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26 de abr de 2013

Papo de Gago #24: Papo de cinema: A Marvel nos cinemas


Olá pessoal, no Papo de Gago de hoje é um super bate papo sobre os filmes da Marvel, então junte-se a Anderson, Marcos Guerra, Geraldo Borges e Wagner.

Nesse podcast: Descubra os filmes equivocados baseados em personagens da Marvel, entenda como a Marvel usou um ditado popular para fazer os seus filmes e conte quantas vezes o Wagner tosse no programa.

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Por: Anderson Ricardo
Em: 26/04/2013 
Objetivo:
 LigadosFM  
  

24 de abr de 2013

3º - Poesias da Semana

Mais poesias encantadoras para te fazer feliz! Lembrando que se você tem uma poesia e quer que ela seja declamada, o processo é muito simples, envie para felipobellini@yahoo.com.br - junto com sua foto e link do seu blog ou do livro que deseja divulgar no vídeo. Confira os posts e assine o canal no youtube: http://www.youtube.com/felipobellini

 


20 de abr de 2013

29ª Entrevista Literária - Leonam Cunha

Leonam Cunha nasceu em 1995, em Areia Branca, RN. Estudante de Direito na UFRN, reside atualmente na capital do estado. O prodígio autor lançou, com apenas dezessete anos, o livro de poemas "Gênese", que reúne versos maduros e sonoros que tratam desde o cotidiano nordestino aos problemas sociais. 

O autor Leonam Cunha - Foto Divulgação

Ligados: Quem é Leonam Cunha? 

Leonam Cunha: Um baque, esta pergunta - risos. Vamos lá... Nasci em Areia Branca, a 1º de maio de 1995. Estou, hoje, com 17 anos. Meus pais são Manoel Cunha Neto (Souza), formado em Agronomia, e Joseana da Silva Nogueira Cunha, formada em Letras. Moro em Natal e curso Direito na UFRN. Apesar de minha forte criação cristã, não tenho apegos religiosos: valorizo alguns aspectos das religiões e, outros, desprezo. Como antidireitista, posiciono-me contra a resignação e a consciência antissocial. Escrevo como forma de me “saber no mundo” e ser responsável em relação a ele. 

Ligados: Quando começou a tomar gosto pela literatura e com que idade compôs os seus primeiros escritos, visto que a sua primeira obra foi publicada aos dezessete anos de idade? 

Leonam Cunha: Comecei a me interessar de fato por literatura aos 8 ou 9 anos. No começo, lia muitos contos e romances policiais. Dei-me a escrever mais ou menos aos 11 anos, e passei a colecionar vários escritos, sendo que em prosa - os versos me vieram mais tarde. Esses me alcançaram quando da minha aproximação definitiva da música; então, comecei a ler poesia. 

Ligados: “Gênese”, seu livro de estreia, reúne poesias que vai do cotidiano nordestino aos problemas sociais, dispostas em versos maduros e sonoros. Como surgiu a ideia da obra? Poderia nos dar mais detalhes a respeito da mesma? 

Leonam Cunha: Na verdade, não planejava escrever um livro, então não houve “ideia da obra”. Aos 16 anos, notei que já havia escrito vários poemas e decidi juntar alguns. Aqui veio a explosão do momento: observei que aquela reunião de escritos daria um livro e mostrei aos meus pais. Eles ficaram bastante contentes e decidiram correr atrás do pessoal da área para que conseguíssemos publicar. Eu consenti, e o parto se deu. Escrevia versos quando determinado acontecimento me chamava atenção ou sensações me afloravam, seja num despertar crítico ou sentimental. Posso dizer que escrevi de forma livre, sem me ater a grades ou limitações estéticas. Queria algo um pouco ousado e moderno. 

Ligados: Como se sente com a receptividade dos leitores? 

Leonam Cunha: Fantasticamente bem. Penso que isso seja bastante motivador e gratificante. 

Ligados: Qual o melhor momento para criação das suas poesias? 

Leonam Cunha: Nunca parei para observar isso diretamente. Mas sua pergunta me pôs a matutar... Normalmente, eu escrevo quieto, no meu canto, num estado solitário, sem perturbações ao redor. Contudo, há as poesias barulhentas e agoniadas, que tomam melhor rumo se forem escritas no calor do acontecimento, do agudo sentimento, da agonia... 

Ligados: Você conhece outros jovens da sua geração que têm livros publicados no estado? 

Leonam Cunha: Conheço alguns, mas geralmente são um pouco mais velhos. Naturalmente, estou sendo apresentado aos poucos a esses jovens, até porque a cultura em nosso Estado anda de muletas e está numa fila do Walfredo Gurgel, esperando ser atendida, o que faz com que o número de escritores jovens seja ainda mais roto e reduzido. 

Ligados: Qual livro está na sua cabeceira no momento? 

Leonam Cunha: Estou com três – risos. Um romance: Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway; um sobre misticismo oriental e física: O Tao da Física, de Fritjof Capra; e um de contos e poemas: Grãos, da amiga pernambucana Patricia Tenório. 

Ligados: Como você enxerga o mercado literário potiguar da atualidade? 

Leonam Cunha: É demente, tem alguma patologia seríssima - risos. As pessoas que se interessam por literatura e que acompanham as novidades literárias potiguares são poucas. Daí nós já vemos: a enorme maioria dos escritores acaba por ter que colocar a literatura meio como algo secundário, já que têm de se arranjar de outra forma para alcançar solidez econômica. 

Ligados: E quais os seus planos literários para o futuro? 

Leonam Cunha: Continuarei escrevendo, tentando fazer arte e levar às pessoas. E no que tange a novidades, estou com uma espécie de pré-projeto de livro, também de poesias. Mas, por enquanto, trata-se de algo bem inicial, bem primário. 

Ligados: Considerações finais. 

Leonam Cunha: Agradeço a Thiago Galdino e à Equipe Ligados por haverem me convidado a conceder esta entrevista. Será sempre um prazer contribuir de alguma forma com a cultura. E um último recado: não se descuidem da poesia, não a ponham distante de vocês, que ela completará a lacuna que quiçá exista em seus olhos e corações. Saudações poéticas, sempre!


Autor: Thiago Jefferson - Criação: 19/04/2013 - Objetivo: www.ligadosfm.com

14 de abr de 2013

2º Poesias da Semana - Poesias declamadas e seus poetas


E aqui estamos com mais um posta do "Uma Poesia Por Dia", onde semanalmente declamamos e postamos para você, querido ligadinho e ligadinha de plantão, 7 poesias declamadas, de 7 poetas maravilhosos. Então confira e compartilhe!

Lembrando que se você tem uma poesia e quer que ela seja declamada, o processo é muito simples, envie para felipobellini@yahoo.com.br - junto com sua foto e link do seu blog ou do livro que deseja divulgar no vídeo.

Confira os posts e assine o canal no youtube: http://www.youtube.com/felipobellini




Autor: Felipo Bellini Souza Criação: 14/04/2013 Objetivo: http://www.youtube.com/felipobellini

12 de abr de 2013

Papo de Gago #23: Papo Literário: As meninas e menino do Clube do Livro


Olá pessoal, no Papo de Gago de hoje Anderson tem um super bate papo com as meninas e menino do Clube do Livro Rn, então prepare-se para entrar no mundo literário e conhecer um clube diferente.

Nesse podcast: Entenda como surgiu o clube do livro, descubra um lugar onde você pode surtar normalmente sobre os seus livros favoritos e escute o quanto o Clube do livro é legal.

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Ouça podcast no player acima ou baixe o mp3 clicando aqui



Por: Anderson Ricardo
Em: 12/04/2013 
Objetivo:
 LigadosFM  
 


7 de abr de 2013

1º Poesias da Semana - Poesias declamadas e seus poetas

E começa mais uma série no LigadosFM. Dessa vez vamos postar semanalmente um post com poesias declamadas. Isso mesmo, as melhores poesias declamadas para você! E detalhe, são poesias selecionadas de autores famosos e poetas atuais, como você. Então, se você tem uma poesia e quer que ela seja declamada, apenas envie para felipobellini@yahoo.com.br - junto com sua foto e link do seu blog ou do livro que deseja divulgar no vídeo.

Este projeto faz parte do projeto "Uma Poesia Por Dia", onde postamos uma poesia declamada por dia, com o objetivo de fazer o dia de todos ainda mais feliz! Confira os posts e assine o canal no youtube: http://www.youtube.com/user/felipobellini


Autor: Felipo Bellini Objetivo: http://www.youtube.com/felipobellini Criação: 07/04/2013

5 de abr de 2013

28ª Entrevista Literária - Luisa Geisler

Luisa Geisler nasceu em 1991, em Canoas, RS. Com apenas dezenove anos, foi vencedora do Prêmio SESC de Literatura com o seu livro de estreia “Contos de Mentira” (a obra foi ainda finalista do Prêmio Jabuti, certame literário mais importante do país, em 2012). No ano seguinte, venceu o mesmo concurso promovido pelo SESC, desta vez na categoria Romance, com o livro “Quiçá”. Atualmente, a gaúcha é universitária dos cursos de Ciências Sociais e Relações Internacionais.

A autora Luisa Geisler - Foto Divulgação

Ligados: Quem é Luisa Geisler? 

Luisa Geisler: Escritora e universitária. Mais universitária que escritora, mas suficientemente ambos. 

Ligados: Você disse, certa vez, que participou da Oficina de Criação Literária do Assis Brasil, onde, inclusive, foram revelados nomes como Daniel Galera e Michel Laub. Foi a partir deste curso que surgiu o seu interesse pela escrita? 

Luisa Geisler: Não (risos). Eu não faria uma oficina de criação literária se não tivesse interesse gigantesco em ler e escrever. A oficina me ajudou muito a ver a profissão de escritor, o processo de escrever, factíveis. Escrevi na escola e na faculdade, tinha incentivos dos professores e tal, “a boa redação”. Eu me lembro de meu pai e eu na Feira do Livro de Porto Alegre, eu babava pelos livros. Claro que a oficina me fez enxergar método na escrita, como um fenômeno concreto com uma “carreira”, algo em que pode se trabalhar e aprimorar. No processo, perdi muito do amadorismo e diletantismo. Mas o interesse de escrever já era antigo. 

Ligados: Até o momento, você publicou os livros “Contos de Mentira” (vencedor do Prêmio SESC de Literatura e finalista do Jabuti) e “Quiçá” (romance finalista do Prêmio Machado de Assis e também vencedor do Prêmio SESC de Literatura). Poderia falar um pouco sobre cada um? 

Luisa Geisler: O “Contos de Mentira” aborda a mentira de vários ângulos e possibilidades. O conceito surgiu de uma reportagem que li a respeito da quantidade de mentiras que as pessoas contam. A reportagem afirmava que as pessoas contavam em torno de oito vezes ao dia e a mentira mais falada era "está tudo bem". Disso, surgiu a possibilidade de um livro que traz a mentira como um todo. Há também personagens que não sabem lidar com a verdade, como um personagem que escreve pequenas verdades dentro de origamis ou personagens que não aceitam as mentiras que eles mesmos contam. 

A história do “Quiçá” gira em torno de Arthur e Clarissa. A obra é protagonizada pelo jovem Arthur, parente do interior, anatematizado pela família, e Clarissa, a solitária prima de 11 anos, boa aluna e boa filha. O primo passa a ser, com o decorrer das semanas, o único olhar a definir e entender Clarissa, ante a discreta desconfiança dos pais da menina, ausentes do seu dia a dia. As cenas fragmentárias do romance revelam vidas descosidas umas das outras: nas relações a dois, nas relações familiares e nas amizades, tudo soa precário. Mesmo a ligação que une Arthur e Clarissa não se dá por inteiro, e alguns segredos desconfortáveis assomam como breves fantasmas ao longo do texto. 

O “Contos de Mentira” foi um processo mais "inseguro" que o “Quiçá”. Neste segundo, eu tinha alguma segurança no fazer, no ler; mas o anterior foi um grande tiro no escuro. Se não fosse pelo Prêmio SESC, talvez ele nunca tivesse saído de uma gaveta. 

Ligados: Estas premiações te motivam a continuar escrevendo, já que provam, de certa forma, que você está trilhando o caminho certo para se conquistar os objetivos almejados? Ainda assim, costuma deparar-se com muitas pedras nesta “estrada”? 

Luisa Geisler: Acho os prêmios majoritariamente positivos, pois incentivam o escritor (iniciante ou não). Os sites incentivam a discussão sobre prêmios literários e seus resultados, e isso é muito importante, pois democratiza o fazer literário, o que é sempre positivo. Claro que prêmios estimulam, mas lembro que já participei de diversos concursos de contos e perdi, por exemplo. O trabalho do escritor é aquela velha história de 10% inspiração e 90% transpiração, é persistir em escrever, é revisar textos, é encontrar concursos e oportunidades. Por mais que eu destaque as vitórias, elas sempre vêm acompanhadas. Os prêmios, ganhos ou perdidos, me incentivam a continuar a escrever, porque eles mostram que trabalho de qualidade recebe reconhecimento, mostram que tenho onde melhorar. Em termos de “pedras”, elas não passam quando o autor se estabiliza no mercado literário. A própria estabilidade é um problema. 

Ligados: A sua rotina de criação literária, como funciona? Você é bem organizada no sentido de agendar horários destinados exclusivamente à produção textual? 

Luisa Geisler: Sou muito cdf nesse sentido, planejo mesmo que vá mudar depois; isso acontece ainda em contos também. Pra mim, é essencial que se planeje e tenha noção de onde chegar. Com isso claro, eu posso mudar os planos (marginalmente) sem perder muito do texto. Se eu mudar o objetivo, daí isso precisa de uma grande reestruturação do texto. Em termos de rotina, sou bastante bagunçada, corro atrás de prazos, volto atrás, não tenho tempo, luto com a faculdade… 

Ligados: Sobre a antologia “Os melhores jovens escritores brasileiros”, editada pela revista Granta, a qual você foi selecionada como sendo a mais jovem autora da seleção. Conte-nos como foi esta experiência. 

Luisa Geisler: Senti uma “pressão gratificante”. Uma mescla de ser reconhecida (e felicidade por isso) com o saber de que agora as coisas ficaram mais sérias. Meus livros agora foram resenhados no Estado de São Paulo, na Folha. Antes, alguns blogs leram, algumas pessoas conhecidas, mas o geral foi difícil. 

Ainda mais porque a escolha do texto não foi fácil. Eu havia passado algumas semanas mexendo num conto, escrevendo-o e tal. Até que quando ele estava pronto, uma amiga (que estivera a acompanhar a produção do texto) me disse: “não manda esse, esse tá chato, não vai ser escolhido”. Ela me disse isso alguns dias antes do final da entrega! Como eu ia fazer outro texto? E eu não tenho um estoque de textos pra mandar a bangu. O que eu tinha era alguns textos que eu guardava para o meu próximo livro de contos. Meu favorito, que estava guardado pra ser o primeiro, foi o escolhido para edição. Editei-o à exaustão e mandei. 

O processo de seleção foi e não foi demorado. Eu me inscrevi no meio de outubro e soube dos resultados em março, por telefone. Mas isso é de praxe, esse período: não foi acima da média. Não sei muito do processo em si, feito pelos jurados; já li em alguns lugares, mas nunca me chamou a atenção. Ouvi elogios no coquetel no sentido de que era um texto muito inesperado. Logo após o resultado, eu e a equipe de edição partimos para editar, revisar os textos, biografias e fotos até a publicação final. Mas foi algo muito rápido, até hoje tenho vontade de poder mexer mais naqueles textos. 

Ligados: Quais autores te inspiram? 

Luisa Geisler: Hemingway, Tchekhov, Joyce, Gabriel García Márquez, Edgar Allan Poe e David Foster Wallace foram autores que me formaram como leitora, e sempre foram de uma forma ou de outra, referência. Entre vivos, hoje gosto muito do trabalho do André Sant'anna, André de Leones, Carol Bensimon e Daniel Galera. Não sei se dialogo muito com eles, mas são autores que leio bastante e, mais cedo ou mais tarde, são influências. 

Ligados: Há alguma dica que você queira repassar aos escritores iniciantes? 

Luisa Geisler: Ler muito. Ler absurdamente. E escrever. Há muitas pessoas que gostam de escrever e não escrevem, não têm força de vontade. Não vai vir uma inspiração divina e fazer futuros escritores. É trabalho sem glamour. E continuar escrevendo, se aprimorando. 

Ligados: Quais os seus projetos para o futuro? Está trabalhando em alguma obra? 

Luisa Geisler: Estou escrevendo um livro, um próximo romance, sobre o qual não posso adiantar muito no momento (risos).


Autor: Thiago Jefferson - Criação: 05/04/2013 - Objetivo: www.ligadosfm.com