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27 de fev de 2013

12º Filósofos - Aristóteles

Conheça Aristóteles, o filósofos mais conhecido e disseminado. Neste vídeo falo sobre a abordagem empírica dele, assim como se deu o processo de desenvolvimentos de suas teorias, sua concepção de ética, lógica e política. Entenda como Aristóteles compreendia os estados e suas teorias a respeito de estado e comunidade e como argumentou contra as teorias de Platão.


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Detalhes sobre a promoção do livro: Será sorteado apenas um exemplar do livro "Sementes de Gelo", do autor André Vianco, entre as pessoas que comentarem no vídeo. O comentário que mais se destacar ganha. Próximo vídeo revelo o ganhador.

Livro A política de Aristóteles (PDF):http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/politica...
Livro A Retórica de Aristóteles (PDF):http://sumateologica.files.wordpress....
Livro ÉTICA A NICÔMACO e a Poética de Aristóteles (PDF):http://www.deboraludwig.com.br/arquiv...
Aristóteles e Pedagogia, revista escola:http://revistaescola.abril.com.br/his...
Coleção completa (inglês e PDF): http://migre.me/dqmlr
Vídeo aula Ética a Nicômaco - Aristóteles:https://vimeo.com/28312982
Ética a Nicômaco II: https://vimeo.com/29482426
Vídeo Política segundo Platão e Aristóteles:http://www.youtube.com/watch?v=LKv9nH...
Animação Univesp: http://www.youtube.com/watch?v=CwKeyq...
Aula sobre Aristóteles: http://www.youtube.com/watch?v=cFJywG...
O que os libertários podem aprender com Aristóteles:http://www.youtube.com/watch?v=LX2z3G...
Canal Filosofia Hoje: http://www.youtube.com/user/Filosofia...

Autor: Felipo Bellini   Criação: 25/02/2013    Objetivo: ligadosfm.com

26 de fev de 2013

63º Mundo Cão – Cuba, Yoani Sanchez e outras conversas


Não concordo com a posição tomada por certos brasileiros ou por seguidores de determinadas vertentes políticas quanto ao ato de criticar a blogueira cubana Yoani Sanchez. Ninguém que vive fora daquela ilha caribenha tem o direito de impor seu ponto de vista frente às colocações dela quanto à situação politica daquele país, quanto à qualidade de vida lá deflagrada ou quanto ao modo como sua economia funciona. Ninguém melhor do que um brasileiro para falar do Brasil ou um americano para falar dos Estados Unidos da América.

Acontece que, como Cuba, Venezuela, Bolívia ou qualquer pais do antigo regime socialista, assim como China e Coreia do Norte, não se pode tecer criticas (construtivas ou analíticas) daqui do Brasil, sem nunca ter colocado os pés ou convivido de perto com as realidades sociais e políticas neles deflagradas. Acontece que existe uma esquerda resistiva e radical que insiste em vislumbrar, sempre, um cenário perfeito em uma realidade atípica ao que estão acostumados a assistir ou a sentir na pele. É como se tudo o que houvesse em termos de economia capitalista, liberal ou de mercado fosse danoso e corrosivo, ao mesmo tempo em que as economias planificadas e socialistas caem como perfeitas e ideais para a sobrevivência e sustentabilidade de todo um sistema politico e econômico.

Não falo da experiência danosa da União Soviética ou mesmo da paupérrima Coreia do Norte, das falidas economias da Europa Oriental ou das disparidades de renda que se estabeleceu entre as Alemanhas (oriental e ocidental) durante a segunda metade do Século XX. Todavia, tal qual medidas que visam à sustentabilidade do sistema capitalista acabam se saindo danosas para o Welfaire State ou para a manutenção do bem-estar social, em uma economia planificada (onde a prática do consumo é banida de sua sociedade), o fomento a atividade econômica tem seus insucessos, a começar pela ausência de incentivos à indústria de bens de consumo.

Aliás, o mercado de consumo é justamente o que bate de frente com o princípio ideológico do regime político socialista, logo, o que se prevalece, em termos de produção econômica, é a indústria de base.

Ou seja, uma economia socialista cresce a passos mais curtos do que uma economia capitalista de mercado. A ultima cresce e inova mais rapidamente, investe pesadamente em capital intelectual e os ganhos tendem a migrar com maior força da esfera produtiva para a esfera criativa. Em outras palavras, constantemente, surgem novos ramos, novas industrias e proponentes potenciais para produzir mais e melhor.

É o caso das diferenças entre Cuba e Brasil. Enquanto que o primeiro, sequer, conta com investimentos no acesso a banda larga e Internet de alta velocidade, ainda neste ano teremos a Internet 4G operando em solo tupiniquim; enquanto que a ilha caribenha começara a experimentar picos de ate 500 kilobytes por segundo de velocidade em transmissão de dados, no Brasil, teremos até 100 megabytes por segundo na palma da mão. O acesso à informação e ao resto do mundo faz toda a diferença, se uma sociedade tem vontade de crescer e de se desenvolver, do ponto de vista social e cooperativo.

A propósito, Cuba é uma ditadura, que insiste em se fechar dentro de um mundo cada vez mais aberto e conectado. E ainda que os danos ao meio ambiente e às camadas mais populares da sociedade sejam irreversíveis, em função do consumo desenfreado e sem qualquer instrumento de controle ou de disciplina, como vemos na China e aqui no Brasil (a exemplo da falta de tratamento ou de descarte adequado de sacolas plásticas, sucatas tecnológicas, embalagens e até do ar o qual se respira), por aqui, desde 1985, quando a ditadura militar deu lugar a um regime político democrático em que a liberdade de ir e vir, de pensamento e expressão tornaram-se tripé ideológico, podemos reivindicar melhores salários, maior justiça social, transparência e, por que não, reversão de poder, através do voto direto e da escolha de governantes por parte dos cidadãos.

A manipulação, por aqui, e manutenção do status quo político se dá de outra maneira – e, geralmente, é a permissão dos cidadãos brasileiros unidos que dá o seu ad referendum nos domingos de eleição. Em Cuba, a família Castro usufrui de suas benesses e privilégios da mesma forma que o Kim Jong-un o fez ao viajar por diversas vezes à Disneyland. A propósito, os veículos oficiais de algumas pequenas repúblicas socialistas, como a Hungria, não passavam de Rolls Royce e até esportivos americanos, veículos, por sinal, muito superiores aos populares Lada Samara e Laika da indústria automotiva soviética e de difícil alcance, por parte das classes medias das economias capitalistas mais desenvolvidas.

Não foram os netos e sobrinhos da família Castro que foram vistos guiando lanchas e jet skies no litoral caribenho e até nas águas do sul dos Estados Unidos em medos do ano passado? O que há de justo e de errado nisto?

De qualquer forma, em qual sistema econômico ou de governo é melhor para se viver ou para se fazer a melhor justiça? Eu não sei. Todavia, a única consciência de que tenho, apesar disto tudo, é a de que nenhuma militância da esquerda brasileira ou que esteja fora de Cuba tem o direito de taxar a blogueira Yoani Sanchez de mercenária ou de desmenti-la quando ela emite opiniões ou descobre a realidade de seu país para o resto do mundo – jamais conhecida, todavia, pela mesma esquerda a qual, sequer, saiu do país para pôr os pés em outro pedacinho de terra que fosse fora do continente sul americano.

Para ser mais franco, não há caminho mais pleno para a moral de falar ou de taxar uma certa realidade do que adentrá-la na prática. Se Cuba é assim tão maravilhoso, por que tantos poucos são os militantes da esquerda que decidiram ou que desejaram / desejam ir para Cuba ou Coreia do Norte para viver? Quer ter a razão sobre Cuba, mude-se para lá, primeiramente!

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 26/02/2012

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 62º Mundo Cão - Viva o Carnaval, sim!

24 de fev de 2013

28º Ensaio Cultural - A Utopia de Thomas More como uma defesa das sete virtudes



Em minhas leituras e releituras de Utopia, bem como estudos teóricos sobre a obra, fiquei fortemente inclinado a dizer com grande certeza que aquela não é de forma alguma uma obra socialista em essência, ao contrário do que hoje se popularmente acredita sobretudo por influência de Karl Kautsky. É mesmo verdade que existe na ilha criada por Sir Thomas More uma organização comum de bens, mas o significado disso vai além das simples aparências. Tomemos como ponta de partida para esta interpretação os parágrafos finais do livro, que dá um novo sentido a tudo aquilo descrito anteriormente:

“Quando Rafael terminou a sua narrativa, muitas coisas nas leis e costumes da Utopia me pareciam absurdas, como, por exemplo, o seu sistema militar, os seus sacrifícios e religiões e, principalmente, o princípio fundamental das suas instituições, isto é, a sua comunidade de vida e de bens, sem necessidade de dinheiro e de outras coisas, como a nobreza, a pompa, o esplendor, a honra e a majestade, coisas que, aos olhos do vulgo, constituem a verdadeira grandeza de uma república. […] Entretanto, pois que não consigo concordar com tudo que Rafael disse e não duvidando da sua sabedoria e profunda experiência das coisas humanas, sou obrigado a reconhecer que há, na República da Utopia, muitas coisas que eu desejaria para nossos países, considerando-se ainda que a minha expectativa vai além da esperança de o conseguir.”

Ora, se a comunidade de vida e de bens é aquilo que há de mais absurdo na ilha de Utopia, por que deveríamos tomar isto como parte essencial do Magnum Opus de Thomas More? Mais importante, me parece,é a afirmação final de que há outras coisas que deveriam ser seguidas em outros países. De fato, se excluirmos de A Utopia todas as estranhas instituições, o que nos resta é sobretudo a crítica mordaz ao estado de decadência moral e institucional da Europa, sobretudo a Inglaterra, no Século XVI. Havemos de nos lembrar que esta é a época imediatamente após a Guerra das Duas Rosas, concomitante com os movimentos reformadores da Igreja, com as políticas de cercamento e de uma ordem social transitória entre o feudalismo e a modernidade. Em tal período, abundou a corrupção e a criminalidade na Inglaterra. Nesse contexto surge o movimento humanista cristão, liderado por Erasmo de Roterdão, amigo próximo de Thomas More. Tal escola opunha-se à criação de outras igrejas - claramente, era anti-protestante - e mantinha como base os  princípios humanistas e a ética cristã, aproximando-se do cristianismo primitivo e se resumido no lema "Renascens pietas, restitutio Christianismi, Christum ex fontibus praedicare" (fazer renascer a piedade, restaurar o Cristianismo e pregar Cristo a partir das fontes). É com base nesses valores que se estrutura a narração utopiana de More. Nas palavras de Otto Maria Carpeaux, em História da Literatura Ocidental "trata-se na Utopia realmente de uma utopia: é verdade que Morus teria gostado de juntar, no dizer de um dos seus biógrafos, as quatro virtudes platônicas (Sabedoria, Bravura, Moderação, Justiça) às três virtudes paulinas (Fé, Amor, Esperança), para criar uma Inglaterra feliz. Platão e Paulo juntos; é humanismo cristão."

Para melhor ilustrar como se dá essa união das virtudes pagãs com as teológicas como princípio moral restaurador, tomemos os seguintes trechos, interpretados como uma exaltação das sete virtudes e crítica a seus pecados opostos:

“Privar-se a si próprio de algo para dá-lo a outrem é um dever da humanidade e nobreza de coração. [...] A consciência de ter procedido bem, a lembrança do reconhecimento daqueles a que se faz o bem trazem muio mais prazer à alma se não o tivesse feito."
(Exalta a generosidade e critica a avareza.)

“Quando as mulheres trabalham, os homens deixam por seu turno de trabalhar. Além disso, há a multidão de padres e religiosos que nada produzem. Acrescentai todos os ricos, especialmente os proprietários [...], juntai-les ainda seus criados, esse bando de desordeiros, os mendigos robustos e válidos [...]; Descobrireis, em suma, que o número dos que trabalham para prover aos bens necessários à vida do gênero humano é bem menor do que pensável."
(Exalta a diligência e critica a preguiça.)

"Nesse gênero de falsos prazeres, os utopianos incluem a vaidade, de que atrás falei, que faz que os homens se julguem melhores por terem melhor aparência, vaidade duplamente errada, pois não só erram em julgar que seu aspecto exterior é o melhor como em considerarem-se superiores.” (Exalta a humildade e critica a vaidade.)

Parece-me clara essa função moralizadora da Utopia de Sir Thomas More nos trechos acima e diversos outros encontrados pela obra. O autor, sabemos, era um católico fervoroso e sujeito de grande retidão moral, tendo-se mantido fiel ao que acreditava até o fim de sua vida (por tal razão perdeu a cabeça na guilhotina). Essa Thomas More moralista é precisamente o mesmo que escreveu Utopia, e que mantinha-se calado sobre assuntos políticos se isso viesse a lhe trazer complicações, a exemplo da sua clara e silenciosa oposição à Igreja Anglicana. Em Utopia o lorde chanceler manteve também seu silêncio pessoal sobre vários assuntos ao diluir todo o seu sarcasmo na descrição de uma sociedade insular no Novo Mundo na voz de outrem (Rafael Hitlodeu). A arte do silêncio e do afastamento do sujeito e seu discurso são praticados com tão grande perfeição por Thomas More que é preciso meditarmos entre o dito, o dito entre as entrelinhas e o não-dito. Assim sendo, grande parte do que está escrito em Utopia e do que diz respeito à vida interior do escritor permanece um mistério. Só não podemos duvidar que ele foi um homem de fé e sempre consistente com sua ética.

Autor: André Rodrigues | Criação: 24/02/2013 | Objetivo: www.ligadosfm.com

22 de fev de 2013

25ª Entrevista Literária - J. B. Souza

Conheça o nosso novo blog: http://demonstre.com/



J. B. Souza tem apenas vinte anos, mas já estreou no meio literário com o livro “Filho da Morte – O Quinto Cavaleiro”, lançado em agosto de 2012 pelo selo Desfecho Romances, da editora carioca Multifoco. Este é o primeiro de uma trilogia fantástica que o autor vem desenvolvendo atualmente. O escritor nasceu e reside na cidade de Pau dos Ferros, interior do Rio Grande do Norte.

O autor J. B. Souza

Ligados: Quem é J. B.? 

J. B. Souza: Filho, irmão, amigo, colega, escritor, leitor, desenhista. José Bezerra é acima de tudo um amante da leitura; uma pessoa que gosta de estar entre as páginas de um bom livro. É aquela pessoa que troca qualquer evento para viajar nas histórias que tanto lhe cativam. Não dispensa papel e caneta, e está sempre a rascunhar ideias.
Acredita ser um bom filho e um ótimo irmão. Amigo? Isso é o que ele mais preza: a amizade. Para ele, “ter amigos verdadeiros é o melhor que um ser humano pode querer”. Talvez tenha inimigos, todos tem (risos), mas quem vai saber? 

Ligados: Como você descobriu a aptidão para as letras? 

J. B. Souza: Quando pequeno, eu tive muita dificuldade em aprender a ler e escrever... Chegava a chorar e dizer que era burro e que nunca aprenderia. Acho que minha paixão (não aptidão) pelas letras começou a partir do momento que eu decidi agarrá-la como amiga e não inimiga. No Ensino Fundamental eu lia livros que meus colegas não liam, a não ser que fossem obrigados (risos). Acredito que um dos meus primeiros livros que li por completo foi “Lucíola”, de José de Alencar. Agradeço bastante às professoras que me incentivaram, porque eu tive professoras que fizeram isso! E tenho que agradecer as bibliotecárias, que tinham que me aturar durante os intervalos das aulas (risos). 

Ligados: Quais as melhores obras que você já leu? Algum autor serve de inspiração em seu processo criativo? 

J. B. Souza: Nossa! Já li muitas obras boas. Adoro séries como Harry Potter, da J. K. Rowling; os mistérios de Robert Langdon, do Dan Brown, e as batalhas angelicais do brasileiro Eduardo Spohr. Tenho algumas “quedas” pelos românticos fantasiosos, como “The Vampire Diaries”, da L. J. Smith, mas o que eu gosto mesmo é do universo da fantasia. JK, Lewis e Tolkien são os melhores! Acho que um pouco de cada autor que eu já li serviu de inspiração, pois acredito que cada um contribuiu de uma forma diferente, seja com os mistérios, as batalhas... ou o amor. 

Ligados: Poderia nos fornecer detalhes a respeito do seu livro “Filho da Morte – O Quinto Cavaleiro”? 

J. B. Souza: Ai como é difícil falar do próprio livro (risos)... Não sei se outros autores se sentem assim, mas eu tenho dificuldade. 

Então, o “Quinto Cavaleiro” é o primeiro volume de uma trilogia chamada de “Filho da Morte”. Esse primeiro volume narra à vida do adolescente James, que depois de anos convivendo com acontecimentos estranhos, toma posse de uma nova vida. Uma vida cheia de segredos, pessoas estranhas, criaturas sobrenaturais, sangue e mortes. 

Em cada livro, imaginei tratar aspectos da nossa vida, e nesse primeiro volume decidi por trazer à tona as escolhas humanas como peças modificadoras. Eu não acredito em destino, mas que cada um faz sua própria história a partir de suas escolhas. 

Os próximos volumes irão trazer novos conteúdos.

Ligados: Sobre a trilogia “Filho da Morte”, gostaria de vazar “spoilers” para os nossos leitores? 

J. B. Souza: Humm... Eu sou muito reservado a respeito do que escrevo, mas digamos que o “Filho da Morte” terá uma virada drástica no seu segundo volume, surpreendendo aqueles que já leram e conheceram alguns personagens. Já o terceiro, no qual já tenho o último capítulo escrito, terá um final digno de uma trilogia. Até eu me surpreendi com o final. 

Ligados: Quando se fala em divulgação, a internet é sua amiga ou inimiga? 

J. B. Souza: Com certeza ela é uma amiga, e das grandes. Através da internet eu posso estar em contato com os leitores e outros autores iniciantes como eu. As redes sociais são armas poderosas na divulgação, isso eu não tenho dúvida. Claro que, como autor, preciso de tempo para isso, coisa que, no momento, não estou dispondo devido a Faculdade. Desculpe meus leitores se estou sumido (risos). 

Ligados: Como você enxerga o mercado de livros no Rio Grande de Norte, em especial na sua cidade natal, Pau dos Ferros? 

J. B. Souza: De verdade? Péssimo! O estado parece dar unicamente valor ao mercado de livros de caráter regional, sabe? Livros que abordam outros aspectos e outras culturas parecem ser vistos com outros olhos. Uma prova disso são as editoras daqui, que não aceitam, por exemplo, o meu tipo de livro. Nada contra, mas bem que poderiam colaborar... 

Minha cidade é pequena para o estado, mas é um pólo da região. Aqui o mercado de livros é muito baixo, pois só dispomos de uma única livraria, a única que se preza a vender livros, de forma geral. Parece vergonhoso. Como eu gostaria que as pessoas daqui tivessem mais acesso a literatura... Até já brinquei que um dia construiria uma livraria... mas quem sabe (risos)? 

Ligados: Já recebeu críticas a respeito dos seus textos? Se sim, como as encarou? 

J. B. Souza: Já, mas todas as críticas foram muito boas. Não encaro as críticas como algo ruim, pelo contrário, como uma ajuda. Gosto quando alguém ler meus textos e diz o que achou. Se ficou ruim, eu o melhoro; se ficou bom, continuo procurando o que melhorar. Uma das críticas que mais gostei foi de uma das editoras que recebi proposta de publicação. Ela disse muitas coisas que ajudaram, de certa forma, a melhorar meu livro e textos futuros. 

Ligados: Além da trilogia, quais são os seus projetos literários para o futuro? 

J. B. Souza: Bom, além do segundo volume de o “Filho da Morte”, tenho algumas sinopses esperando para serem desenvolvidas. Uma delas já ganhou uma estrutura e estou bastante feliz com o que montei. Espero realmente que der certo. Além dessa, tenho mais umas quatro sinopses que, no momento, ficarão na gaveta. Infelizmente, todos os meus projetos estão parados devido à Faculdade, mas se aparecer uma oportunidade de rascunhar alguma ideia, com certeza estarei rascunhando. E agora é esperar...

Perguntas rápidas: 
Autor(a): J. K. Rowling; 
Ator(Atriz): Anne Hathaway;
Site: Facebook; 
Banda: Kansas;
Música: Carry On My Wayward Son;
Filme: Harry Potter. 

Links na internet: 

Links dos seus produtos nas lojas online: 
Cultura: Aqui;
Travessa: Aqui
Multifoco: Aqui.

Ligados: Considerações finais. 

J. B. Souza: Gostaria de agradecer pela oportunidade dessa entrevista e parabenizar a iniciativa da revista e do blog. É muito bacana o espaço dado aos autores para discutirem suas obras e sua vida como escritor e leitor. Se todas as revistas pudessem fazer o mesmo, o Brasil conheceria mais sobre literatura e seus autores. Espero que os leitores gostem da entrevista e busquem conhecer mais sobre o “Filho da Morte”. Muito obrigado!



Autor: Thiago Jefferson - Criação: 22/02/2013 - Objetivo: www.ligadosfm.com

18 de fev de 2013

11º Filósofos - Platão

Neste vídeo apresento apresento Platão, filósofo político e racionalista, discípulo de Sócrates, autor dos diálogos socráticos e da maior bibliografia da Idade Antiga. Debato sua busca pelo Ideal, o mundo das ideias, sua cidade-estado perfeita, a utopia platônica e a alegoria da caverna. Veja, critique e debata!!





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Detalhes sobre a promoção do livro: Será sorteado apenas um livro, de nome  " O Legado dos Templários", novo e escrito por Steve Berry, para uma pessoa que comentar no vídeo. O comentário que mais se destacar, mais chamar minha atenção será contatado pelas mensagens aqui do youtube, onde saberei endereço e outros detalhes para envio do livro. No próximo vídeo da série filósofos, estarei dizendo quem é o sorteado da vez.

Confira os links:

Animação da Univesp apresentando um pouco da biografia de Platão: http://www.youtube.com/watch?v=bK09eEvzpCY
Documentário livro "A República" de Platão, que narra o dialogo: http://www.youtube.com/watch?v=fzh63-NY_Ss
Palestra sobre O Mito da Caverna, do grupo Nova Acrópole (Muito Bom): http://www.youtube.com/watch?v=-fojItt-13k
Vídeo escolar sobre as diferenças políticas entre Platão e Aristóteles: http://www.youtube.com/watch?v=LKv9nHeN7DA
PDF do Livro A República: http://www.4shared.com/office/OgjX__tQ/A_Repblica_Plato.html
29 Obras de Platão em PDF: http://pensamentosnomadas.wordpress.com/2012/04/03/26-obras-de-platao-em-portugues-e-espanhol-pdf/
Texto de José Marial Alves sobre a espiritualidade de Platão: http://www.homeoesp.org/meditacao_espiritualidade/027%20-%20PLATAO.pdf
Blog Pandora Hermética: http://pandorahermetica.blogspot.com.br/
Blog Investigação Filosófica, "Blog de divulgação de notícias e textos de filosofia.": http://investigacao-filosofica.blogsp... - Muito bom!

17 de fev de 2013

32ª Resenha Crítica - Ubaia Doce



Saudações, leitores! Hoje temos a resenha de mais um livro potiguar, Ubaia Doce, de Aluísio Azevedo Júnior, autor também de O Cheiro do Café (2006) e Almíscar - Empreendendo a Própria Vida (2007).

Ubaia Doce é uma ficção ambientada na cidade de Natal. Locais conhecidos do natalense, como a Barreira Roxa e o Morro do Careca estão presentes, dando um senso de familiaridade ao leitor. Maior parte da ação acontece na Vila de Ponta Negra, que no livro aparece como uma paisagem idílica, quase utópica. Nessa mesma vila, surge uma doutrina ecumênica, a Tradição Cimeira, como síntese de influências indígenas e crenças dos nativos pontanegrinos. Para os cimeiros, existe um Deus único e universal, acima de religiões e cultos, superior a nós mas que não devemos temer. Os pilares da crença são o autoconhecimento, a esperança, crença na origem do mundo pela criação e elevação espiritual pela compreensão da vida como uma Grande Viagem guiada pela realização do bem. Seu livro sagrado é o  Livro de Geneum.

A ubaia doce que dá o nome à histórica vem dessa mesma tradição cimeira, que dos índios herdou A Lenda da Ubaia Doce. Segundo essa lenda, a ubaia, fruta de odor e acidez leves, que tiver o néctar preparado com água da Barreira Roxa recebe propriedades curativas.

O líder desa tradição religiosa é o Professor Gregório Paes, um homem carismático, virtuoso e sábio, muito amado pelos pontanegrinos. É defensor da natureza contra as exigências sempre crescentes do homem, que, ao seu ver, não são verdadeiras necessidades. Sua filha Micaela, puríssima em pensamentos e ações, lhe tem grande apreço e tem em seus ensinamentos um ponto norte para a vida. Com essa influência, Micaela mantém uma vida cuja realização moral maior da prática é parte importante. Ao contrário de Micaela é o seu amigo de infância Caetano: inseguro, fragilizado, perdeu a mãe cedo e já foi levado ao alcoolismo e as drogas. Procurou ajuda e, voltando à Vila, buscava refazer sua vida. Lá, ele conhece a Tradição Cimeira, que surge como uma forma de repensar sua visão de mundo e reencontra Micaela, sua amiga de infância.

Toda a solidez mantida pela tradição cimeira, no entanto, vê-se ameaçada por algumas mudanças: uma ONG internacional chamada LIFE apresenta-se como desenvolvedora da assistência social e do turismo ecológico, desenvolvimento econômico e atividades com a comunidade, mas Gregória mostra oposição a qualquer ação sobre a naturezam, principalmente sobre os locais sagrados cimeiros; um grupo radical chamado GLP desenvolve ações violentas justificada spor um discurso idealista; o governo, associado à LIFE, tenta a todo custo persuadir Gregório a ceder.

A obra tem como temas as relações familiares e das amizades, a importância da religião nas vida das pessoas, a preservação da natureza e leva o leitor a refletir. Como lidar com as perdas? Como uma nova geração pode dar continuidade àquilo iniciado pelos seus antecessores? Qual é a forma mais prudente de abraçar as mudanças sem ameaçar as tradições? E qual é a importância das mesmas para a vida em comunidade?

Ubaia Doce é uma obra tipicamente natalense, mas que não deixa de lado o universalismo, bem representado no livro pela cosmovisão cimeira, semelhante à da filosofia perenialista, esta que fala sobre a unidade transcendente das religiões que lhes torna formas diferentes de comunicar uma única verdade. Os conflitos que se desenvolve no enredo ocorrem em todo o mundo, com maior ou menor intensidade, sob uma economia global e as questões de preservação ambiental que com ela advém. Em toda a obra, é evidente o conflito entre a mudança e a conservação, seja na cultura, no meio-ambiente, na política ou qualquer outro contexto.

Autor: André Marinho | Criação: 17/02/2013 | Objetivo: www.ligadosfm.com

15 de fev de 2013

Papo de Gago #19: Papo Mistério: CAUTION UFO's


Olá pessoal, o Papo de Gago de hoje é um papo mistério com Anderson e seus amigos Joab e Isa Lua falando sobre os mistérios que habitam o imaginário das pessoas sobre os fenômenos UFO’s.

Nesse podcast: Entenda o que são contatos de Primeiro, Segundo e Terceiro Grau, descubra que a verdade está lá fora e aprenda uma forma eficaz de botar o seu filho para dormir.

Link's comentados no programa:


Link's comentados nos e-mails:
Deixe o seu comentário no post ou mande os seus xingamentos, elogios ou sugestões para: papodegago@ligadosfm.com



Ouça podcast no player acima ou baixe o mp3 clicando aqui 

Por: Anderson Ricardo
Em: 15/02/2013
Objetivo:
LigadosFM  
 

13 de fev de 2013

62º Mundo Cão - Viva o Carnaval, sim!

Eu não sou contra o carnaval. Muito pelo contrário! Em 01 ano, teoricamente, temos que trabalhar quase 05 meses para pagar impostos, temos aproximadamente 12 feriados, 48 finais de semana e 30 dias de férias do trabalho. Se contabilizarmos somente os dias não trabalhados, teremos 138 dias dedicados a algum tipo de folia ou de descanso; todavia, os quase 05 meses que se trabalha para o Estado brasileiro (não na forma de servidor público, sem receber por aquilo que se ganha e sem a regalia da estabilidade no emprego) transformam-se em 150 dias e o restante da conta está naquilo que o trabalhador médio do país ganha para si mesmo.

No Brasil, não se folga 138 dias mais 150 dias (acontece que uma parcela dos jornalistas da grande imprensa manipula erroneamente esta conta). Folga-se no máximo 138 dias. Sim, pois existem aqueles que trabalham aos sábados e ou folgam apenas uma vez por semana, trabalham durante os feriados e sequer consegue tirar 30 dias de férias. Na prática, este número cai para 10 dias, parcelados em duas vezes e meia, ou seja, nos engolem 05 dias de férias. E os mesmos 150 dias continuam lá intactos nas contas a receber do governo.

O carnaval, por exemplo, cai na conta dos doze feriados anuais, mais um final de semana o qual, geralmente, cai para um fim de semana de apenas 01 dia. Nos sábados de carnaval, o expediente nos supermercados, no comércio e na indústria é o mais normal possível, as lojas abrem às 08hs da manhã e fecham suas portas a meia noite. Isto é por que ainda não mencionei os estabelecimentos os quais funcionam nas segundas-feiras e ignoram as quartas-feiras de cinzas...

Criticar negativamente o carnaval é tão clichê quanto usar vestimentas de cor branca no réveillon. Assim como no Brasil o falso moralismo e a falta do que fazer de militantes sociais levaram à proibição de um comercial de uma marca de carros por fazer uso da imagem de um gato preto, falar de quem brinca carnaval e faz uso dos quatro dias inerentes a este feriado para fazer de tudo menos trabalhar cai pior do que concordar com as idéias do bispo evangélico Silas Malafaia.

Entenda, no Brasil, folga-se por no máximo 138 dias (e não em media isto ou pelo menos isso). Em outras palavras, trabalhamos 227 dias em um ano de 367, dentre os quais 150 entregamos sem receber nada em troca para o Estado, nos restando apenas 77. Para ser mais claro, trabalhamos 77 dias para nós mesmos e ainda somos sujeitados às piores críticas e pronomes possíveis quando dedicamos 04 dos nossos 138 de folga para brincar o carnaval...

Sinceramente, o que há de errado com as pessoas? Será que uma massa emergente de brasileiros cheios de moralismos não compreendem que, antes da sem-vergonhice em público, do péssimo gosto musical o qual toma conta dos ambientes e dos alpendres das casas de praia repletas de redes e barracas montadas existe o dogma da cultura? Carnaval, antes de tudo isto e de quatro dias de descanso (que, na verdade, não passam de 01 ou 02) faz parte da cultura latina, muito bem absorvida pela cultura brasileira. O carnaval é mais lembrado como uma festa tipicamente brasileira do que romana, temos a maior que o mundo já presenciou, gera divisas, ganhos com o turismo e até empregos.

Aliás, é merecedor de crítica aquele que fica procurando trabalho justamente nestes 04 dias dedicados à festas e descanso. Quatro dias é muito pouco, é mais do que 5% de tudo o que o trabalhador brasileiro produz para si mesmo. E isto é por que ainda não falei das maravilhas produzidas por aqui, dos desfiles do Rio de Janeiro ao centro multicultural de Olinda / Recife.

Enfim, quem não tem o que fazer, mesmo, é quem perde o seu tempo tecendo críticas negativas a quem faz jus a tudo isto.

Por: Andesson Amaro Cavalcanti
Em: 13 / 02 / 2013
Objetivo: www.LigadosFM.com

Confira a ultima coluna Mundo Cão: 61º Mundo Cão - Desqualificar é preciso

11 de fev de 2013

10º Filósofos - Sócrates

Seja bem vindo a série Filósofos, hoje falaremos de Sócrates, o divisor de águas da filosofia ocidental, responsável pela pelo método e abordagem do raciocínio filosófico e cientifico utilizado nos dias de hoje e por inspirar e incentivar outros milhares de pensadores, como Platão, Aristóteles e outros.


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Detalhes sobre a promoção do livro: Será sorteado apenas um livro, de nome a "Arte de Furtar", novo e ensacado, para uma pessoa que comentar no vídeo. O comentário que mais se destacar, mais chamar minha atenção será contatado pelas mensagens aqui do youtube, onde saberei endereço e outros detalhes para envio do livro. No próximo vídeo da série filósofos, estarei dizendo quem é o sorteado da vez.

Confira os links:

Livro "Apologia de Platão": http://www.revistaliteraria.com.br/plataoapologia.pdf
Livro "Fédon, da Alma de Platão": http://www.livrosgratis.com.br/arquivos_livros/cv000031.pdf
Livro "Memoráveis" de Xenofonte: https://bdigital.sib.uc.pt/jspui/bitstream/123456789/16/3/memoraveis.pdf
Artigo de ANA ELIAS PINHEIRO, XENOFONTE. APOLOGIA DE SÓCRATES, uma discussão sobre o método socrático: http://www4.crb.ucp.pt/biblioteca/Mathesis/Mat12/Mathesis12_133.pdf
Desenho da Univesp apresentando Sócrates: http://www.youtube.com/watch?v=mQiQqPsQ4Bs
Série de vídeos "Sócrates em 4 atos" de Paulo Guiraldeli: http://www.youtube.com/watch?v=B6EqlqMeMAk
Documentário "Sócrates e a auto confiança": http://www.youtube.com/watch?v=AQU6s5_RJCs&playnext=1&list=PL44D1ADDA962B57A6&feature=results_main
Blog Pandora Hermética: http://pandorahermetica.blogspot.com.br/
Blog Investigação Filosófica, "Blog de divulgação de notícias e textos de filosofia.": http://investigacao-filosofica.blogspot.com.br/ - Muito bom!

Autor: Felipo Bellini Souza     Criação: 11/02/2013      Objetivo: LigadosFM

10 de fev de 2013

27º Ensaio Cultural: Isaac Asimov e a Era Digital


Disse certa vez Isaac Asimov, numa entrevista a Bill Moyers em 1988 (clique aqui para ver a entrevista completa): "Quando tivermos computadores em todas as casas, cada um deles conectado a enormes bibliotecas em que você possa perguntar qualquer coisa e receber respostas, receber materiais de referência. Poderia ser algo que você está interessado em saber, desde uma idade precoce, mesmo que pareça bobagem a outra pessoa... é o que você está interessado e você pode perguntar, você pode descobrir, e pode fazer isso na sua própria casa, no seu próprio ritmo, na sua própria direção, no seu próprio tempo... Então todos adorariam aprender. Hoje, o que chamamos de aprendizado é forçado. e todos são forçados a aprender as mesmas coisas, nos mesmos dias e no mesmo ritmo em uma aula, e todos são diferentes."


Isaac  Asimov (1920-1992),  autor de "Eu,  Robô",
 "Fundação" - entre outros livros - além de brilhante 
escritor, foi um visionário e previu o impacto da internet.

Embora as salas de aula não tenham mudado tanto desde 1988, pode-se dizer que estamos vivendo naquilo que Asimov previu. Nunca antes tivemos tanto acesso à informação. Enquanto outrora tínhamos de ir a uma biblioteca para fazer uma rápida consulta a um livro, agora nós temos praticamente qualquer informação ao nosso dispor, havendo simplesmente um computador conectado à rede. O Internet Archive mantém uma biblioteca virtual com verdadeiras relíquias bibliográficas; a Wikipedia (e diversas outras enciclopédias no formato wiki), por sua vez, permite que você possa consultar uma enciclopédia sempre atualizada, sem a necessidade de procurar em milhares de volumes; em diversos sites, cursos online de diversas universidades do mundo podem ser atendidos sem necessidade de viagem, e ainda se adaptam à sua agenda semanal.

É espantoso como temos mil formas de aprender por conta própria, e com isso temos uma formação muito mais abrangente do que costumava, podendo ter o aprendizado de tudo aquilo que nos convém, pois está diretamente ao nosso alcance. Assim, cresce o número de autodidatas altamente capacitados ao entrarem nas universidades, não raras vezes muito mais bem informados que seus professores sobre diversos assuntos. Mesmo entre os que não chegam a concluir a universidade ou entrar nelas, há uma extensa produção intelectual, sempre com observações importantes que ninguém antes havia feito. A produção científica avança exponencialmente a cada segundo, e as soluções para a vida chovem nas livrarias, levando o desenvolvimento pessoal a outro nível. Mas, nem tudo tem sido o mar de rosas previsto por Asimov. Ao mesmo tempo que isso acontece, favorecendo o progresso científico e o desenvolvimento humano, há a disseminação de mentiras que culminam com a construção de uma barbárie intelectual, contraparte real do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Perdido nesse mar de afirmações contraditórias e com uma cosmovisão enfraquecida como resultado da ausência de religiosidade, o indivíduo sente-se obrigado a tomar para si uma posição que muitas vezes lhe dificulta encontrar a verdade. Uma possiblidade - a mais confortável - é a indiferença. Outra é o relativismo, a crença de que a verdade é relativa e não há fatos objetivos. É a própria negação do valor e da existência da verdade, o que leva, inevitavelmente, à aceitação daquilo que é somente mais confortável a cada um, independente de seu caráter potencialmente destrutivo. Outros, não relativistas, buscam identificar-se com grupos e não saem dos seus dogmas sob o risco de perderem o senso de completude que estes lhes proporcionam. Tornam-se dessa forma, servos da propaganda, que assume a sua segunda forma dentre as duas que define Aldous Huxley: "(1) propaganda racional a favor da ação que é de acordo com o próprio interesse esclarecido daqueles que a fazem e daqueles a quem é dirigida, e a (2) propaganda não-racional, que não é de acordo com o próprio interesse esclarecido de ninguém, mas que é ditada por e apeia para, paixões, impulsos cegos, desejos ou medos inconscientes."

Podemos observar, com isso, que quanto à seletibilidade de informações, um dos critérios mais comuns é o da afinidade discursiva. O sujeito que nasceu na geração da informação, buscando uma unidade e uma inserção social, em vez de buscar abstrair o que é real e o que não é em um discurso, opõe-se a toda e qualquer afirmação, classificando-a como mentira se for desfavarável à ideologia do grupo em que se inclui. Caso se sinta confortável com o stablishment e oponha-se a qualquer coisa fora dele, torna-sese particularmente sensível ao que Weber chamava de Dominação Tradicional. Se é com aquilo que se sente bem e lhe parece mais "humano", é a Dominação Carismática que lhe domina. Há ainda o terceiro tipo de autoridade na classificação weberiana, a Legal-Racional, que faz de muitos agentes passivos perante figuras de superior hierarquia. De forma alguma creio que se deva ignorar estas dominações ou opor-se a elas, mas julgar se estas cumprem aquilo que lhe é o dever. Afinal, havendo uma quebra desse reconhecimento, corremos o risco de pertencermos a um desses grupos: os que seguem líderes somente pelo seu carisma, os que seguem líderes somente pela seu poder ou somente pela sua representação de uma posição tradicional. 

Ora, o carisma ou personalidade dominante não garante capacidade; a posição tradicional - hoje - não garante uma credibilidade porque não segue a unidade da tradição; e a Legal-Racional não é válida quando está sempre em contradição consigo mesma, tornando-se uma Legal-Irracional. Isso não é regra, mas nos faz pensar que nossa seletividade não devem vir exclusivamente somente de uma dessas identificações. É necessário ter método para reconhecer a verdade - e isso é o que realmente está em decadência na Era da Informação - e deve ser este método adequado, afinal, dados pouco ou nada representam se não forem interpretados adequadamente e se não observados em seu contexto geral. Lembremos daquela propaganda da Folha de São Paulo, que dizia “Este homem pegou uma nação destruída, recuperou a economia e devolveu orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de seis milhões para novecentas mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102 e a renda per capita dobrar, aumentou o lucro das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de marcos e reduziu uma hiper inflação para no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura e quando jovem imaginava seguir a carreira artística", para, logo em seguida, mostrarem a foto de Adolf Hitler. Não há nisso muita semelhança com o que muitas páginas no Facebook fazem com imagens, gráficos e tabelas comparativas, muitas usando dados falsos ou só uma parte deles, de forma a agregar um maior número de seguidores para determinado posicionamento? Há, claro, aqueles que o fazem de forma honesta, todavia é impossível identificá-los a priori.

É possível, enfim, concluir que de fato estamos desfrutando dos bens que a tecnologia da informação nos proporciona, porém ainda não houve tempo para se adaptar ao impacto que esta gerou em nossas vidas. Se há uma forma precisa de se definir a nossa complexa relação com o conhecimento no Século XXI, eu a digo uma mistura de Fundação e Admirável Mundo Novo, com os passos iniciais do que Ray Kurzweil chama de Singularidade e uma dose dupla de pós-modernismo cuja ressaca vai demorar bastante para passar. Pessimista quando à natureza humana, não creio que haverá um ponto em que possamos fazer a perfeita discriminação de informações. Esta, contudo, há de se tornar cada vez mais precisa conquanto tenham grande alcance as diversas fontes que possam refutar, contradizer e criticar umas às outras. É a liberdade de expressão que garante que possamos alcançar a verdade através de opiniões divergentes, mas, para que isso ocorra da melhor forma, havemos de reconhecer que o problema está em nós mesmos e é de nossa responsabilidade sermos honestos e buscarmos o que é verdadeiro.

               Autor: André Rodrigues | Criação: 10/02/2013 | Objetivo: www.ligadosfm.com

8 de fev de 2013

24ª Entrevista Literária - Daniel Násser

Daniel Násser nasceu em Macau/RN, no ano de 1985. Filho de uma família de pequenos comerciantes, iniciou os estudos tardiamente, aos seis anos. Adquiriu rapidamente capital intelectual e demonstrou grande desenvoltura nos estudos, pois, apesar do precário ensino na comunidade de Diogo Lopes, ao fim do mesmo já sabia ler, isso de forma muito acima da média. Permaneceu até o 6º ano frequentando as escolas do município. No ano seguinte recebeu uma bolsa de estudos no Centro de Educação Integrada Monsenhor Honório, aonde veio a finalizar os estudos. Foi neste período que descobriu sua paixão pela arte de contar estórias, desenvolvendo algumas criações voltadas para os quadrinhos macauenses, mas sem conseguir êxito. Após a conclusão de seu curso Técnico Contábil, ingressou no ano seguinte na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, no curso de Administração. Desta época também provém seu primeiro romance (ainda não publicado) “A Hora das Fadas” (2001), que foi o responsável pelo surgimento da amizade entre o autor e seu principal incentivador, Benito Barros. Trabalharam para a construção deste livro, mas sua publicação se tornou inviável, devido à falta de apoio para as artes na cidade. Násser passou a trabalhar em um novo romance, mais amadurecido do que o de outrora, e contando com o apoio de Marc Alfons Adelin Ghijs, médico e advogado, além de Benito e Getúlio Moura, o autor lançou, depois de um hiato de seis anos, “A Ordem da Rosa Branca: O Enigma do Anel” (ICEC, 2007), a primeira parte de uma trilogia que esta sendo construída e alicerçada com muito estudo e pesquisa bibliográfica, a qual o autor tem se dedicado nos últimos três anos. Recentemente tem mantido um blog de textos diversos, o Sub Rosa, onde publica seus próprios escritos, além de outros autores, com ênfase nos Macauenses, tanto os ilustres como os desconhecidos. Colaborou com a revista virtual Terrorzine na edição de número 26, com o conto “Notas de um naufrágio”, e trabalhou como editor do Livro “Insight”, do poeta José Ribamar da Silva Filho.

O autor Daniel Násser

Ligados: Quem é Daniel Násser? 

Daniel Násser: Inicialmente uma pessoa criada para resguardar o autor das consequências de sua arte. Posteriormente, ganhei um espaço maior do que o planejado, chegando em alguns momentos a eclipsar a minha pessoa (risos). Um artista em busca de uma verdade, de um mundo idealizado que existe na sua mente, um sonho que se desfaz e se refaz todos os dias. 

Ligados: Fale um pouco sobre o seu livro “A Ordem da Rosa Branca – O enigma do Anel”, lançado pela Imperial Casa Editora da Casqueira. 

Daniel Násser: "A Ordem da Rosa Branca – O Enigma do Anel" foi (e ainda é) uma empreitada arriscada e desafiadora. Um complexo encontro de personagens de vários romances da literatura fantástica (esta ainda tão subvalorizada pelos autores da chamada “elite”), passado numa Macau histórica e mítica, com ilustres habitantes da cidade e muito mistério. É a primeira parte de uma trilogia que estou dando continuidade no momento (lentamente, diga-se de passagem) e que exige de mim uma quantidade de estudo bibliográfico muito grande. 

Ligados: Como você conheceu a literatura? Houve algum acontecimento especial em sua vida que o fez criar enorme apreço pelas letras? 

Daniel Násser: A literatura veio a mim de forma tardia. Havia lido um único livro quando completara meus 15 anos. “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de Jules Verne. Então uma professora de redação atiçou minha curiosidade sobre um romance nacional que envolvia uma traição não esclarecida (e que segundo ela, cada qual entendia de uma forma). Comecei a ler “Dom Casmurro” na mesma semana e nunca mais parei de ler. Sempre digo que eu, tal qual Bentinho, fui enfeitiçado pelos olhos de ressaca de Capitu. (Risos). 

Ligados: Como você enxerga o mercado editorial brasileiro, principalmente sendo um novo autor em busca de um lugar ao sol? 

Daniel Násser: O mercado editorial brasileiro possui muitas trincheiras para os novos autores. As grandes editoras não querem arriscar investir em algum desconhecido (mesmo que o material apresentado por ele tenha qualidade), preferindo produzir obras de autores já conhecidos ou nichos que notoriamente atingem uma massa da população bem maior, seja por qual motivo for. Então a nós, iniciantes, resta o amparo das pequenas e independentes editoras que se arriscam em publicar novos trabalhos e autores. A tendência é que vá mais e mais se afunilando e que mais gente boa se perca por falta de oportunidade. 

Ligados: A internet é uma aliada quando o assunto é divulgação? 

Daniel Násser: A internet é, com certeza, uma ferramenta que facilita, e muito, a divulgação de nosso trabalho. Seja a publicação de pequenos textos em blogs e redes sociais, seja divulgação de lançamentos e eventos relacionados. No último evento que foi realizado pela ICEC (Imperial Casa Editora da Casqueira) nós conseguimos uma divulgação excelente via redes sociais e afins e uma boa participação popular no lançamento dos livros “A Torre Azul” (Horácio Paiva), “20 Sonetos Impuros e Outros Poemas” (Alfredo Neves) e “A Guerra da Coréia” (Benito Barros). 

Ligados: Como é sua rotina para criar? Escreve somente quando a ideia surge ou há uma espécie de preparação? 

Daniel Násser: As ideias, estas traiçoeiras companheiras que surgem do nada e para ele voltam! (risos). Um grande amigo e poeta por quem nutro uma admiração muito grande, Getúlio Vargas M. Barros, me disse uma vez que uma ideia quando surge deve ser agarrada com todas as forças, pois elas se perdem com a mesma facilidade com que surgem. Algumas ideias têm este aprisionamento ao instante e outras não, outras devem ser trabalhadas, estudadas e reescritas muitas e muitas vezes antes de serem consideradas dignas de serem lidas. 

Ligados: Em sua opinião, é possível viver de literatura em nosso país? 

Daniel Násser: Nem mesmo sobreviver! (risos). Para se viver de arte no nosso país, seja ela qual for, é preciso ser uma das grandes e ilustres pessoas do cenário, para que este espaço possa se manter aberto, em expansão ou pelo menos que proporcione alguma estabilidade. 

Ligados: Como você recebe as críticas em relação a sua obra? 

Daniel Násser: Eu tento absorver as críticas da melhor maneira possível. É claro que não é nem um pouco agradável ler alguém que esmiúça seu trabalho e aponta seus erros, suas falhas. Se isso for feito de uma forma a engrandecer seu trabalho futuramente, agradeço aos autores destas críticas. Mas se estas críticas vierem de forma a denegrir o meu trabalho e sem acrescentar nada, procuro não levar em conta. 

Ligados: Quais os teus planos daqui para frente? Um segundo volume do “A Ordem da Rosa Branca” pode ser ambientado, ou está focado em outros projetos no momento? 

Daniel Násser: Como já falei anteriormente, existe todo um trabalho sendo desenvolvido em torno de um novo volume de “A Ordem da Rosa Branca”, que procura beber mais na fonte da literatura fantástica nacional (sim, ela existe!). Autores como Machado de Assis possuem diversos contos na área e que são pouco divulgados, frequentemente esquecidos em suas antologias. Há algum tempo tenho me dedicado ao trabalho de editor. Nesta função, já produzi o livro “Insight” (ICEC, 2012), de José Ribamar da Silva Filho, e atualmente estou trabalhando em um projeto que aguardei durante muito tempo: “Metamorfoses”, de Aldenira de Oliveira. Esta é realmente uma fantástica poetisa, até o momento inédita, e que merece ser conhecida por quem gosta de uma boa poesia.

Perguntas rápidas: 
Autor(a): Gabriel Garcia Márquez;
Ator(Atriz): Fernanda Montenegro; 
Cantor(a): Elis Regina; 
Música: Todas do Chico Buarque;
Filme: “Casa de Areia”. 

Links na internet: 

Ligados: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Daniel Násser: Gostaria de agradecer a oportunidade de poder falar um pouco do trabalho que venho desenvolvendo ao longo desta minha jornada. Parabenizar a vocês por este trabalho de valorização e estímulo da cultura da nossa região, que é sempre muito importante.


Autor: Thiago Jefferson - Criação: 08/02/2013 - Objetivo: www.ligadosfm.com

6 de fev de 2013

61º Mundo Cão - Desqualificar é preciso


Segundo a revista Exame, 55% dos brasileiros querem ter seu próprio negócio. 10% da população brasileira paga sua contas com Marketing de Rede de alguma forma, isto, espelhado na realidade americana, que gira em torno de 20%. De todos os setores afetados pela ultima crise econômica global de 2008, o seguimento de MMN (Marketing Multi Nível) foi um dos poucos não afetados e que apresentou crescimento acima da média da indústria.

Ou seja, não é de se tirar o mérito deste segmento que oferece rentabilidade no curto prazo, altíssimas taxas de retorno e baixo capital para investimento. Melhor dizendo, trata-se de um segmento que está mais acessível às classes mais baixas (ou à tradicional classe média) do que o mercado financeiro ou de venda de produtos de investimento dos bancos. Há programas de relacionamento em rede em que o capital de entrada é menor do que R$ 600,00 e oferece ganhos unitários mensais de que variam entre R$ 60,00 e R$ 100,00 (ou seja, taxa de retorno equivalente a pelo menos 10% do capital investido em apenas 30 dias – maior do que qualquer rendimento da poupança, dos fundos de renda fixa, CDBs e até papeis negociados em bolsa).

Há pessoas que questionam a veracidade desses ganhos e a sustentabilidade deste tipo de negócio. Mas, vem cá! Desde quando o mercado financeiro, a compra e venda de ações ou a aplicação em fundos de renda fixa também são sustentáveis ou verossímeis, do ponto da lógica industrial e do mercado financeiro?

Se pararmos para pensar melhor, a base de sustentação dos negócios multi níveis está na produção, compra e venda de produtos e na aplicação de recursos da parte de uma parcela de investidores disposta a tal. Melhor dizendo, a lógica da sustentabilidade dos negócios em Marketing de Pirâmide (cuidado para não confundir com Pirâmide – ou Ponzi) é quase a mesma do mercado de ações. A diferença, contudo, está na lógica da especulação de um papel que não para de se valorizar enquanto que a escala de ganhos, lucro e de produção das empresas de capital aberto continuam constantes.

4 de fev de 2013

9º Filósofos - Mozi

Seja bem vindo ao Filósofos, o programa semanal do Youtube Brasil e LigadosFM que apresenta semanalmente um filosofo para você! Neste vídeo debateremos Mozi, filósofo chinês, contemporâneo de Confúcio, que desenvolveu a teoria do "Amor universal'.



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Site de André Bueno: http://filosofia-chinesa.blogspot.com.br(Muito Bom!)
Site de André Bueno (2) :http://chinologia.blogspot.com.br
Texto "Um mundo melhor?" do Peter Singer:http://criticanarede.com/fa_14excerto.html

Autor: Felipo Bellini Souza    Criação: 01/02/2013     Objetivo: www.ligadosfm.com

3 de fev de 2013

31ª Resenha Crítica - A Sabedoria do Condado



SMITH, Noble. A sabedoria do condado. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2012.
Preço aproximado: 27,00

Esqueça aqueles best-sellers de auto-ajuda, dietas milagrosas, grupos de apoio e palestras motivacionais. Os hobbits nunca precisaram disso, e ao que parece eles têm uma ótima vida. O que você realmente precisa para uma vida boa, para Noble Smith, é seguir o exemplo dos Hobbits. Esta visão é exposta no seu livro A Sabedoria do Condado, no qual, relatando seus aprendizados pessoais com a obra de Tolkien e relacionando-os com a sua vida, abre um diálogo com os leitores sobre diversos assuntos.

1 de fev de 2013

Papo de Gago #18: Papo com Carlos Seidl


Olá pessoal, depois de um longo inverno o Papo de Gago está de volta e o programa de hoje é um super papo com o Ator, Dublado e Diretor de Dublagem Carlos Seidl, então junte-se a Anderson Ricardo e JB Santos nesse primeiro Papo de Gago de 2013.

Nesse podcast: Descubra um pouco sobre o mundo da Dublagem e os preconceitos que existem, saiba como era o nome do Seu Madruga antes de ser Seu Madruga e entenda que Luciano Huck não é Dublador.

PS: Obrigado a todos que fizeram parte da organização do One Piece day, em especial ao Caio, Bruno Saga e Thiago Cezar, pois sem vocês esse programa não seria possível.

Link's comentados no programa:

Video Versão Brasileira do programa Porta dos Fundos

Link's comentados nos e-mails: 


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Ouça podcast no player acima ou baixe o mp3 clicando aqui




Por: Anderson Ricardo
Em: 01/02/2013
Objetivo:
LigadosFM