistando o seu espaço na nossa cena, e passando por uma notável e constante evolução. Os caras confiam e investem no seu potencial, esta é a essência do verdadeiro Rock ‘N’ Roll!”

Well Rover – Baixista e vocal do Rock Rovers e Baixista do HottNyte.



Natal carrega em suas entranhas musicais uma gama de possibilidades sonoras. O mundialmente conhecido Rock n’ Roll é uma delas e, por aqui, suas subdivisões sempre tiveram como ponto forte o Heavy Metal, o Punk, o Hardcore, e o Rock Alternativo.

O cenário denominado Indie/ Alternativo potiguar sempre foi bem representado por grandes nomes como Montgomery, Electrilove, Tântalo, Cinza Sobre Flores, Os Bones, entre outros. Porém acreditava-se que o “Movimento Indie/Alternativo” natalense tivesse entrado em extinção da virada do século pra cá com o crescimento de vários outros gêneros musicais.

Então, eis que surge novamente a cena bandas que acreditam no seu som e que vieram para renovar esse movimento de cara “Independente”. Em meio a tantos talentos falaremos hoje da banda SIMIOIDES.


Release
A SIMIOIDES nasceu em junho de 2011 quando Dan Silva, Já Santos, Júlio Galvão, Marcio Troller e Leo Duarte, vindos de vários projetos diferentes resolveram montar uma banda focada no estilo Indie/ Alternativo, fugindo um pouco dos padrões do cenário rock n’ roll Natalense.

Preocupados em oferecer um trabalho de qualidade ao seu público, a banda realiza performances em bares, casas de show, festas e eventos com repertório AUTORAL e cover de bandas consagradas do cenário Indie nacional e internacional.

Suas canções trazem a tona assuntos a respeito do cotidiano, amores mal resolvidos, letras politizadas, com grito de revolta sobre tudo que está acontecendo de mal no nosso mundo.

A respeito do trabalho cover, hits de bandas como: The Strokes, The Killers, Arctic Monkeys, Moptop, Weezer, Kings of Leon, Franz Ferdinand, Queens of the Stone Age, Foo Fighters, Blur, Los Hermanos, Oasis, Placebo, entre outros completam o set list da banda.


Membros

  • Dan Silva – Vocalista.
Começou sua carreira musical tocando flauta e sax no grupo de música popular, foi tenor no grupo de coral do CDF, participou de apresentações na UFRN e no ECONAT, por curiosidade começou a aprender violão, em seguida passou a tocar guitarra e fazer segunda voz na banda Chapter 5 (pop rock) e depois no Matriz 21 (pop rock). Nesse mesmo período conheceu Marcio Troller.

  • Marcio Troller – Guitarrista e Backing Vocal.
Atuou em vários projetos, dentre os quais os que mais se destacam, são: Electriclove (alternativo), onde tocava baixo e fazia a segunda voz; Endless Solitude (gótico), tocando guitarra e sendo um dos vocalistas; e a Anfetamina (Rock Nacional) no qual tocava guitarra e fazia backing vocal.

  • Júlio Galvão – Guitarrista.
Iniciou-se musicalmente tocando violão na UFRN no curso básico, cantou no grupo de Musicanto e o Coral Harmus. Tocou baixo na banda Suburbanos (pop rock/ alternativo) e tocou guitarra na Anfetamina (rock nacional).

  • Já Santos – Baixista e Backing Vocal.
Atuou em vários projetos de diferentes estilos, entre os principais foram o Gavião Caboclo (rock somado a música regional), a lendária banda Verdade Suprema (hardcore) e Anfetamina (rock nacional).

  • Leo Duarte – Baterista.
Começou estudando percussão na casa talento por incentivo do seu irmão Marcio e, após três meses de estudo, já estava engolindo a bateria. Sua primeira experiência com banda foi no The Rise (alternativo) formada por Marcio e, logo após, foi para a Anfetamina (rock nacional).


Discografia
CD – Simioides – 2011
01. Alienígenas
02. Rosas no Fundo do Quintal
03. Blues da Solidão
04. Plano B
05. Rotina
06. Capital do Brasil

Para aqueles que quiserem conferir o som dos macacos acessem:

Links das Musicas

SoundCloud: http://soundcloud.com/bandasimioides
MySpace: http://www.myspace.com/bandasimioides

Redes Sociais

Twitter: @bandasimioides
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=8295604585159663614
Facebook: http://www.facebook.com/simioides
Blogger: http://bandasimioides.blogspot.com

Canal YouTube

http://www.youtube.com/results?search_query=banda+simioides

Autor: Marcio Troller

30 de out de 2012

47º Mundo Cão - 158 mil

Trata-se do número total de abstenções no segundo turno das eleições deste ano em Natal. Sim! Foram mais de 102 mil eleitores ausentes (abstenções não-presenciais) e quase 56 mil votos brancos e nulos (abstenções presenciais), o que pode significar a insatisfação do eleitorado natalense quanto aos candidatos propostos para o pleito deste ano.

Para se ter uma ideia da dimensão destes números, o segundo colocado no pleito, o candidato Hermano Morais (PMDB-RN) alcançou pouco mais de 153 mil votos e por causa de 0,6% (ainda no primeiro turno) de diferença, conseguiu alçar uma vaga no segundo turno, frente ao candidato Fernando Mineiro (PT-RN), o qual ficou na 3ª colocação.

Antes de tudo, é interessante explicar o conceito de abstenção nos termos políticos da palavra! A imprensa brasileira vende o termo abstenção referindo-se aos candidatos ausentes em um determinado pleito, ou seja, aqueles que se ausentam da sua obrigação de ir ao seu colégio eleitoral em um dia de domingo de eleição. Acontece que voto branco e nulo também se trata de um tipo de abstenção, ou seja, a abstenção de não escolher por nenhuma das alternativas ali presentes para representa-lo na administração pública. A primeira se trata de “abstenção não-presencial”, quando o candidato, por algum motivo, se nega frente as alternativas ali sugeridas; a segunda é “abstenção presencial”, ou o candidato decide contribuir com o pleito informando não concordar com nenhuma das alternativas propostas, através da anulação do seu voto ou decidindo pelo voto em branco.

Para falar a verdade, a soma dos eleitores que votaram branco ou nulo corresponde a pouco mais de 30% daqueles os quais se abstiveram de ir às urnas, fosse este ultimo motivo, por algum motivo de viagem ou de impossibilidade de estar na cidade no ato da votação, fosse por se negar a ter que decidir por uma das duas escolhas e, para isto, fazer uso da sua própria ausência como justificativa simplória. Na verdade, pouco mais de 13% do total de eleitores natalense decidiram pelo branco ou pelo nulo.

O que se verifica, contudo, é que as variações percentuais das abstenções neste segundo turno são de quase 3% em relação ao primeiro turno. Em termos absolutos, tem-se um pequeno crescimento global de quase 3%. Todavia, o que definitivamente puxou as abstenções para cima foram as abstenções não presenciais, haja visto que as presenciais praticamente mantiveram-se constantes. 3%, a propósito, corresponde a um valor muito superior aos 0,6% que separaram o candidato Fernando Mineiro do segundo turno...

Isto, de qualquer forma, quer dizer que a população de eleitores da capital potiguar encontra-se insatisfeita de alguma forma com as alternativas e com o desempenho gestor verificado pelos por seus representantes públicos nos últimos anos. A população natalense anseia por melhores condições de vida em sua cidade de tal modo que os governantes locais não têm atingido ou traçado objetivos que proporcionassem tal. Daí as abstenções.

Mas, vejamos que o fenômeno de tamanho número de abstenções não pode ser explicado única e exclusivamente à insatisfação crescente da população de Natal com seus políticos. Se, por acaso, esses eleitores os quais se abstiveram de ir às urnas votar tivessem mudado de ideia e se fizessem presentes em suas seções eleitorais, muito provavelmente, teriam optado por votar em um dos dois candidatos, o que correspondesse melhor ou se aproximassem do seu perfil ideal de gestor público.

De alguma forma, essas pessoas viajaram, foram para a sua casa de praia ou para o interior de sua origem familiar. Se perguntarmos a boa parte desses eleitores ausentes onde eles estavam, responderão que em qualquer lugar que não Natal. Alguns até argumentam que preferiram não direcionar qualquer esforço para voltar a Natal a fim de votar, mas, se estivessem em solo natalense, teriam comparecido aos locais de votação e teria escolhido por um dos dois.

De qualquer forma, isto reflete a insatisfação do eleitor, todavia, sua abstenção não justifica a pobreza de propostas e candidatos melhores. Pouco antes do início do pleito, na noite do sábado, 27 de outubro de 2012, que antecedeu o domingo de eleição, previ em meu Twitter que este segundo turno seria o momento cujo qual Natal enfrentaria a maior onda de abstenções de sua história política. E assim se procedeu!

E, justamente, não tomei como base a insatisfação e o caos político que têm predominado na gestão pública do Rio Grande do Norte e de sua capital, nem tampouco a onda de movimentos sociais que ocorreram nos últimos dois anos aqui na terra de Câmara Cascudo. Aconteceu que o nível de abstenções no primeiro turno foi deveras alto, com a soma dos presenciais e não presenciais beirando a casa dos 30% do total de eleitores da cidade. Se configurarmos esta análise junto aos mais de 22% dos votos direcionados ao candidato Fernando Mineiro e os outros 5% oriundos dos demais candidatos da esquerda (Prof. Robério, do PSOL, e Roberto Lopes, do PCB), de alguma forma, esses números naturalmente se associariam ao vasto montante de pessoas indispostas a dar seu voto para um dos dois candidatos remanescentes ao segundo turno.

A proposito, como foi possível verificar nas redes sociais, os eleitores potencias da esquerda e da extrema esquerda natalense não somente incentivaram o voto nulo como afirmaram ter decidido por ele no pleito do domingo. Na verdade, as abstenções presenciais e não presenciais decorrentes no pleito municipal deste ano confirmam que a tendência de seus dados se direciona para o sinal “>” da matemática.

Este número somente tende a aumentar na medida em que os nossos representantes da câmara de vereadores e do casarão azul da Ulisses Caldas decidirem pela continuidade do modelo de gestão que deveria ter mudado há mais de 20 anos. Necessitamos de inovações na gestão pública e de adequações URGENTES à nova realidade social que o mundo impõe a cada dia que passa.

O desafio, de agora em diante, não é conquistar a simpatia do eleitorado (que é obrigado a votar aqui no nosso país), mas convencê-lo a comparecer às suas sessões eleitorais nos próximos domingos de eleição.

FIGUEIREDO, Marcus. A decisão do voto: democracia e racionalidade. Belo Horizonte: Ed. UFMG; Rio de Janeiro: IUPERJ, 2008.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 30/10/2012

28 de out de 2012

11ª História Mal Contada: O Rei está morto


Saudações amantes da história e das estórias. Nos últimos anos, é detectada uma tendência de declarar as coisas como mortas. Depois de correr do espírito do homem da máscara de ferro da Bastilha, presenciei outro evento um tanto assusatador. Gostarei de compartilhar com todos vocês, portanto, sente-se crianças.
            Quando eu corria para fora da fortaleza, podia ouvir atrás os barulhos das pessoas invadindo e iniciando seus primeiros passos da destruição do antigo monumento. Talvez, num futuro distante, isso venha se tornar um nome de bairro. Porém, o futuro por enquanto não me importa tanto, sobreviver nesses momentos conturbados tem sido o meu maior desafio. Corri por entre as ruelas. Tentando evitar o maior aglomerado de pessoas. Porém, não consegui fugir de uma praça central. Estava lotado de pessoas. Muitos gritava palavras que eram incompressiveis. Somente dava para entender que estavam muito raivosas. Bravas de coléra. Porém, eu não conseguia saber o que era a causa de toda essa confusão. Fui cada vez me aproximando mais, para poder entender o que se passava. Fui, entre os empurrões que as pessoas trocavam, avancei até a parte mais dianteira das fileiras. Até que consegui observar, no centro, o pivor de toda atenção popular.
            Uma gilhotina estava montada. Um homem de cabeça coberta com um capuz preto, conduzia um ser humano amarrado pelas escadas. Todos gritavam e jogavam tudo que viam pela frente no pobre ser que ia sendo conduzido para sua morte. Tomates e pedras voavam. Via por entre suas seroulas que talvez fosse uma especíe de pessoa importante. Porém, agora estava reduzido a nada.
            Ele olhou para o horizonte, como numa tentativa de falar algumas coisas, mas era completamente inaldível sua voz diante a histérica gritaria popular. Abaixaram ele, colocaram sua cabeça presa na madeira que prendia junto com suas mãos. Em segundos, o carrasco soltou o a corda. Estava feito. Um sádico elevou a cabeça do condenado e gritou para a multidão, depois dessas palavras o mundo nunca mais foi o mesmo:  “O Rei está morto! Estamos sem reis para sempre! Vida longa  República!”. Começava o massacre repúblicano no pais dos francos.

Autor: Douglas Cavalheiro
Criação: 28/10/2012
Objetivo: www.ligadosfm.com

26 de out de 2012

Papo de Gago #13: Papo com Eduardo Spohr


Olá pessoal, o Papo de Gago de hoje é um super bate-papo com o Autor Eduardo Spohr, então junte-se a Anderson e venha curtir esse Bate Papo mais que lendário.

Nesse podcast: Descubra como um simples boca a boca transformou um livro independente em um best-seller e entre no Spohrverso escutando os áudios-dramas.

Link's comentados no programa:



Link's comentados nos e-mais:


Deixe o seu comentário no post ou mande os seus xingamentos, elogios ou sugestões para: papodegago@ligadosfm.com


Ouça podcast no player acima ou baixe o mp3 clicando aqui 


Por: Anderson Ricardo
Em: 26/10/2012
Objetivo:
LigadosFM  
 

 

24 de out de 2012

5º Filósofos - Confúcio


Este é o 5º Vídeo da série Filósofos. Desta vez o filósofo escolhido foi Confúcio, autor da religião e filosofia confucionista, que vai estar presente em todo o Mundo nos últimos 2500 anos, em especial na China. Falei sobre a percepção de sociedade do Confúcio, o caminho do Junzi, e relações constantes entre Indivíduo e soberano, pai e filho, marido e esposa, irmãos, e amigos.



Acompanhe também:
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Os Analectos de Confúcio: http://spiderpoison.radicalweb.com.br/_gravar/download/analectos.pdf
Animação sobre a vida de Confúcio: http://www.youtube.com/watch?v=SzYUe_9z1sc
Documentário sobre a vida de Confúcio: http://www.youtube.com/watch?v=bwiejkYi54Y&feature=relmfu

23 de out de 2012

46º Mundo Cão – As Redes Sociais existem para abrigar tudo, menos usuários!


Redes sociais, a grande sacada das corporações on line dos dias de hoje, como Google, Facebook e Yahoo!. No mundo todo, a soma de usuários de redes sociais ultrapassa em números absolutos a população da China, nação mais populosa do mundo. Da Terra do Fogo ao norte da Ásia, poucos são os países do mundo que não registram usuários no mundo das mídias sociais – ou se trata de uma nação muito pobre, do ponto de vista econômico, ou é uma ditadura extremista com rígidos controles no acesso à informação e aos meios de comunicação.

Ter uma conta em um site de relacionamentos não é moda nem rebeldia! Faz parte da vida, é uma extensão do dia a dia, com direito à currículum vitae e agenda com os afazeres do dia seguinte. As pessoas, contudo, é que parecem confundir as coisas... Ingressar em sites de relacionamento é expor-se ao público e ao ridículo! É a necessidade de manter contato com seus próximos, desempenhar papeis sociais, exercer influências, emitir ideias e formar opiniões. É pura Psicologia Social dizer que o homem sente a necessidade em si de ser útil, de exercer algum tipo de influência e de fazer-se visível no meio em que vive. As redes sociais proporcionam isto.

Por exemplo, bem diferente do Orkut, o Facebook é um site de relacionamento com página instantânea (Timeline ou Linha do Tempo), onde tudo o que um usuário escreve ou compartilha é lido por todos os seus amigos e, tal qual provavelmente, amigos de amigos. O Orkut definia nichos e tribos e a notoriedade do usuário se restringia às tribos as quais ele ali se inseria (as comunidades)! Isto explica o porquê do Facebook ter dado tão certo e o Orkut ter tomado o rumo que tomou.

Em outras palavras, o Facebook permite que seus usuários ganhem maior notoriedade e condições de se tornarem referência. Ou seja, o próprio Facebook é o que é por permitir que seus usuários se exponham mais. Mas e quanto àqueles que não gostam de se expor, o que estão fazendo com uma conta na rede social? O que querem emitindo opiniões e formando (pre)conceitos?

No ultimo domingo, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma reportagem em que um rapaz se passava de vidente e adivinhava toda a vida de um interessado que lhes procurava para uma consulta. Surpreendia com o que mostrava saber a respeito do interessado à sua frente, nomes de pessoas, anseios sociais, profissão, etc., ou seja, o óbvio que todo mundo sabe de alguém ou se não sabe desconfia... É lógico que isto está na página de relacionamentos de qualquer pessoa, é possível identificar tudo isto no seu cadastro, de forma que todos vejam!

Vem cá! O que isto tem a ver? O lugar de uma pessoa que não quer se expor é qualquer lugar do mundo, menos uma rede social. As pessoas estão ali para se mostrarem, compartilhar suas conquistas, o que faz, seus interesses e, até, inserir-se em nova tribos, autopromover-se, conhecer melhor os outros ao seu redor e permitir a esses outros a mesma coisa sobre si mesmo. Uma rede social é uma roda de convívio, igual a uma sala de aula, um grupo de estudos, um escritório. No Facebook, como em qualquer outra rede social, as pessoas conseguem e perdem seus empregos, conhecem gente nova, inicia namoros, terminam-nos, faz amizades e inimizades. Um indivíduo que não quer viver este tipo de experiência, simplesmente, decide não sair de casa ou não fazer uma conta em uma rede social.

Simples! Agora, por que, ainda assim, essas mesmas pessoas, “reservadas”, insistem em manter suas contas nesses sites? Não adianta esconder suas informações, como profissão, status de relacionamento, fotografias ou grau de parentesco e proximidade com determinadas pessoas de seus perfis. Em algum momento, isto sairá do controle de qualquer casquinha de ferida da própria publicidade pessoal. Na verdade, reconhecer em público o seu anseio de manter preservada a sua privacidade e suas informações pessoais é uma forma de se ganhar pontos no meio em que se convive. Vivemos em um mundo onde as pessoas valorizam o que é diferente e destacado do comum comportamento adotado pela maioria das pessoas.

Ser reservado... Melhor! Mostrar-se reservado para os demais, assim, de forma tão pública, é tão sensato e diferente quanto ter um diploma de graduação em meio a pedreiros. A sociedade valoriza os alfas e não os betas, ninguém preza pela companhia ou faz jus às opiniões daqueles que parecem não ter se encontrado. Pedir respeito à própria privacidade é mostrar estar decidido a tal, é apresentar-se superior ao que comumente ali naquela timeline está exposto. Ou seja, é o alfa que não quer se igualar aos betas...

Isto soa como defender seus protegidos, suas crias, seus dependentes, descendentes e ou até capacidade de plena de defender-se de qualquer hostilidade exógena. É de gente assim que a sociedade busca incessantemente, ser isto a qualquer custo. Expor-se desta forma é o lucro que se obtém no investimento feito no convívio social afora.

As pessoas, na verdade, não buscam a preservação de sua privacidade. Se prestarmos atenção maior aos detalhes, veremos que na timeline de alguns usuários estão divulgadas as suas atividades do dia a dia, onde trabalha e o que tem feito durante a semana, para onde tem ido e onde não pretende chegar. Com quem, o lugar, a hora, dia, etc. Entregam-se às claras para seus amigos e às escuras aos próprios olhos...

De verdade, as pessoas buscam, sim, a sensatez e a inteligência. A Rede Globo, no ultimo domingo, de alguma forma concluiu aos espectadores o risco de expor-se nas mídias sociais e os benefícios em não fazê-lo. Melhor, deixou pairando no ar o clima derrotista da grande maioria, que se expõe e preenche todos os campos do formulário de usuário desses sites. Soou bonito, venceram os reservados e os demais adotaram o diferente como verdade.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 23/10/2012

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 45º Mundo Cão - Utilidade 360º

22 de out de 2012

26º Ensaio Cultural - Os Mistérios de Santa Muerte

Olá, caros leitores. Perdoem-me pela longa ausência no blog Ligados FM. Hoje estou de volta, escrevendo como sempre e a todo vapor. Como é de uso comum escrever sobre o Halloween no final do mês de Outubro, eu pensei em fazer algo diferente. Comecei a escrever sobre o Día de los Muertos, mas preferi deixar aquele texto para a próxima Revista Ligados quando vi como estava ficando longo demais para um blog. Uma das coisas que estava a abordar era a Santa Muerte, e esta eu decidi apresentar aqui a vocês sem muita demora.
Na cultura asteca, era comum o uso das caveiras como símbolo de memento mori, isto é, para nos lembrar da transitoriedade da carne e por extensão da vida. Deuses parte esqueleto e parte cobertos por músculo foram Mictlantecuhtli e Mictecacihuatl, rei e rainha do reino dos mortos. Com o sincretismo religioso entre o catolicismo e as crenças dos povos pré-colombianos, o uso das caveiras permaneceu na cultura mexicana, especialmente no Día de los Muertos - algumas delas até são feitas de açúcar, e comestíveis! Mais notável porém, é que surgiu o culto à Santa Muerte (certamente inspirada em Mictecacihuatl), mantido em existência clandestina até o século XX devido a ela se chamar de santa sem estar de acordo com o conceito católico de santidade. Por ser ilegal, a devoção a Santa Muerte tornou-se comum entre criminosos e grupos minoritários da sociedade, como traficantes de drogas, prostitutas e ladrões, que a ela lhe pediam coisas que a nenhum santo católico alguém teria coragem de pedir e esperar ser atendido. Por mais esta razão, de santa a Santa Muerte nada tem. Onde que se faz de santa quem protege interesses mesquinhos! Como se não bastasse ser uma pseudo-santa, ainda tem uma aparência curiosíssima, incomum entre os guardiões dos mortos em diferentes culturas. 

Bem conhecemos a figura do ceifador, sombria e assustadora, com um longo manto negro e uma foice em mãos, é medonha e faz a morte parecer terrível. A simpática Santa Muerte (também conhecida por Señora de las Sombras, Señora Blanca, La Flaca, entre outros nomes) adorada no México, é esquelética e decorada com joias e vestindo um longo manto colorido: pouco guarda de semelhança com aquela velha representação da morte. Toda essa ornamentação tem um significado simbólico bastante interessante: de como as pessoas sem sucesso tentam disfarçar o que realmente são, disfarçando na Santa Muerte, por exemplo, a ausência da carne. É comum que a Santa Muerte esteja carregando uma foice e um globo, respectivamente símbolos de prosperidade (através da colheita ou do alcance coisas distantes com o longo cabo da foice) e do poderoso domínio da morte sobre o globo terrestre. 

Se há algo que os mexicanos já têm mais que garantido em sua cultura, apesar de a Santa Muerte ser uma entidade a serviço de interesses vis e egoístas, é que através da morte se faz a renovação da vida. Se em uma mão há o domínio sobre todo o mundo, na outra há uma esperança e a prosperidade, pronta para colher os frutos que deixaram todos aqueles que se foram. A humanidade, bem sabemos, herdou maior parte do que tem de gente que hoje não mais existe, deixando o cadáver de seus feitos em vida como meio de frutificação das gerações posteriores. Enquanto isso, muitos estão desejando à mesma Santa Muerte que lhes permitiu a existência algo que nada vê além da passageira vida. Essa dualidade da Santa Muerte é fascinante, sobretudo porque quanto mais penso que a entendo, mais a percebo como em uma grande contradição oculta pelo seu longo manto. Preciso um dia desnudar a Santa Muerte e chamar um osteólogo para examinar cada um dos seus ossos e finalmente me explicar de que ela é feita.

Autor: André Rodrigues
Criação: 21/10/2012
Objetivo: www.ligadosfm.com

19 de out de 2012

16ª Entrevista Literária - Tammy Luciano

Conheça o nosso novo blog: http://demonstre.com/




Tammy Luciano é atriz, jornalista e escritora. Atuou em inúmeras novelas televisivas, dirigiu peças de teatro e foi colunista de importantes veículos de comunicação, além de ter cursado roteiro em Washington DC e trabalhado para a Idea Television. Como autora, lançou “Fernanda Vogel – Na passarela da vida” (2003); “Novela de poemas” (2005); “Sou toda errada” (2009) e “Garota replay” (2012).

A autora Tammy Luciano

Ligados: Quem é Tammy Luciano? 

Tammy Luciano: É a pergunta que me move e me faz criar, escrever... 

Ligados: Existe algum autor que te inspira durante o processo de escrita? 

Tammy Luciano: Curioso, mas quem me inspira não é conhecida como escritora, é uma pintora, Frida Kahlo. Ela é referência, sempre cito a Frida porque ela me abriu a porta das artes. Eu estava começando a viver o teatro, a escrita, quando comecei a pesquisar sobre sua vida. Ela era escritora indiretamente, escrevia no seu diário e o texto dela em cartas, anotações, era muito direto, emocional e sem censura. Me identifico com essa mulher reflexiva, cheia de atitude... Na minha casa, recebi muito apoio dos meus pais para ser quem eu queria ser. Mas o mundo nem sempre te recebe dessa maneira, as pessoas acham que podem mandar no seu sonho e a Frida me ensinou a ser eu mesma.

Ligados: Quantos e quais livros já publicou até o presente momento? Fale-nos brevemente sobre cada um. 

Tammy Luciano: São quatro livros publicados. Em 2003, lancei “Fernanda Vogel - Na Passarela da vida”, sobre a vida, a carreira e o falecimento da modelo Fernanda Vogel. Esse livro mudou a minha vida. Eu estava em um processo de escrever peças de teatro, poesias e crônicas, aí uma das crônicas foi sobre a modelo e a mãe dela adorou. Eu não tinha ideia, mas o convite para o livro mudaria minha vida para sempre. Em 2005 lancei “Novela de Poemas”, um livro com uma coletânea de poesias, patrocinado pela empresa Orient Mix, feito especialmente para a Bienal do Rio de 2005. Esgotou. Em 2009, lancei “Sou Toda Errada”, com a protagonista vilã Mila, infernizando a vida de um ex-namorado. Com esse livro me reafirmei com o público jovem. O livro fez sucesso na internet, conquistou a segunda edição e me influenciou na minha conquista de me tornar a 1ª escritora brasileira do Selo Novo Conceito Jovem, onde lancei “Garota Replay”, que é a história da Thizi, uma garota do bem que é traída pelo namorado e no meio de uma crise existencial, encontra uma garota igual a ela. 

Ligados: Poderia nos contar sobre o processo de criação de suas obras? 

Tammy Luciano: Hoje em dia eu tenho um processo mais profissional. Antes eu escrevia em caderno, demorava a colocar no computador, ia reler as anotações depois. Hoje em dia, meu ritmo de produção aumentou e estou mais intensa na escrita. Escrevo com frequência, me dedico ao livro. Trabalho de segunda a sexta. Continuo adorando os cadernos e quando passo para o computador, já faço uma primeira revisão. O livro normalmente começa com a protagonista, vou anotando ideias, deixando chegar as outras personagens, anotando a caminhada da personagem e atualmente penso no final. Até “Garota Replay” o final era uma surpresa para mim, eu ia escrevendo, sem saber como o livro acabava. No livro que será lançado, eu já tinha em mente como terminá-lo. Fiz muitas anotações a respeito do final. Acho que as anotações e reflexões são grandes companheiras do autor. 

Ligados: Você trabalha como escritora, jornalista e atriz. Existe algum “truque” para conseguir equilibrar e conciliar o seu tempo entre a vida social e profissional? 

Tammy Luciano: Eu sempre dou um jeito. Quando posso, estou com a minha família. Os amigos entendem que ando saindo menos, mas estão sempre por perto ligando, indo me encontrar quando podemos. Como viajo muito nos finais de semana, muitas vezes os eventos literários são a minha diversão do final de semana. Não reclamo. Desejei muito conquistar meu espaço. Quando me convidam para visitar uma cidade, não passa pela minha cabeça não viajar. Esse final de semana consegui aproveitar a praia, tentei não pensar em trabalho porque eu penso muito, o tempo todo. 

Ligados: A grande maioria dos leitores brasileiros idolatram os Best-sellers internacionais, enquanto muitos livros de autores nacionais de ótima qualidade são esquecidos em prateleiras de livrarias. Você também sente isso? 

Tammy Luciano: Não sofro com isso. Muita gente me pergunta como consigo ser forte nesse trabalho. Eu simplesmente não foco meu pensamento nos acontecimentos ruins. Me dedico a criar para os leitores que já me conhecem, busco trabalhar para ter novos leitores, mas quem não curte autor nacional, eu lamento, mas é um processo que só vai melhorar com o tempo. Sempre que posso participo de campanhas exaltando a literatura nacional e agradeço bastante os Blogs que não fazem distinção entre nacionalidades. Não gosto de “coitadismo” em relação ao tema. Não acho que a literatura brasileira precise que sintam peninha ou receba esmola. Precisamos de ações, atitudes, a imprensa ajudando mais como vocês estão fazendo... E os nossos livros estão vendendo, queiram alguns ou não. Outro dia uma leitora amada me mandou uma foto do meu livro na vitrine de uma livraria na Tijuca, Rio de Janeiro, e me contou que o vendedor disse: Esse livro está esgotando.

Ligados: Como todo escritor, você já deve ter recebido críticas a respeito dos seus textos, e teve que enfrentar obstáculos neste árduo caminho das artes. Você acredita que estes desafios servem como fortalecimento e amadurecimento? 

Tammy Luciano: Com certeza. Leio tudo que falam dos meus livros. As pessoas têm o direito de achar o que querem. Essa é a graça do meu trabalho. “Garota Replay” foi muito comentado e recebeu críticas, elogios... Eu respeito, nada me ofendeu porque eu levo numa boa. Já saíram mais de 230 resenhas elogiando o livro, para mim um número muito positivo. Se sai uma resenha ruim, leio, penso e reflito. Não me acho a tal e muito menos a melhor de todas. Livros que fazem sucesso passam por isso, a questão é como o autor reage. A melhor opção é seguir, porque críticas muito ácidas fazem parte desse sucesso. Um dia no Twitter, falei que quem curtiu “Garota Replay” e quisesse me mandar uma foto com o livro, eu adoraria. Um leitor me respondeu: “E quem não gostou do livro, pode mandar também?” Pode, né? A questão é que na vida cada um dá o que tem. 

Ligados: A internet tem te ajudado na divulgação e repercussão das suas obras? 

Tammy Luciano: Muito. É o meu maior canal de comunicação com meus leitores. Semanas atrás estive autografando no 2º Literart em São Pedro da Aldeia. Depois da palestra, desci do palco e uma leitora veio na minha direção com os olhos cheios de lágrimas e me disse: “Eu amo seu trabalho, amo seus vídeos do Crônica Falada!” Isso é fruto da internet. Esse carinho é que alimenta o trabalho. O Crônica Falada é um projeto criado para o meu site (www.tammyluciano.com.br), assim como o Clipe de Poesias, em que gravo meus poemas, os interpretando. O mundo virtual me aproximou muito dos leitores. Aliás, aproveito para dizer que sou eu mesma que respondo cada um. Não tem ninguém dizendo oi para os meus leitores no meu lugar. 

Ligados: Possui projetos em andamento? 

Tammy Luciano: Terminei um livro novo, está com o meu editor, e estou ensaiando um espetáculo com meus alunos do projeto social patrocinado pela LAMSA no qual dou aula de teatro. Esse ano ainda tenho muitas viagens autografando pelo Brasil e comecei um novo livro que pretendo terminar antes do fim do ano. A vida está corrida, mas feliz! E eu não sei ficar parada. Quando um projeto acaba, já estou pensando em outro. 

Perguntas rápidas: 
Autor(a): Os brasileiros estão demais!;
Ator(Atriz): Camila Pitanga e Rachel McAdams;
Site: Os blogs literários me ajudaram muito na conquista do meu sonho; 
Banda: Coldplay;
Música: Acabei de escutar “De onde vem a calma”, do Los Hermanos;
Filme: Miss Potter, sobre a história da escritora Beatrix Potter.

Links na internet: 
E-mail pessoal: tammy@tammyluciano.com.br
E-mail profissional: bruno@borgesassessoria.com

Links dos seus produtos nas lojas online: 
Saraiva: Aqui
Cultura: Aqui
Submarino: Aqui
Editora Novo Conceito: Aqui
Site da autora: Aqui.

Ligados: Gostaria de concluir com algum comentário? 

Tammy Luciano: Leiam! A leitura mudou a minha vida, a escrita me deu fôlego e eu sinto que isso pode acontecer com todo mundo. Meu enorme obrigada para todos os leitores que acompanham meu trabalho, me lotam de carinho e obrigada a vocês do Ligados que estão abrindo esse espaço especial para a divulgação do meu trabalho. Sejam sempre felizes.


Autor: Thiago Jefferson - Criação: 19/10/2012 - Objetivo: www.ligadosfm.com

16 de out de 2012

45º Mundo Cão - Utilidade 360º

Conheça o nosso novo blog: http://demonstre.com/



Qual a diferença entre trabalhar na madrugada e faze-lo à luz do dia? Alguns pensam em necessidade, outros em sobrecarga. Podem até mencionar a falta de tempo, queixar-se das míseras 24 horas que um dia nos oferece ou até culpar-se da sua falta de planejamento, mas inverter o ciclo biológico natural tem seu preço.

Todas as respostas terão sua lógica em estarem corretas; traduzirão o dia a dia de cada pessoa, o cotidiano violento e congestionado da maioria a qual não tem emprego no serviço público, a sagaz rotina dos homens e das mulheres das empresas, que se submetem às exigências do mercado, onde nada é para AGORA, porém, para ontem.  De alguma forma, pessoas que dormem após a meia noite costumam apresentar QI acima da média, segundo um estudo americano.

"Ninguém que em 360 dias do ano levanta antes do amanhecer deixa de enriquecer a família", diz um provérbio chinês. Adaptando à nossa realidade, ocidental, ninguém que em 360 dias do ano durma após o florescer da meia noite deixa de enriquecer a si mesmo e a sua família! As sábias palavras traduzidas em Outliers, de Malcolm Gladwell, traduzem não somente o empenho pelo empenho ou o sacrifício pela dor. As pessoas, antes de tudo, têm que dar sentido à sua corrida pelo sucesso, tal qual pela aparência, se assim é o seu desejo. O seu estímulo pela utilidade!

Qualquer um que seja pode, pura e simplesmente, manter-se acordado na frente do computador a fim de fazer uma infinidade de coisas, seja durante a madrugada ou a luz do dia, seja pra o bem ou pra o mal, para o útil ou o inútil. Isto, contudo, tem que estar condizente com aquilo que lhes fará bem, que trará o melhor para si, como indivíduo que tem seus desejos e anseios. Na verdade, não estamos aqui tratando da manutenção da moral e dos bons costumes, nem queremos ser clichês ao ponto de julgar o que é precioso e vulgar nos dias de hoje.

Estamos falando do que podemos chamar de “O Bem da Utilidade Própria”! Mas, o que seria isto? Não necessariamente, para ser útil, o indivíduo tem que ser produtivo na sua magnitude. Qualquer pessoa pode fazer-se útil a partir do momento em que se torna capaz de atingir determinados objetivos em função das circunstâncias, do ambiente em que se encontra e do grupo de pessoas o qual está envolvida no devido instante e no seu contexto.

Por exemplo, as pessoas saem de casa nas sextas-feiras ou nos sábados a noite a fim de se divertirem e ou de desligar-se do cotidiano complexo e exigente o qual tivera que enfrentar no decorrer da semana que está terminando. Em uma mesa de bar, papos sobre trabalho, política ou matemática podem transformar um momento descontraído e relaxante em uma verdadeira zona de inutilidade e desconforto. O objetivo, que antes era reunir pessoas, culminou na fragmentação do grupo que deveria estar unido naquele instante.

Eis a inutilidade! No trabalho em equipe, no comércio ou em uma mesa de negociação, o objetivo é o sucesso e o alcance de resultados positivos, motivadores para a empresa e que deem visibilidade profissional para todos ali presentes. Aqui, estamos falando de trabalho. Em uma boate, a coisa é bem diferente.

Não devemos confundir ambas as coisas, trabalho e distração, pois, os seres humanos, sem exceção, necessitam de se sentirem úteis, tanto do ponto de vista produtivo quanto do social. Receber um telefonema, um convite para sair, para jantar ou uma promoção profissional soam tão enérgicos quanto estímulos que fazem o organismo liberar endorfina – o hormônio do prazer. É como a relação entre ouvir música e fazer sexo – ambos estimulam a produção de endorfina! Produzir, fazer-se útil e usufruir desse crescimento também estão contidos no mesmo conjunto numérico.

Do contrário, prezar as nossas 24 horas para o trabalho e unicamente para as preocupações decorrentes dele pode nos destruir ou construir em nós mesmos monstros indomáveis. E, aos teimosos, que isto não se transponha para as demais pessoas, pois ninguém tem que merecer seus julgamentos côncavos a respeito do que é ser útil para si e sociedade!

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 16/10/2012

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 44º Mundo Cão- A Lei dos Contratos

15 de out de 2012

4º Filósofos - Sidarta Gautama

Seja bem vindo a mais um vídeo da série Filósofos. Desta vez falaremos sobre Sidarta Gautama, o Buda! Discutiremos o que é e o que não é filosofia no budismo, os objetivos do Filósofo, O caminho do Meio, A contrassugestão do conceito de Não-EU, O conceito de Nirvana e o que mais estiver no objeto de estudo "objetivos da vida", debatido por Sidarta Gautama em seus estudos para a iluminação.



Veja também o Blog Ligados: http://www.ligadosfm.com/
Confira a Revista Ligados http://www.revistaligados.com/

Também leia o Tripitaka (inglês): http://www.tipitaka.org/
Trecho do documentário do Discovery Channel: http://www.youtube.com/watch?v=5XuTpBW_kjQ
Palestra de Lama Padma Samten, sobre o Não-EU e a percepção de Buda quanto a tudo o que existe: http://www.youtube.com/watch?v=YuqxhbRkqQU&feature=my_liked_videos&li...
Principais escolas do budismo: http://darma.info/budismo/escolas-budistas/

10ª História Mal Contada: O Homem da Máscara de Ferro


Saudações amantes da história. Como vocês têm passado por esses dias? Depois de enfrentar uma onda revolucionária, posso dizer que ninguém é completamente de ferro. Preciso da uma pausa para descansar. Já estou sentado, e espero que todos vocês já estejam sentados, principalmente depois do fato que eu presenciei quando correia dos aposentos da fortaleza da Bastilha.
Enquanto os gritos externos da fortaleza me assustavam, peguei um último pãozinho e coloquei no bolso, na esperança de garantir alguma refeição depois daquilo. Eu sabia que a coisa não poderia acabar bem, afinal, o oficial saiu da sala me mandando fugir, pegando uma arma, e caminhando para cima da fortaleza. A construção era complicada de orienta-se, principalmente pelo mal cheiro. E tendo apenas entrado nela uma vez, não recordava direito o caminho. Tive que tomar um caminho pela descida da torre oeste, que me levou mais baixo do que eu esperava. Cheguei numa espécie de calabouço. Era obscuro, e comecei a andar lentamente, tateando com as pontas dos dedos das mãos e dos pés, a busca de alguma luz. Até que tropessei em algo que rastejava pelo chão, caindo quase face ao chão, algo me segurou. Meus pés tinha esbarrados numa gigante corrente que se estendia pelo chão como uma forma de grande corrente. Mas, o mistérioso foi a pessoa que me segurou minha roupa, por trás de mim, impedindo minha queda face ao chão.
-Tome cuidado, vossa pessoa magoou alguma parte de seu corpo? – Minha surpresa de ouvir tamanha formalidade numa fala entoada, foi maior a de ser segurado para não cair no chão.
-Muito obrigado, eu estou bem. – Disse ao nobre companheiro, já me reerguendo, earrumando minha roupa.
-Que bom. O carcereiro mandou você trazer minha comida hoje? Chegou em boa hora, já estou com vontade de aplacar a voz do meu estomago, o que temos de bom para hoje senhor? – disse o estranho senhor, já sentando numa pequena, mas organizada mesa que tinha no canto da parede, com algumas velas. Lá comecei a tentar ver sua face. Sentava de maneira muito elegante, que transbordava uma nobreza sublime em seus movimentos. Seu rosto era obscurecido por uma terrível máscara de ferro que ele usava.
-Desculpe-me, cheguei aqui porque estou perdido. Trouxe apenas esse pão. Mas está novo, acabei de pegar da mesa do oficial. – Disse para ele enquanto entregava colocando minha única possibilidade de alimentação para os próximos dias. Perdi tudo numa rápida fração de segundos.
-Certo... – Ele pausou por alguns instantes para refletir. – Suba as escadas e tome a terceira saida para direita, vai encontrar um portão central. Lá você conseguirar obter uma saída pela lateral.
-Muito obrigado, nobre senhor. – Quando dava as costas e inicava minha retirada, ele repentinamente me fez uma pergunta estranha:
-A revolução começou certo?
- Creio que sim, a população toda está vindo em direção até aqui...
-Raios – me interrompeu ele com uma fala agressiva, enquanto golpeava a mesa. – Isso significa que não verei o maldito Luis XIV, ele já morreu.
- Como assim? Você está preso aqui desde quando?
- Desde 1669, fiquei preso por 34 anos. Se estamos conversando agora, significa que em 1703 eu já morri, e até hoje ninguém sabe ao certo minha indentidade. Mas, a especulação do Voltaire pode está até meio certa, achar que sou o ilegítimio irmão mais velho do Luís XIV...

Aproveitei a pausa da fala do estranho ser para sair logo daquele lugar tenebroso. Como já não bastasse conversar com um spectrum mascarado, ainda sem identidade certa, me deixou com ainda mais calafrios. Pegueia  saída da maneira mais rápida possível

Autor: Douglas Cavalheiro
Criação: 15/10/2012
objetivo: www.ligadosfm.com

12 de out de 2012

Papo de gago #12: Papo com Bruno Saga


Olá pessoal, o Papo de Gago de hoje é um bate-papo com o Ator, Cosplayer e Comediante Bruno Saga, então junte-se a Anderson e venha curtir esse super papo.

Nesse podcast: Descubra as vozes presentes nesse cast, entenda o valor de acreditar em si mesmo e descubra como Bob Esponja ajudou uma garotinha.

Link's comentados no programa:

Link's comentados nos e-mails:



Deixe o seu comentário no post ou mande os seus xingamentos, elogios ou sugestões para: papodegago@ligadosfm.com
 


Ouça podcast no player acima ou baixe o mp3 clicando aqui 

Por: Anderson Ricardo
Em: 12/10/2012
Objetivo:
LigadosFM  


 

9 de out de 2012

44º Mundo Cão - A Lei dos Contratos

Conviver em sociedade é muito mais do que passar por alguém na rua e dar bom dia. O convívio é quase que um contrato social, ainda que a evolução do convívio para casamento, parceria, sociedade empresarial ou mesmo a divisão de um imóvel para morar exija a elaboração de um contrato escrito.

Mas, por que o contrato? Contrato é o mesmo que acordo, seja ele escrito ou não. O convívio social parte da necessidade do ser humano de se relacionar com o seu semelhante, e isto está afirmado nas palavras de Jean Piaget e Aroldo Rodrigues, estudiosos que embasam parte dos discursos inerentes à formação de conceitos em psicologia social. Acontece que em determinados graus de evolução do relacionamento humano, os indivíduos ali envolvidos, ali relacionados, passam a lidar com minuciosidades, com pequenas similaridades, que podem afetar significativamente o cotidiano de cada uma das partes interessadas e causar maiores transtornos.

É o caso do lembrete deixado na porta da geladeira, uma data comemorativa, uma conta para pagar ou um método contraceptivo a ser usado. Estes pequenos detalhes, ainda que pequenos, têm grandes coisas em comum: consequências.

As consequências de uma conta não paga, de um compromisso de trabalho o qual não se compareceu, o aniversário do chefe ou uma gravidez indesejada, podem resultar em danos maiores do que as palavras "eu assumo o risco" consegue vislumbrar. Em todos os casos, há a falta de planejamento, o constrangimento e a necessidade de se tomar decisões de emergência, ou seja, a presença de uma pressão indesejada.

A pressão indesejada aborda o cotidiano do indivíduo sem que ele tome conhecimento de perspectivas ou de uma premissa que sane a sua necessidade naquele momento, uma necessidade imediata. Pressões indesejadas, quanto maiores, proporcionalmente exigirá soluções cada vez mais imediatas e precisas. Acontece que a precisão é uma variável oriunda do domínio técnico, do número de repetições e do tempo. Ou seja, 'não dá tempo' e as consequências terminam por ser até danosas, ou, no mínimo, geradoras de sequelas que demandarão tempo para serem repostas.

A não realização de manutenções preventivas no veículo, antes de se fazer uma viagem de longa distância, pode resultar na ocorrência de um acidente grave e as consequências já se sabe. A perda de um voo já agendado, por desatenção ao horário de embarque e de chegada no aeroporto, pode resultar no pagamento de mais diárias em hotel e gastos desnecessários em outra cidade que não a que se reside, na ausência em compromissos agendados e, por que não(?), na perda do próprio emprego. De qualquer forma, a má disciplina do indivíduo no cumprimento de seus contratos pode resultar até em cadeia.

Estava verificando estes dias a agenda de um evento o qual estou promovendo, em parceria com antigos de bandas em que toquei há algum tempo, e descobri que existem algumas ações as quais necessitam da colaboração de pessoas com determinado âmbito e grau de competência. Pensei em alguns nomes e levei até os demais e, como resposta, obtive um não quanto à participação deles no projeto, em virtude de minúcias, como o costume de chegar atrasado, não ter o costume de manter o celular ligado e até de não levar tão a sério acertados verbais. Se se tratasse de uma oportunidade de trabalho, essas pessoas estariam descartadas, talvez, da grande virada da vida delas, já que as mesmas dedicam suas horas vagas e produtivas para a arte (e não para outras atividades, como trabalhar em uma empresa, em um órgão público ou no comércio, por exemplo).

Lembro das palavras de um jornalista potiguar, Rilder Medeiros, em uma palestra promovida pelo meu ex-professor de Estratégia Empresarial, quando ainda fazia graduação: "não interessa o lugar, vocês estarão sendo sempre observados". As pessoas a que me remeti no parágrafo anterior erraram na forma de se comportar justamente em momentos que pareciam ser nada cruciais. Ausentavam-se de reuniões, de ensaios e não telefonavam para os demais integrantes de suas bandas de música, a fim de tomar conhecimento do porquê de um encontro simplesmente não ter acontecido ou de não ter recebido uma confirmação se ela ocorreria ou não. Ainda que se tratassem de projetos sem muita perspectiva e que hoje em dia nem existem mais, seu comportamento inadequado frente a tal condição (sendo ela adequada ou não) resultou na exclusão de sua participação em um grupo com objetivos e perspectivas mais sérias - futuramente.

Às vezes, somos assolados pelo mal da desmotivação. Quando isto acontece, a primeira providencia a ser tomada é o desligamento imediato das atividades que justificam a sua desmotivação. Do contrário, seremos pais de um trabalho pífio, de baixo valor para o grupo e com poucas contribuições sólidas. Seremos excluídos do grupo por causas pequenas, até injustificadas. E não há o que discutir, a culpa será centralmente nossa, pois faltamos com acordos previsto em contrato. Isto, porque tendemos a nos motivar com ambientes e condições salubremente favoráveis ao nosso bem-estar, à nossa proteção, os quais nos identificamos e que visualizamos perspectivas futuras favoráveis.

Ainda que do lado de cá não prevaleça o sentimento de segurança e de conforto, quanto aos objetivos de uma determinada empreitada, existe o lado de lá, que pode pensar de forma diferente. O importante é que haja sintonia entre ambas as partes para a manutenção da solidez do contrato ali a se estabelecer.

E ainda que eles não passem de delegações verbais, de ordens da boca para fora, seja justo consigo e com os demais que passaram a confiar e a depender de ti. Cumpra os contratos. Ou, do contrário, isto resultará em consequências significativas, cujo maior prejudicado será você.

RODRIGUES, A., ASSMAR, E. M. L., JABLONSKI, B. Psicologia social. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 09/10/2012
Objetivo: www.LigadosFM.com

6 de out de 2012

3º Filósofos - Pitágoras


Sejam bem vindos ao terceiro vídeo da série vlog Filósofos! Desta vez falaremos sobre Pitágoras de Samos, filosofo grego, também conhecido como o Pai da Matemática, pelo teorema que leva seu nome, pela noção de harmonia numérica e concepção de unidade de medida e analise em todas as formas e ideias.



Visite o blog: http://www.ligadosfm.com/
Revista Ligados: http://www.revistaligados.com/

Artigo de ANTÓNIO ROCHA FADISTA sobre o aspecto religioso do culto pitagórico de seu messias, assim como as relações com suas descobertas: http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=47

Vídeo da disney  explicando a relação harmônica da matemática e a música, assim como o teorema de Pitágoras: http://www.youtube.com/watch?v=7S3iW_sbqsA

Blog Investigação Filosófica: http://investigacao-filosofica.blogspot.com.br/ - Muito bom!

5 de out de 2012

16ª Criticando Cinema: A inocência de um garotinho...

Olá pessoal o Criticando Cinema de hoje vai falar do filme que é uma Comédia Dramática estrelada por Rodrigo Noya, Carmen Maura, Julieta Cardinali e dirigida por Alejandro Agresti.

Sinopse: 1960, Buenos Aires. Valentin é um menino de 8 anos que vive com sua avó, já que seu pai vive ocupado trabalhando e sua mãe está desaparecida desde a separação de seu pai. Solitário, Valentin divide seu tempo sonhando se tornar um astronauta e ouvindo as histórias contadas por sua avó. Seu grande sonho é que seu pai o leve para conhecer sua mãe, mas ele se irrita só de ouvir a simples menção do nome dela. Valentin passa a acreditar que possa ter enfim uma mãe quando conhece Leticia, a mais nova namorada de seu pai.

Enredo: Valentin é um menino de oito anos que vive com sua avó. Sua mãe desapareceu quando ele tinha apenas três anos de idade e seu pai é um homem distante, incapaz de assumir responsabilidades. Valentin é uma criança solitária, em uma busca constante por amor e afeto. Ele tem duas obsessões: tornar-se astronauta e que o pai o leve ao encontro de sua mãe. Mas seu pai não quer remexer no passado e, além de tudo, está mais preocupado com seus relacionamentos passageiros. Até a chegada de Letícia . a quem o menino se apega imediatamente. Valentin faz o papel de cupido, tentando juntá-los e assim ter uma mãe de verdade.

Resenha: A primeira vez em que eu assisti Valentin foi lá em Noronha no cineclube de lá. O filme conta a história de Valentin um garoto de 8 anos, que vive com sua avó e sonha em ser um grande astronauta, ele é um daqueles meninos maduros pra sua idade, então pode espera um filme realmente cheio de situações gostosas de se assistir e de refletir também.

No filme dou destaque na maravilhosa atuação do garoto Rodrigo Noya que faz o Valentin, ele realmente rouba a cena na pele desse garotinho, o filme tem uma fotografia muito bem trabalhada no qual nos leva direto para os anos 60, realmente é maravilhoso. Sem contar na direção de Alejandro Agresti na qual foi muito bem conduzida em todas as sequencias do filme. Outra coisa legal no filme é que ele é a história da vida do diretor quando criança, o que é claro tem uma visão embutida do diretor e dono da história, como se ele refletisse sobre a sua própria infância.

Então se você quer um filme com Drama e Comédia Valentin é uma grande pedida, pois é uma história emocionante e cheio de encantamento que nos faz rever alguns valores, então pessoal o Criticando Cinema vai ficando por aqui, até o próximo pessoal.


Por: Anderson Ricardo
Em: 05/10/2012
Objetivo:
LigadosFM  



15ª Entrevista Literária - Cesar Veneziani

Cesar Veneziani é um paulistano de 54 anos, Operador de Reator Nuclear e formado em Geografia pela USP, com especialização em Antropologia, e que há pouco menos de dez anos resolveu fazer apenas o que gosta na vida. Daí a escrever foi um passo pequeno... Fez cursos na área de literatura e poesia até que arriscou uma primeira publicação, o livro "Asas" (Utopia Editora, 2009). Depois participou das coletâneas nacionais "Segunda Antologia do Bar do Escritor" e "Terceira Antologia do Bar do Escritor", com prosas e poesias de autores de todo o país, assim como a antologia de sonetos "Sonetário Barnasiano", com dez sonetistas de vários lugares do Brasil. Foi classificado e publicado nos concursos nacionais TOC#140 da FLIPORTO (Porto de Galinhas/PE) em 2010 e 2011 e no concurso nacional de sonetos "Chave de Ouro" da Academia Jacarehyense de Letras, em Jacareí/SP em 2011. Lançou em março de 2012 o livro "Neblina" (Editora Patuá).

O autor Cesar Veneziani

Ligados: Quando aconteceu o seu contato com a Literatura? 

Cesar Veneziani: Desde criança. Sempre li muito, mas confesso que poesia é a minha leitura preferida apenas de uns 10 anos pra cá. 

Ligados: O ofício da poesia lhe surgiu em que momento? 

Cesar Veneziani: Ah... Antes fosse ofício! Sou um apaixonado por poesia: estudo, leio, busco, mas apenas de forma “amadora”. Houve um momento em minha vida em que a necessidade de expressão foi maior que os preconceitos, então comecei e não pretendo parar mais de escrever. 

Ligados: Sabemos muito bem que, no Brasil principalmente, poesia não garante o sustento de ninguém. O que mais subsiste em você, o Operador de Reator Nuclear ou o poeta? 

Cesar Veneziani: Hoje convivem harmonicamente. Não dá pra deixar o trabalho, mesmo porque mal consigo zerar os custos das publicações que já participei. Mesmo quando bancado pela editora, a renda advinda da venda mal paga a merenda... (Não resisti, perdoem! Hehehe...)

Ligados: Existe algum autor que exerce influência sobre você?

Cesar Veneziani: Fernando Pessoa, Vinicius de Moraes, Manoel de Barros... Mas o maior de todos e que me influencia a cada poema que leio é Guilherme de Almeida. É um crime para com a cultura o que a mídia faz, simplesmente ignorando Guilherme... 

Ligados: Possui um estilo próprio em seus textos? 

Cesar Veneziani: Não. Acredito que estilo e temática, nos dias de hoje, quando repetidos tornam-se enfadonhos. Como a leitura de poesia é uma pequena parcela do pouco que se lê, procuro aumentar os horizontes para atingir mais leitores! 

Ligados: Você publicou, até o momento, os livros “Asas” (Utopia Editora, 2009) e “Neblina” (Editora Patuá, 2012). Poderia nos fornecer detalhes a respeito das obras? 

Cesar Veneziani: O “Asas” foi uma espécie de descoberta, de abertura de parâmetros e horizontes. Foi uma emoção só. Do ponto de vista literário, apresenta algumas incorreções ou desvios próprios dos iniciantes. Já o “Neblina” buscou, através do amadurecimento no lidar com a palavra e com o ritmo e a sonoridade existentes nela, uma poesia mais consistente. Nele várias formas, estilos e temas são expressos buscando uma leitura fluida e fazendo do leitor um “parceiro” na criação das imagens e cenas, não apenas um mero observador. 

Ligados: Um dos sites sobre Literatura mais conhecidos na internet é o Bar do Escritor, onde autores, iniciantes ou profissionais, divulgam os seus textos para que estes recebam críticas sinceras. Quais os benefícios dessa ferramenta para você, que já participou de três coletâneas organizadas pelo grupo? 

Cesar Veneziani: Os benefícios foram e continuam sendo enormes. Vejam, quando me decidi a “escrever algo que alguém pudesse ler e se identificar”, foi no Bar do Escritor que postei e recebi minhas primeiras críticas. Lá que aprendi que poesia não é desabafo juvenil e que a busca pela excelência deve ser o objetivo único a direcionar a escrita. Tenho uma enorme honra e orgulho de participar e conhecer dezenas de membros do grupo. No Bar do Escritor estão alguns dos maiores poetas da internet! 

Ligados: Ser classificado em concursos literários não é fácil e a decisão dos julgadores quase sempre se baseia em critérios subjetivos, sendo impossível afirmar que os melhores trabalhos foram, de fato, os que venceram. Compensa participar? 

Cesar Veneziani: Compensa sim! Participei já por duas vezes do TOC#140 da FLIPORTO de Porto de Galinhas/PE e fui publicado em ambas (edições de 2010 e 2011). Também fui publicado no concurso de sonetos “Chave de Ouro” da Academia Jacarehyense de Letras, em Jacareí/SP. Por mais que os critérios sejam subjetivos, sempre há uma “linha geral” que, quando ultrapassada, faz com que uma obra se destaque. Passar essa “linha” é um desafio, e eu adoro desafios!

Ligados: Quais as suas pretensões para o futuro? 

Cesar Veneziani: Pretendo começar um mestrado nesta área de poesia... Mas isso tudo ainda em elaboração e sem deixar meu trabalho que, afinal de contas, tem me garantido o sustento já há décadas! 

Ligados: Está com projetos literários atualmente? 

Cesar Veneziani: Tenho um projeto envolvendo a tradução de uma balada, a “The Balladof Reading Gaol” de Oscar Wilde, no qual já trabalho há pouco mais de dois anos e que, depois de pronto, pretendo publicar; tenho também um projeto envolvendo imagens e haicais no formato proposto por Guilherme de Almeida em parceria com a fotógrafa Marselha Zakhia de Itumirim/MG. Fora isso, vou fazendo aqui e ali poemas. Quem sabe um terceiro livro não apareça? 

Perguntas rápidas: 
Autor(a): Guilherme de Almeida;
Ator(Atriz): Jack Nicholson;
Site: Google (um verdadeiro oráculo!); 
Banda: DeepPurple;
Música: Mistreated;
Filme: O Silêncio dos Seus Olhos.

Link do seu produto na loja online:
Editora Patuá: Aqui.

Ligados: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Cesar Veneziani: O que me ocorre agora é apenas agradecer à oportunidade. Não conheço o trabalho de vocês com mais detalhes, mas a seriedade com a qual fui abordado e inquirido me dá a certeza de que jovens empreendedores e com ideais fortemente embasados e imbuídos do objetivo de difundir a cultura como vocês podem dar um ganho de qualidade ao panorama cultural do país, o que os órgãos estatais não conseguem fazer. Parabéns e mais uma vez obrigado!


Autor: Thiago Jefferson - Criação: 05/10/2012 - Objetivo: www.ligadosfm.com